As teorias da conspiração mais fantásticas – Parte II

-por , em 30/09 -
As teorias da conspiração mais fantásticas – Parte II

Na semana passada publicamos as cinco teorias da conspiração mais fantásticas de todos os tempos e essa semana temos mais cinco incríveis para vocês! Adoro uma teoria da conspiração bem feita, daquelas que nos faz acreditar até que somos descendentes de alienígenas renegados de outros planetas – nunca ouviu essa? Deixa para outro dia. Muitas teorias contém premissas e ideias que fazem sentido, claro, foram bem elaboradas, bem arquitetadas para ganhar o mundo e virar lendas vivas de histórias mentirosas. Para ajudar ainda mais nessa disseminação de ideias e teorias, as pessoas ainda trabalharam arduamente para aprimorar os detalhes, colocando fatos e dados que nos faz ter certeza de que tudo aconteceu mesmo. Segundo McGovern, a própria cerveja foi realmente a principal razão para os nossos antepassados terem se estabelecido em primeiro lugar, você acredita nisso?

Gilles de Rais era inocente

Também conhecido como o “Hannibal” da Idade Média, Gilles de Rais foi um nobre francês do século 15 conhecido um dos primeiros assassinos em massa de que temos notícia. Condenado e morto em 1440 pela morte de 200 meninos, acredita-se que ele tenha sido responsável, na verdade, pelo assassinato de mais de mil crianças. Com todo esse histórico pavoroso, você diria que o francês foi um dos seres humanos mais horríveis que já caminharam pela Terra. Mas pode não ser bem assim. Existe uma controversa hipótese de que este assassino em série foi uma infeliz vítima de uma vasta conspiração para roubar sua fortuna.

Como membro da nobreza francesa, Gilles de Rais acumulou uma enorme fortuna durante sua vida, incluindo vastas extensões de terra na Bretanha. Após sua execução, seus principais detratores – o Bispo de Nantes e o Duque de Brittany – se apoderaram de seus bens e os dividiram entre si. O duque, a propósito, se apropriou da riqueza de Rais enquanto o julgamento ainda estava em curso. A natureza do julgamento típico da época medieval (que incluía tortura, testemunhas compradas e assim por diante) também dá crédito a esta visão. Em 1992, um grupo de estudiosos realizou uma encenação do famigerado julgamento, a fim de testar esta teoria. Depois de exaustivamente estudarem o caso, os pesquisadores envolvidos no processo alegaram que Gilles de Rais na realidade era inocente, “vítima de provas circunstanciais”.

Os fenícios foram os primeiros a chegarem à America

Os fenícios foram os primeiros a chegarem à America

Alguns especialistas acreditam que os antigos fenícios foram a primeira civilização estrangeira a alcançar as terras pertencentes às Américas por vias marítimas. Eles teriam supostamente atingido a costa leste da América Central mais de 2 mil anos antes de Colombo. Segundo os defensores desta ideia, os fenícios certamente tinham os meios necessários para realizar viagens transatlânticas. Eles possuíam excelentes habilidades de navegação e chegaram a construir navios maiores do que os usados por Colombo no século 15.

Além disso, os fenícios provaram serem capazes de completar longas viagens ao realizar o que acredita-se ter sido a primeira circunavegação registrada da África, em 600 aC. Essa façanha foi verificada pelo marinheiro contemporâneo Philip Beale. Em 2008, o britânico usou uma réplica exata de um navio fenício para navegar o continente africano – e conseguiu. Atualmente, Beale está planejando atravessar o Atlântico com outra réplica, na tentativa de provar de uma vez por todas que os fenícios poderiam ter feito todo o caminho até a América.

Maomé nunca existiu

Maomé nunca existiu

Por se tratar do fundador da segunda maior religião do mundo (seguida por cerca de 1,6 bilhões de pessoas), esta pode ser considerada uma das mais controversas teorias desta lista. Historiadores como Robert Spencer e, mais recentemente, Sven Muhammad Kalisch, citam várias imprecisões históricas que dão peso a esta teoria. O argumento mais forte é de que os registros sobre o Alcorão e o próprio Islã só se tornaram conhecidos para o resto do mundo muito tempo após o nascimento da religião. Os historiadores descobriram que as moedas, os monumentos e outros artefatos da época mal faziam menção a Maomé e ao Islã. Então, se Maomé nunca existiu, quem o inventou e por quê?

Kalisch explica que o império árabe combinou as figuras de Jesus e Moisés a fim de criar um símbolo unificador para o seu povo. Ele também acredita que as conquistas territoriais islâmicas nunca aconteceram de verdade. Além disso, Kalisch afirma que o próprio Alcorão traça um paralelo muito forte com os textos sagrados do Cristianismo e do Judaísmo. Um exemplo citado pelo historiador é o êxodo de Moisés do Egito, que mais tarde pode ter se tornado a fuga de Maomé de Mecca.

Os soviéticos planejavam atacar a Alemanha antes

Os soviéticos planejavam atacar a Alemanha antes

A história oficial nos ensina que, durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista agiu como agressora contra a sua antiga aliada União Soviética. A invasão nazista, que teve como codinome “Operação Barbarossa”, pegou os soviéticos totalmente desprevenidos, pois não esperavam que os alemães fossem atacá-los. Mas isso é tudo verdade? De acordo com alguns historiadores revisionistas, principalmente um ex-oficial da inteligência soviética chamado Vladimir Rezun, a mobilização de Stalin, composta por milhões de homens em fronteiras com países europeus da União Soviética, não foi uma defensiva. Segundo eles, os soviéticos haviam preparado uma força de invasão maciça, pronta para atacar a Alemanha nazista antes. Hitler, que ficou sabendo do plano de seus inimigos, não teve outra escolha senão lançar um ataque contra os soviéticos.

Até agora, essa visão não convencional de fatos de grande importância da Segunda Guerra Mundial provocou muita polêmica entre os pesquisadores do conflito. Os defensores desta teoria afirmam que existem documentos que comprovam a intenção dos soviéticos em invadir a Alemanha, inclusive já discutindo sobre a melhor maneira de fazê-lo. Da mesma forma, um suposto discurso de Stalin indica que ele esperava que a guerra da Alemanha com a Inglaterra e a França deixasse os três países esgotados, tornando-os, consequentemente, presas fáceis para os soviéticos.

A Teoria da Falsificação Universal

A Teoria da Falsificação Universal

Se até agora estávamos falando de casos específicos de contradições históricas, esta teoria vai contra tudo e contra todos. Formulada pelo bibliotecário francês Jean Hardouin em 1693, ela afirma que um grupo misterioso teria forjado diversos textos gregos, romanos e latinos antigos durante os séculos 13 e 14. E não é só isso: Hardouin afirmava que a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, tinha sido escrita originalmente em latim. O francês chegou a essa conclusão depois de ter supostamente encontrado inúmeros erros nos textos antigos e clássicos. No começo, Hardouin acusou os beneditinos de serem os principais culpados por trás das falsificações. Mais tarde, ele afirmou que na realidade tinham sido os seguidores de uma figura misteriosa chamada Severo Archontius (uma alusão a Frederico II, do Sacro Império Romano-Germânico) que perpetraram esses documentos falsos.

De acordo com Hardouin, esse grupo esperava liderar as massas de volta ao paganismo escrevendo textos pró-pagãos, fazendo-os passar por literatura histórica genuína. Embora seus companheiros da academia tenham tentado entender a teoria de Hardouin, seus impulsos em direção a pontos de vista muito radicais eventualmente o transformaram em um pária na comunidade científica.

jesus nao morreu

Teoria Bônus: Jesus não morreu

A simples menção a Jesus já é geralmente o suficiente para provocar uma enorme quantidade de controvérsias, direta ou indiretamente vinculadas a ele. De acordo com a chamada “teoria do desmaio”, Jesus teria apenas desmaiado devido a seus ferimentos e à crucificação, ou teria bebido uma droga que o fez perder a consciência. Depois de sua “morte”, Jesus teria escapado do túmulo por conta própria ou com a ajuda de seus discípulos. Esta hipótese teve início no século 19 pelos teólogos alemães Karl Bahrdt, Karl Venturini e diversos outros colegas. A teoria continua a prosperar hoje em dia entre alguns céticos, e entre os pertencentes a outras religiões, principalmente na comunidade muçulmana de Ahmadi, movimento religioso fundado na Índia. Segundo eles, Jesus teria sido sobrevivido à crucificação e aos ferimentos decorrentes dela, tendo posteriormente se estabelecido na região de Caxemira (que hoje é disputada entre Índia e Paquistão), onde teria morrido aos 120 anos.

Os estudiosos rejeitam esta teoria até hoje, citando as diversas improbabilidades médicas que Jesus precisaria enfrentar para realizar sua fuga. Os defensores da teoria, por sua vez, se baseiam especialmente em três contra-argumentos que poderiam ter ajudado Jesus a sobreviver ao seu calvário. Por um lado, a crucificação foi muito curta (cerca de seis horas) para garantir a morte certa. Em segundo lugar, os seus discípulos levaram o corpo de Jesus de uma forma muito rápida, tendo logo em seguida já preparado seu enterro, em segredo. Finalmente, embora o Evangelho de João tenha relatado o episódio de um soldado romano ter perfurado o corpo de Jesus com uma lança, é o único a mencionar o fato. Nenhum dos outros três evangelhos que o precederam menciona o incidente. [Hyperscience]

Espero que tenham curtido, comente aqui embaixo o que achou dessas fantásticas teorias!

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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