A humanidade sempre teve uma natureza semi-violenta como a sua força motriz. A violência não é uma novidade e muito menos uma influência dos jogos da atualidade. Ao longo dos anos, a humanidade têm obcecado sobre como encontrar os melhores caminhos para se livrar de adversários, bem como conflitos e obter vitória entre si. No entanto, nem toda violência humana existia apenas para fins de guerra. O sacrifício humano é conhecido por ter sido uma parte fundamental de muitas “civilizações” históricas por uma grande variedade de razões.

 

Sem mais delongas, aqui estão algumas das formas mais bizarras de sacrifício humano que já foram praticados pela humanidade:

Enterrados vivos –  No início da civilização faraônica, faraós, uma vez falecidos, eram enterrados junto aos seus muitos servos (que eram, possivelmente, ainda vivos no momento do enterro). O sacrifício era realizado porque de acordo com a crença da época, os servos poderiam servir seu governante na vida após a morte. Evidências encontradas por alguns arqueólogos sugerem que os servos que estavam a ser enterrados com seu governante estavam em algum tipo de estado induzido por drogas quando o evento aconteceu.  Provavelmente as drogas eram para distrair os servos do pensamento de estarem caminhando para a própria morte.

 Decapitação – Todo ano em Dahomey (agora conhecido como país de Gana) dentro da África Ocidental, havia uma grande festa que envolvia troca de presentes entre os líderes e, é claro, grandes quantidades de sacrifício humano. Muitos escravos da região foram mortos nesta época, juntamente com prisioneiros de guerra e criminosos, para homenagear os reis falecidos de Dahomey. As vítimas eram geralmente sacrificadas por decapitação, tanto que o nome da cerimônia (Xwetanu) se traduz literalmente como “negócios de cabeça anual”.

Lenços – Os “thuggees” eram um grupo fanático religioso da Índia, famosos por seus assassinatos ritualísticos, realizados em nome da deusa Hindu Kali. Estes assassinos viajavam em grupos por toda a Índia por centenas de anos, realizando seus rituais, a fim de agradar a sua Deusa. Na tentativa de encontrar vítimas para seus sacrifícios, os Thugs se juntavam a grupos de viajantes, ganhando sua confiança com a finalidade de surpreendê-los durante a noite e estrangulá-los com um lenço ou um laço. Os corpos seriam então roubados e em seguida enterrados.

Saltos da Fé – Não, não estou falando do Leap of Faith do Assassin’s Creed. Os maias tinham uma forte crença em um poder divino, que eles acreditavam que estava contido no fundo dos buracos de calcário (ou “cenotes”, como eles chamavam). De acordo com a crença, nestes buracos existiam portais que levavam ao submundo, e por isso aqueles que fossem jogados no cenote não morreriam. Claro, que eles também nunca mais foram vistos. Recentes descobertas de restos humanos nestas áreas contam uma história diferente do que os maias queriam que a gente acreditasse. Esqueletos fraturados de pessoas idosas e jovens daqueles tempos mostram que talvez eles não pulavam TÃO voluntariamente assim para o submundo.

Em nome da Arquitetura – Embora o sacrifício humano era geralmente inicialmente realizado para divindades ancestrais em civilizações chinesas, havia outros motivos para tais ofertas. Uma das finalidades de sacrifício era fortalecer alguma estrutura ou um edifício. Um dos exemplos mais famosos deste tipo de sacrifício foi sacrifício do príncipe Ts’ai depois que ele foi pego em uma batalha que trouxe a ruína no seu reino. Ele foi sacrificado com a intenção de fortalecer uma barragem. (WHAT?)

 Queimados vivos por Druidas – Existe muito conteúdo no início da civilização romana que aborda a extensa prática de sacrifícios humanos pelos druidas celtas. O próprio César explicou que os escravos e dependentes dos altos gauleses normalmente seriam queimados vivos, junto ao corpo de seu mestre falecido.  Outros tipos de sacrifícios incluíam forcas, para O Deus Esus e afogamentos, para Teutates. Mas a forma mais conhecida de sacrifício supostamente praticada pelos druidas era o método homem de vime. Uma grande imagem na forma de um homem, feita de paus, era construída, e pessoas vivas eram colocadas dentro dele. A criação seria posteriormente incendiada, juntamente com todos aqueles mantidos dentro.

Meninos em prantos esfolados vivos – Os astecas são bastante famosos por os muitos rituais de sacrifício que realizavam na altura de sua civilização. Um dos mais famosos rituais envolvia a remoção do coração de uma pessoa viva, em honra do grande deus sol Huitzilopochtli. No entanto, há também vários outros tipos de sacrifícios realizados pelos astecas, como oferendas feitas a Tlaloc, Xipe Totec e a “Mãe Terra” Teteoinnan.  Para a oferta de Tlaloc era necessário que os meninos os quais seriam sacrificados estivessem chorando, para assim serem mortos de acordo com o ritual; os menino ofertados à Xipe Totec eram atados a um poste e flechados, antes de ser “descascados” por um sacerdote. Já as ofertas para a Mãe Terra Teteoinnan, geralmente requeriam o esfolamento de vítimas do sexo feminino.

Estrangulamento de Viúva – No minuto em que uma mulher ficava viúva em Fiji, ela já estava destinada a ser estrangulada até a morte.  Esta prática foi baseada na crença de que um marido morto deve ser enterrado com sua esposa. No caso de grandes chefes, suas mortes simultaneamente resultava em asfixia de suas várias Watina Lalai (pequenas esposas). Estas mulheres eram então referidas como  thotho (carpete de sua sepultura). Para tornar as coisas ainda piores, era tipicamente dever do irmão da mulher para executar a tarefa, ou pelo menos supervisiona-la. Talvez a “honra” de levar a cabo tal tarefa era o suficiente para fazer o irmão esquecer do fato de que ele estava assassinando a própria irmã.

Suicídios de Honra – Quem nunca ouviu falar sobre Sepukkus? (Tipo aquele que o japonês iria fazer no filme do Wolverine mas o Wolverine impediu, lembra?) No Japão, um ritual conhecido como Seppuku foi praticado por um longo tempo, e foi considerado como um dos elementos mais proeminentes do “Bushido”, também conhecido como o caminho do guerreiro. Sepukku é um ritual semi-suicida em que o guerreiro era obrigado a cortar-se. O ritual era realizado por uma variedade de razões – como por exemplo a perda da honra. Cometer seppuku servia como um meio de restauração da própria linhagem familiar. No caso do seppuku planejado, um samurai iria ser banhado e depois vestido em vestes brancas próprias para o ritual. Ele seria alimentado com sua refeição favorita, e seu instrumento (muitas vezes uma faca especial ou uma espada curta) seria colocado em uma placa diante dele. O guerreiro, então, prepararia o seu poema de morte. Uma vez que seus atos finais tinham sido concluídos, ele iria abrir o seu manto, para alcançar a faca, e estripar a si mesmo. A kaishakunin (seu segundo escolhido), então, terminaria com sua vida com um corte preciso – chamado de “kaishaku” – em seu pescoço.

Sacrifícios de crianças em Carthage – De acordo com vários relatos da civilização fenícia e cartaginesa, as pessoas destes grupos religiosamente sacrificavam crianças.  Este era o sacrifício mais extremo que poderia ser realizado na época, e acreditavam que este era o melhor meio para proteger toda a comunidade. As áreas de sacrifício dos fenícios eram conhecidas como “Tofete” (o lugar assar) e os sacrifícios em si foram referidos como ofertas para “Mulk” (ou “rei”). A imagem utilizada para os sacrifícios tinha as mãos voltadas para a frente e ligeiramente inclinadas em direção à terra, sobre as quais eram colocados os escolhidos para o sacrifício: sem apoio, as crianças escorregavam e caíam em uma grande fogueira, acesa aos pés da estátua. Para o povo cartaginês, os seres imolados tornavam-se divindades. Músicos tocavam flautas e tambores durante o ritual, e as próprias mães entregavam seus filhos para os sacerdotes. A tradição cartaginesa dos sacrifícios era uma herança ancestral deixada pelos fenícios. Este povo também adorava o deus Baal, cujo nome significa “senhor”. Cada cidade ou aldeia fenícia contava com seu Baal, e o mais importante era o de Tiro, chamado pelos seguidores de Baal Afelkart.

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