Essa semana aconteceu uma coisa que beira ao ridículo em nossa página do Facebook, publicamos (assim como todos fazem) uma imagem de outra página e não retiramos a logo original de quem a criou, exatamente como manda o procedimento anti-kibe de quem trabalha com internet. Não temos a obrigação de dizer quem criou, a pessoa que coloque a logo dela em sua imagem, como foi feito. Quando compartilhamos alguma coisa de alguém ou alguma página em nosso site ou página colocamos uma marca d’água indicando que foi compartilhado por coxinha nerd, uma atitude normal nossa que, em quatro anos de trabalho, não causou problema algum. Mas nesse último final de semana, repentinamente, uma pessoa resolveu se ofender e cometeu um dos maiores erros que poderia cometer comigo: tentou resolver de forma desagradável e mal educada. Perdeu tudo o que podia com relação a minha consideração e atenção.

Para explicar melhor então, já que todo mundo acha que é conhecedor de internet e sabe muito bem trabalhar com esse novo meio de comunicação, resolvi colocar aqui uma descrição sobre kibar – termo muito usado por todo mundo que trabalha com internet e que não é tão conhecido assim em seu verdadeiro sentido. Vamos lá então.

KIBAR: Kibar é uma gíria brasileira cujo significado é copiar textos, imagens ou ideias da internet e reproduzir ilegalmente, sem indicar a fonte, assumindo dessa forma a falsa autoria do conteúdo. O termo que define este ato é “plágio”. O plágio é uma ação condenada em qualquer meio de produção de conteúdos. A palavra kibar segue o padrão de criação de vários neologismos de termos informáticos em inglês que são aportuguesados e transformados em verbos. Por exemplo, deletar (delete), ripar (rip), escanear (scan), printar (print), etc. Contudo, a palavra tem origem no termo árabe “kibe” (quibe), mais especificamente no site brasileiro “Kibe Loco”, que ficou conhecido por o seu autor, alegadamente, publicar conteúdos retirados da internet sem divulgar as fontes. A gíria kibar deu origem a diversos outros termos relacionados, como por exemplo: “kibador” (indivíduo que kiba as informações), “kibado” (indivíduo ou conteúdo que foi copiado ilegalmente), “kibação” ou “kibagem” (ato de kibar).

Ou seja, no momento que não retiramos a logo original da imagem, publicando em nossa página, mesmo que não esteja linkando a página original, estamos mostrando para o nosso público que, quem criou o conteúdo, foi outra pessoa e não nós. O que me leva a crer, definitivamente, que tem gente desqualificada demais trabalhando com internet. Pessoas que acham que tudo é brincadeira e arrecadação de likes. Felizmente ainda temos outros profissionais, que realmente acreditam em nosso trabalho e não desqualificam o que produzimos e compartilhamos. É de leitores fiéis e, claro, inteligentes, que gostamos e não desses que não leem as coisas direito e resolvem nos atingir de forma ignorante e agressiva.

Espero que a lição tenha sido aprendida! 😉

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