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UM ESPETÁCULO!

É inegável o talento de Quentin Tarantino. O diretor já nos trouxe produções de alto nível ao longo dos anos, como Pulp Fiction e Bastardos Inglórios. O cineasta norte-americana chega ao cinema em 2019 com seu nono filme. Era Uma Vez em Hollywood transpira Tarantino em todos os momentos. O título caricato e pouco revelador é uma homenagem ao cineasta italiano Sergio Leone, que dirigiu “Era uma vez no Oeste” e “Era uma vez na América”. Tarantino já havia mencionado anteriormente, que o diretor está entre seus favoritos. Mas a final, o que traz a produção além de um elenco repleto de nomes famosos? Um charme inegável durante as quase 3 horas de duração.

A sinopse de Era Uma Vez em Hollywood revela o objetivo central da produção. Embora seja centralizada nos personagens de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, ambos fictícios, o filme carrega uma bagagem histórica pra lá de real. Margot Robbie dá vida a Sharon Tate, atriz assassinada na década de 60. Tate era casada com o diretor Roman Polanski e foi uma das muitas vítimas da Família Manson. O filme nos traz o estilo Tarantino de contar histórias. São cenas repletas do tradicional besteirol norte-americano, ao mesmo tempo que trazem momentos de tensão e ação.

Era Uma Vez em Hollywood

Em Era Uma Vez em Hollywood, Tarantino usa o cenário da época para narrar sua história. O assassinato de Sharon Tate aconteceu no final da década de 60 e o diretor usa de seus dois personagens fictícios para contar o que aconteceu antes do crime. DiCaprio vive Rick Dalton, um ator de TV buscando evitar o fracasso de sua carreira. Ele passa os dias bebendo e se lamentando para seu melhor amigo e dublê, Cliff Booth, interpretado por Brad Pitt. A trama se inicia no dia 08 de fevereiro e acaba poucos momentos antes da morte de Tate.

DiCaprio e Pitt

Os grandes destaques da produção ficam por conta dos protagonistas. DiCaprio está em um de seus melhores papéis, senão o melhor deles. Dalton é um alcoólatra fracassado e sabe disso. Mas o jeito com que Leo vive o personagem é verdadeiramente fascinante. Ele é um ator, interpretando um ator, que luta diariamente para encontrar seu lugar na mídia. E o resultado não poderia ser melhor.

Os trejeitos, o olhar desesperador e denso, a expressão acabada e até mesmo o sotaque caipira são fundamentais para o personagem. DiCaprio molda todo o filme e interpreta cenas que merecem ser aplaudidas de pé.

Cliff Booth pode ser apenas um dublê, mas é um dublê interpretado por um dos melhores atores de Hollywood. Bitt não demora para mostrar ao público o porquê de carregar a fama que carrega. Há muito não o víamos entregar uma performance assim, digna de ser chamada de perfeita. A história de seu personagem é a que mais se relaciona com o caso de Sharon Tate.

O jeito brigão e despreocupado com a vida acabam por colocá-lo em situações complicadas e perigosas. Uma delas é o grande desfecho da produção, um espetáculo a parte dentro do filme. E embora divida o protagonismo com DiCaprio, Pitt está em seu melhor papel. É o grande destaque de Era Uma Vez em Hollywood, sem sombra de dúvidas.

O Filme

O cenário da trama é a cidade que dá nome ao título. Estamos lidando com uma Los Angeles dos anos 60, onde letreiros de neon estavam em seu auge. O jogo de câmeras usado é dinâmico e bem encaixado a produção, desenvolvendo um clima nostálgico e autêntico para a época. Os detalhes são minuciosamente mostrados ao público, desde músicas a filmes exibidos nos televisores em segundo plano. Nomes de atores e atrizes da época também são mencionados, transportando o público para o momento em que Tarantino quer nos levar.

Como já mencionado anteriormente, grandes nomes compõe o elenco. Além dos dois protagonistas, Margot Robbie nos mostra que não precisa de muito para se destacar. A atriz está belíssima, com traços graciosos e sensuais ao mesmo tempo. Ela consegue se destacar na medida certa, lembrando sempre ao público sobre o destino final de sua personagem.

O Elenco

Pequenas participações culminam para o resultado brilhante da produção. Temos Dakota Fanning e Austin Butler como dois dos principais seguidores de Charles Manson. Timothy Olyphant contracena momentos épicos ao lado de DiCaprio, como o também ator James Stacy.

Mike Moh interpreta um Bruce Lee extremamente fidedigno, enquanto Damian Lewis é o Steve McQueen que o filme precisa que seja. Al Pacino faz o que faz de melhor, como o empresário Marvin Schwarzs. Damon Herriman participa pouco, mas sua breve aparição como Charles Manson é delicada e essencial. Até mesmo Luke Perry se despede com estilo, dando ao público uma última chance de ver seu brilhante talento.

Era Uma Vez em Hollywood chega aos cinemas no dia 15 de agosto.