Antes de mais nada, mil perdões pelo atraso no post do Hobbit. Semana passada foi confusa e corrida exatamente porque fomos ver o filme na sessão de meia noite na quinta, mais de três horas no cinema já cansados do dia anterior foi complicado. Mas foi perfeito, sinceramente, nem a chuva que parou o Rio de Janeiro na quinta conseguiu atrapalhar e estressar a gente. Mas vamos ao que realmente interessa.

 

Que filme! Todo mundo já esperava sucesso, depois de tantos e tantos trailers que explodiam cabeças de fãs e não fãs, as chances de decepcionar eram muito pequenas. Eu estava um pouquinho contrariada sobre ver em 3D, não sou muito fã da qualidade dos filmes e acho que a maioria serve apenas para arrancar mais dinheiro das pessoas. Mas esse 3D valeu mesmo a pena, gostei bastante.

 

 

Assistir aos filmes inspirados nos livros de Tolkien é sempre uma viagem pelo mundo do RPG, são Orcs, Goblins, Trolls, Águias e cães gigantes, montanhas que durante uma tempestade brigam entre si, enfim, são tantos os desafios e problemas que enfrentamos em uma jornada como a de Bilbo, que realmente nos mudamos para a tela do cinema e embarcamos na aventura junto com os personagens.

 

Aplausos calorosos a Peter Jackson que, mais uma vez, conseguiu explodir minha mente com cores, imagens e cenas fantásticas. As cenas impressionantes somadas a trilha sonora perfeita fez com que minhas três horas no cinema se tornassem um momento mais do que especial. Amei!

 

 

Gente, o que foi Golum lindo? Sou apaixonada pelo personagem desde Senhor dos Anéis, mas The Hobbit me fez ficar mais encantada ainda por ele. Que carinhas fofas eram aquelas enquanto brincava de adivinhação com Bilbo? Mais uma vez, aplausos calorosos aos criadores e responsáveis por todo o trabalho de computação gráfica do filme, fantástico demais.

 

Mais um detalhe que me deixou extasiada, a cidade Goblin. Quem joga RPG sabe como é fácil encontrar esses chatinhos pelos caminhos das campanhas que fazemos, ver uma cidade inteira de Goblins nojentos deu um toque especial ao filme. Acho que muitos se imaginaram naquela cena ali junto com Bilbo e os 13 anões.

 

 

Fiquei extremamente encantada com os 13 anões, cada um com sua personalidade e jeitinho engraçado, guerreiro ou “bardo” de ser. O rei anão, nem se fala né? [Ele pode até ser anão, mas que é pintoso, isso é]. Adorei o estilo do rei e de todos os outros. A canção é simplesmente fenomenal. Uma pausa no cinema para se emocionar com a cantoria dos sincronizados e organizados anões.

 

A visita a Valfenda foi, como sempre, blasé. Não sou a maior fã do mundo dos elfos, acho eles muito paradinhos, muito “tons pastéis”, mas os elfos de Tolkien são o que são e ninguém pode negar. Para dar uma sacudida nas estruturas dos sábios e tediosos elfos, nada como levar uma trupe de anões famintos e escandalosos para seu convívio, não é? Foi a melhor parte ali em Valfenda, não em abalei com a aparição de Galadriel, acho ela meio “blergh”, mas gostei muito da aparição de Saruman, demonstrando que já está partindo para o Lado Negro da Força com tudo. Adorei, por sinal, todos os links que fizeram com Senhor dos Anéis, o livro é bastante independente, mas o filme precisou trazer alguns conceitos que o povão reconheceria de imediato. Fez toda a diferença. O filme conseguiu agradar fãs alucinados, fãs poser e não fãs. Eta, que sucesso!

 

Se me deixar aqui falando, vou ficar para sempre. Quem ainda não teve a oportunidade de assistir ao filme The Hobbit, corra e assista agora mesmo. São três horas da sua vida que acrescentarão muito em seu nível de nerd! Uma dica importante? Não assista com quem não curte nerdices, olhar para o lado e ver o rostinho dos seus amigos quando aparece um Goblin é emocionante.