Tem gente achando que o problema do vazamento de óleo da Chevron é brincadeira ou então que é exagero da mídia, mas eu lhes digo que não é! A situação é mais séria do que podemos imaginar… Poucos desastres ambientais podem ser tão danosos ao meio ambiente quanto um vazamento de óleo, ainda mais do tamanho que este foi.

Mesmo sendo avaliadas, julgadas e multadas, as empresas continuam deixando que acidentes como esse ocorram em solo brasileiro, não aprendendo com erros anteriores e com estudos de caso que circulam em eventos ambientais. Como muitos já haviam advertido, o caso da Chevron ocorreu exatamente na bacia de Campos, no litoral aqui do Rio. Quando as empresas petrolíferas começaram a se instalar na região, todos ficaram alarmados pelo que poderia ocorrer de impacto ambiental. O vazamento atual se alastra por 120 quilômetros da costa! Isso não é nem de perto uma brincadeira.

Até o momento o fato, mesmo sendo de conhecimento público, está sendo tratado a sete chaves e nem se sabe ao certo o verdadeiro tamanho do estrago. Existe uma diferença muito grande entre o que foi declarado pela própria Chevron e o que a ONG americana Sky Truth denunciou com base nas imagens do satélite da Nasa. O impacto declarado pela ONG é 23 vezes maior do que declarado pela empresa.

Se a ONG estiver realmente certa, este é o maior incidente ocorrido no Brasil!

De acordo com a Chevron, a causa, primeiro, deveria ser atribuída a uma falha natural e depois à instabilidade causada pela perfuração de um poço que estaria perto de ser estancado. Até mesmo os agentes da polícia federal, engenheiros e técnicos que visitaram a plataforma declararam que estavam perdidos sobre como proceder. A Chevron informou que 18 navios estão trabalhando para limpar o mar, mas como pode ser visto na imagem oficial acima, só é vista diariamente em operação 1 embarcação.

O pior da história é quem nem ao menos foi a Chevron que avisou o Ibama sobre o problema, foram os técnicos da Petrobrás. Os equipamentos da empresa americana são velhos e reciclados e eles não possuem nem um robô submarino para monitorar a fissura a 1200 metros de profundidade, eles tiveram que pegar emprestado com a própria Petrobrás.

Infelizmente o Ibama declarou que os acidentes em plataformas de petróleo no Brasil mais que triplicaram entre 2008 e 2010. O atual vazamento mostra que, tanto por parte das empresas como do próprio governo, a quem cabe o papel de fiscalizar, há ainda muito que avançar para garantir a segurança. O pior é que essa quantidade de riscos existentes na área se multiplicarão com o pré-sal, já que nunca se extraiu óleo em tal profundidade nem em solo tão instável. Mais do que nunca, o Brasil não deve negligenciar o alerta aceso pelo acidente da Chevron.

Fonte: Veja

Mais do que avançar em novas tecnologias e anunciar para o mundo o quanto estamos investindo no futuro do Brasil, precisamos lembrar que para existir um futuro, precisamos do nosso planeta ainda existindo. No ritmo que estamos, com a falta de foco das empresas em preservação ambiental e eliminação dos maiores impactos, fica difícil acreditar que estaremos aqui para ver o Brasil brilhar como país de primeiro mundo! Pensem nisso! ^^

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