Olá Coxinhos, não, hoje não está tudo muito bem! Hoje vou dividir com você a angústia que senti ao ver um vídeo publicitário de divulgação de, imagina-se, uma campanha contra a violência feminina. Um assunto polêmico e que causa, além de todos os sentimentos ruins que podemos ter, tristeza, admiração e muita vontade de lutar. A violência contra a mulher é um tema abordado há anos em diversos países e precisa, independente de qualquer cultura, parar agora mesmo!

Uma das coisas mais antigas da sociedade humana é o machismo. Nos tempos antigos, era normal que o homem fosse classificado como superior, o único capaz de conquistar sucesso, trabalho, o único que poderia prover sustento a uma família. Hoje, o mundo mudou, as mulheres podem trabalhar, criar seus filhos e, principalmente, serem felizes com todas as suas conquistas. Mas, infelizmente, alguns homens continuam pensando como há séculos atrás e, por de trás de um pensamento machista, sem muito fundamento, continuam maltratando suas esposas, namoradas, noivas, mães, todas nós. Nunca sofri nenhum tipo de violência e não conheço mulher alguma que tenha sido submetida a este tipo de abuso, mas me sinto solidária a toda e qualquer ação que defenda o direito de ir e vir das mulheres, como este vídeo, que se popularizou rapidamente na internet nos últimos dias.

Com mais de três milhões de acessos e mais de cinco mil comentários, o vídeo mostra imagens de uma mulher, ora sorrindo, ora triste e machucada. Imagens que chocam qualquer pessoa com um coração ativo e em plena busca por justiça. A intensidade das feridas da mulher vai aumentando com o passar do vídeo, chocando mais e mais quem o assiste. No final, ela aparece segurando uma mensagem dizendo “Me ajude. Eu não sei se o amanhã virá”. E na descrição do vídeo existe ainda uma outra frase, originalmente em croata, dizendo “Jedna fotografija dnevno u najgoroj godini života”, que em português quer dizer “Uma foto por dia no pior ano de minha vida”.

O jornal britânico Telegraph localizou a garota do vídeo – é a tradutora e modelo Mia Hujic – que não quis se pronunciar a respeito. Como o próprio jornal apontou, independentemente do que esteja por trás dessa história, é possível notar pessoas tentando se mobilizar ao longo dos quase cinco mil comentários para ajudar de alguma maneira a vítima dos abusos. Fiquem com o vídeo e com a reflexão de que dias melhores virão para as mulheres do mundo inteiro:

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