The Boys in the Band, é a nova produção de Ryan Murphy para a Netflix, e que trás para a tela, a produção de mesmo nome, sucesso do Broadway dos anos 70. Tal produção, ganhou uma edição comemorativa em 2018, com o mesmo elenco que participou da comemoração de 50 anos do icônico musical, e integra o elenco do filme que iremos comentar a seguir.

O longa acompanha seis amigos estão dando uma festa para Harold. Esta festa, irá acontecer na casa de Michael que tem como costume ser o famigerado “mestre de cerimônias”. Michael parou de beber, o que deixa claro que ele não deve ser um bêbado aceitável. E ao longo que a festa se desenrola… Os fantasmas do passado veem a tona e muitas verdades são ditas.

Uma história intimista, que deixa clara a sua origem do teatro. A utilização de um único ambiente quase que integralmente no filme, remete, a visão teatral da produção, onde confesso que a ausência do musical deixou a desejar. Tão pontual quanto no passado, ‘The Boys in the Band’ toca em pontos extremamente relevantes para a comunidade LGBTQI+ e para a sociedade como um todo, lançando uma lupa na aceitação e nos pré julgamentos.

Vale lembrar que estamos falando aqui de um filme, que retrata a vida dos homens gays dos anos 70 e como isso se refletia enquanto sociedade. A participação de um homem hétero dentro do contexto narrativo é o stopin de diversos debates intensos e desconfortáveis para alguns. No entanto,  este personagem, o Alan, personifica o esteriótipo do homem gay, que precisa odiar outros homens gays por não se aceitar; ou até mesmo, acredita que por ter uma família, não é capaz de amar outro homem. Se um dia ele se libertará? Não saberemos. Mas a questão é interessante, pois ainda hoje, muito disso se faz presente, no cotidianos de muitos, e é impressionante como tal questão é tão atemporal.

Tais nunaces, não são totalmente explicitadas e o crédito precisa ser dado a Mart Crowley, onde cabe você, o espectador interpretar as camadas de cada persoangem.

Precisamos destacar,  as atuações de Jim Parsons e Zachary Quinto que estão impecáveis em seus papéis em ‘The Boys in the Band’, e entregam diálogos potentes e marcantes, contudo, o final deixa, e muito, a desejar, mas nada tem a ver com o cast e sim com montagem e direção.

Em suma, é preciso compreender que o filme, não trata de uma relação de ódio entre a comunidade, e sim sobre traumas vividos para que pudessem ser quem são. Não credito que seja um filme que vá agradar todos os públicos, mas permanece sendo extremamente necessário.

The Boys in the Band já está disponível na Netflix.