Não sou da época deles, gostei de Bee Gees na adolescência por conta própria, por simples bom gosto e admiração. Dono de uma voz preciosa no mundo da música, Robin Gibb (do meio na foto acima) faleceu ontem de câncer, encerrando assim um longo ciclo do mundo pop. The Bee Gees foi, com toda certeza, um presente genético ao mundo que conhecemos, os três irmãos compunham a harmonia perfeita que o grupo exigia. Barry mandava nos Bee Gees, mas a voz de Robin que impulsionava o visionarismo do grupo.

 

Sem ele, o sonho de ouvir aquelas inflexões vocais acabou. Sozinho, Robin já tinha feito uma noite celestial para cerca de 7 mil pessoas no Credicard Hall, em novembro de 2005.

 

Robin Gibb esteve no palco durante 53 anos dos seus 62 anos de vida – começou a cantar aos 9, com os irmãos. Eles tinham um talento incomum para a composição de hits populares, associado à felicidade de estar no lugar certo na hora certa. Venderam mais de 100 milhões de discos e tiveram seis singles consecutivos no topo das paradas, entre 1977 e 1979. Ganharam seis Grammy e foram elevados ao Hall da Fama do Rock em 1997.

 

Mas uma divisão sempre marcou a família Gibb,embora muitas vezes isso tenha sido produtivo artisticamente. Se você ouve os Bee Gees cantando “Wine and Women” em 1965, não os distingue de nada que não tivesse dentro dos cânones da chamada “invasão britânica”, com pouco potencial de “explodir” como um fenômeno pop. Mas Robin parecia pressentir que o caminho não era copiar os mods de sua época e saiu em carreira solo, gravando em 1970, Robin’s Reign. Voltaria a cantar com os irmãos em 1975, quando uma tempestade elétrica chamada disco music varria o planeta.

 

Os irmãos Gibb eram como se fosse a família Jackson, só que branca e igualmente com propensões à megalomania. O pai, Hugh Gibb, coordenava as escolhas artísticas, a produção, os negócios. Barry e Robin se estranhavam, ao mesmo tempo que dependiam um do outro para cunhar pérolas geniais do pop. Foram abençoados com a fortuna e a tragédia do desaparecimento precoce (o irmão Andy Gibb morreu em 1988, o gêmeo Maurice Gibb foi o segundo a morrer, em janeiro de 2003).

 

Robin seguiu carreira com seu senso de grandiloquência e ambições sinfônicas. Seu último trabalho, lançado em abril de 2012, intitula-se “Gibb – The Titanic Requiem” (feito para as celebrações do centenário do naufrágio), e se constitui numa série de peças em parceria com seu filho, Robin-John Gibb.

 

Fonte de informações: Estado de São Paulo

 

Bom, não é uma coisa muito boa comentar o falecimento de um rei do pop como Robin Gibb, ele era sim o dono da voz mais encantadora dos Bee Gees e quem por aí não teve o prazer de imaginar uma cena romântica com uma de suas músicas ao fundo, realmente não sabe o que é viver. Um salve aos Bee Gees e ao Robin! Que todos sigam seus caminhos em paz.