Olá Coxinhos, tudo bem? Nerds gostam de conhecer temas, se aprofundar nos conhecimentos, e não necessariamente precisam ser fãs alucinados de séries e HQs como muitos pensam. Se você curte só Discovery Channel e adora entender sobre a vida, o universo e tudo mais, vai por mim, você é nerd e precisa conhecer o Papo de Primata. É pensando neste conceito diferenciado de nerd (digo isso porque nem todo mundo acredita nessa explicação), que resolvi compartilhar com vocês um vídeo de um amigo meu bem primata.

Antes de mais nada, o David, nosso amigo e autor do Papo de Primata é um entusiasta de assuntos como este, acho que vocês vão se amarrar! O canal dele no Youtube é novo e por isso, todos precisamos dar uma forcinha, o que acham? Para começar a brincadeira de temas diferentes e totalmente educacionais (ou revoltosos para alguns), que tal já darmos uma olhadinha em seu primeiro vídeo? Afinal, somos ou não somos descendentes dos macacos? O que você acha?

Eu sempre acreditei nesta teoria, ainda mais quando eu era adolescente e estudei a história daquela macaca (se é que posso chamá-la assim) Lucy, vocês conhecem? Não sei se é porque a história dela é fofa, e eu era adolescente, mas nunca esqueci essa história na minha vida e eu acho sim, que somos descendentes, irmãos, paralelos, seja o que for, dos macacos. O olhar deles, como disse o David, é realmente uma coisa de louco, você sente profundidade neles.

A história da Lucy (para quem não conhece, claro)

Um crânio de 3 milhões de anos comprova a existência do Australopithecus afarensis, o mais antigo ancestral da humanidade. Ficou provado que os machos eram bem maiores que as fêmeas. Essa diferença de tamanhos sugere que eram polígamos, como os gorilas — senhores de um bando de fêmeas bem menores do que eles. Lucy nasceu, cresceu e teve filhos numa paisagem de fronteira, entre a floresta tropical africana e a savana de grama rasteira, arbustos e umas poucas árvores. Aí, onde é hoje a Etiópia, seu esqueleto permaneceu durante quase 4 milhões de anos, absorvendo minerais do solo até virar pedra. Assim foi encontrado, em 1974, pelo antropólogo americano Donald Johanson, atualmente no Instituto das Origens Humanas, na cidade de Berkeley, Califórnia, nos Estados Unidos.

De resto, Lucy tinha 1,05 metro de altura, e passaria facilmente por um chimpanzé. Johanson mesmo, com toda a experiência que tinha, mais tarde confessou seu engano. “O primeiro osso que eu vi foi o do braço. E achei que pertencia a uma macaca.” O fato é que não era, com toda a certeza. Porque Lucy sabia andar de pé, e muito bem — a estrutura de seus ossos, dos quadris para baixo, tinha a forma correta para sustentá-la em posição ereta. E foi esse jeito de andar — sem qualquer ajuda da inteligência — que transformou o afarensis num novo modelo de animal. Gerou um grande tronco que, mais tarde, abriu-se em diversas ramificações.

E foi somente nessas criaturas que o cérebro começou a se ampliar. Mais ou menos como um subproduto de mudanças anteriores, em partes supostamente menos nobres do corpo de Lucy. Metade macaca, metade humana, ela não era tão ágil quanto o homem seria no futuro. Mas é provável que nenhum outro animal, antes dela, tenha tido o mesmo tipo de habilidade na locomoção.

Não tem como deixar essa história de Lucy de lado, não tem como não se solidarizar com a nossa ancestral mais carismática que, zilhões de anos depois de sua existência, ocupou as páginas dos jornais, revistas e sites do mundo inteiro. É impressionante que ainda tem gente que faz comparações entre teorias evolucionistas e a religião. No dia que aprendermos que, uma coisa não depende da outra, que existe sim algo muito maior que nos criou (seja Deus ou uma pequena célula manda chuva), talvez consigamos evoluir de uma forma mais plena, não acham?

Papo de Primata no Facebook | Inscrevam-se no Canal

Compartilhe: