“O primeiro cabo telegráfico transatlântico foi feito de fios de cobre e ferro com quase 550 mil km, projetado para se esticar por 4.628,47 km no oceano. Uma vez colocado no lugar, podia-se usar impulsos elétricos e códigos de sinais para mandar qualquer mensagem para o outro lado do mundo. Humanos são feitos com o impulso de compartilhar nossas idéias. E o desejo de saber que fomos ouvidos. É parte de nossa necessidade de comunidade. É por isso que sempre estamos mandando sinais.

 

E por que os procuramos em outras pessoas, estamos sempre esperando por mensagens, esperando por conexão. E se não recebermos uma mensagem, não quer dizer que ela não foi mandada, às vezes, quer dizer que não ouvimos direito.”

 

Assim começou o episódio desta semana de Touch, vou contar uma coisa séria para vocês: este seriado está realmente me deixando meio compulsiva por entendê-lo melhor. O menino Jake tem me cansado um bocadinho com o silêncio e tudo mais, mas acho que é apenas uma questão de mais alguns episódios para eu me acostumar. Dá uma agonia gigantesca, porque ele não é uma criança com autismo ~ isso jamais me daria agonia ~ ele é uma criança com um dom extremamente especial e de uma inteligência raríssima mas que não se comunica com ninguém.

 

Porque sinceramente, aquele negócio do Jack Bauer (não adianta, vou chamar ele assim pra sempre, acostumem-se) ficar gritando o nome do menino o tempo todo, chamando toda hora que o menino fica escrevendo seus números naquele caderno, pelo amor de Deus. A trilha sonora do seriado é o nome Jake, Jake, Jake repetidas e repetidas vezes.

 

Mas atenção, não estou nem chegando perto de dizer que não curto o seriado, como disse uma amiga minha que nunca tinha visto um episódio até esta semana: Touch é místico e viciante! E não é que é? São muitos detalhes, muitas informações, muitos caminhos a serem tomados ~ mais uma vez: alerta LOST ligado novamente, não nos deixemos enganar com mais mistérios durante anos que nunca serão resolvidos. Merecemos soluções para este seriado hein?

 

Mas enfim, vamos aguardar ansiosamente pelo próximo episódio, vamos imaginar como será o momento que Jake falará sua primeira palavra ~ estou criando expectativa demais? ~ e vamos meditar sobre: será que a mãe de Jake realmente morreu na queda das torres gêmeas? Mistéééééééééééééééério!

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