Até onde vai seu preconceito?

-por , em 22/01 -
Até onde vai seu preconceito?

Outro dia fiz um post sobre um seriado que tenho acompanhado, na verdade é um reality show americano com drag queens chamado RuPaul’s Drag Race. E sabe o que aconteceu? Algumas pessoas retaliaram o tema, outras disseram que jamais assistiriam um seriado assim e eu só pude chegar a uma simples conclusão com isso tudo: o mundo ainda precisa assumir seu preconceito infundado, para somente depois evoluir para algum lugar melhor.

Um reality show como o BBB, por exemplo, aqui no Brasil, deu super certo. E diga-se de passagem: foi um dos poucos países que conseguiu fazer o reality dar certo. Lá nos Estados Unidos, os realities que fazem mais sucesso são os de sobrevivência na selva e os de calouros de alguma coisa, seja de dança ou de cantorias como o super famoso The Voice. Um seriado como este, de drag queen, é admirado lá fora como arte, como deveria ser aqui no nosso país também. Mas não, o nosso povinho não consegue ser mais hipócrita por falta de espaço né?

rupaul med

Eu comecei a assistir o seriado por indicação de alguns amigos de twitter e facebook, nem conhecia, confesso. Ele já está na sexta temporada, sim, o seriado rola há seis anos e eu nem sabia que existia. Mas depois que comecei a ver, a entender esse mundo (porque é mesmo um mundo paralelo), a conhecer as histórias dos homens que trabalham e atuam como drags para sobreviver, simplesmente me apaixonei. RuPaul é uma drag super famosa nos Estados Unidos, ele é cantor, compositor, diretor, ator, enfim, um artista completo. Com muita simpatia e solidariedade ele administra um jogo de egos e histórias sofridas. O preconceito não tem espaço quando começamos a conhecer a competição.

Claro que, como toda competição de reality show, tem picuinhas, briguinhas, coisas que dão audiência, provas polêmicas e tal. Mas além de todo o chamariz de fãs, tem ainda as pessoas que fazem parte daquela história e a cada temporada nos apaixonados e detestamos alguém específico. É incrível como homens casados, com filhos, se dedicam também a esta arte de ser mulher por algumas horas. Isso mesmo que você leu, nem toda Drag é gay! OKKKKK?

Resultado: Cheguei a conclusão que muitos preconceituosos de plantão deveriam assistir um pouquinho de RuPaul’s Drag Race e deveriam colocar de lado seus achismos sem fundamento, porque é maneiríssimo, é engraçadíssimo e super cultural. Bem legal mesmo. Estou contando os dias para ir a Las Vegas e assistir um super show de uma de minhas ídolas drags! 😉

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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