Adoro uma teoria da conspiração bem feita, daquelas que nos faz acreditar até que somos descendentes de alienígenas renegados de outros planetas – nunca ouviu essa? Deixa para outro dia. Muitas teorias contém premissas e ideias que fazem sentido, claro, foram bem elaboradas, bem arquitetadas para ganhar o mundo e virar lendas vivas de histórias mentirosas. Para ajudar ainda mais nessa disseminação de ideias e teorias, as pessoas ainda trabalharam arduamente para aprimorar os detalhes, colocando fatos e dados que nos faz ter certeza de que tudo aconteceu mesmo. Segundo McGovern, a própria cerveja foi realmente a principal razão para os nossos antepassados terem se estabelecido em primeiro lugar, você acredita nisso?

Hoje faremos o primeiro post sobre uma lista de teorias da conspiração mais fantásticas, pelo menos eu curti todas elas e achei incríveis! 😉 Divirta-se, que semana que vem tem mais!

Nova hipótese sobre o tempo afirma que mais de mil anos de nossa história não existiram

Segundo a Hipótese do Tempo Fantasma, elaborada pelo historiador alemão Heribert Illig nas décadas de 1980, o períodos da História que compreendem a Europa durante a Baixa Idade Média (mais especificamente os anos entre 614 e 911) ou foram erroneamente datados ou simplesmente não aconteceram. A hipótese afirma que tem havido um esforço sistemático para encobrir esse fato, por meio da alteração e falsificação de documentos e provas físicas. Semelhante a ela, a nova hipótese sobre o tempo levantada pelo matemático russo Anatoly Fomenko leva a questão da falsificação de tempo para patamares ainda mais insanos. Enquanto a hipótese de Illig retira 300 anos do nosso calendário, Fomenko afirma que 1.100 anos da nossa história foram uma farsa total, graças às maquinações de homens da Igreja nos séculos 15 e 16.

Usando um método que chamou de “análise empírico-estatística”, Fomenko chegou à conclusão de que a História Antiga foi, na realidade, apenas uma versão distorcida dos eventos medievais. De acordo com o matemático, o próprio Jesus Cristo viveu durante este período – e foi justamente a sua morte o evento que provocou as Cruzadas. Fomenko também enxerga Jerusalém como uma alegoria de Constantinopla ou mesmo da antiga Troia. Com efeito, a teoria revolucionária (ou não) de Fomenko também se estende para outras linhas de tempo, como evidenciado por sua interpretação do rei Arthur como um príncipe russo que já reinou sobre a Grã-Bretanha. Até agora, Fomenko e seus seguidores continuam a trabalhar em sua teoria, apesar de já terem sido muito criticados pela maioria dos historiadores e por cientistas devido a seus métodos não convencionais e suas visões alternativas.

japoneses

O povo japonês seria uma das tribos perdidas de Israel

De acordo com uma lenda existente na vila japonesa de Shingo, Jesus Cristo não morreu na cruz do Calvário na sexta-feira santa. Seu irmão teria ocupado seu lugar enquanto Jesus teria fugido para uma terra muito distante (a própria vila de Shingo, no Japão), onde se tornou um rico fazendeiro, teve diversos filhos e morreu de causas naturais com 106 anos de idade. Essa hipótese já seria louca o suficiente se não fizesse parte de outra ainda maior. Acredita-se que tenham sido os antigos japoneses que ensinaram os judeus a falar hebraico, de forma que podemos concluir que os britânicos não são os únicos descendentes das tribos perdidas de Israel, mas os japoneses também.

Segundo quem acredita nesta visão da História, após a desintegração de Israel antigo, alguns sobreviventes viajaram para o leste e acabaram por se instalar em áreas que correspondem aos atuais territórios do Oriente Médio, da Europa Central e do Sul e do Sudeste Asiático. Alguns viajaram ainda mais, até que finalmente chegaram às ilhas japonesas, onde se estabeleceu a religião xintoísta e nasceu o sistema de imperador. Gradualmente, mais membros das tribos perdidas, e até mesmo os cristãos orientais, imigraram para o Japão, onde se estabeleceram com os colonos originais. Como argumento para fortalecer sua visão, os defensores dessa hipótese afirmam que a narrativa da história japonesa antiga reflete essencialmente a trajetória do povo judeu. Por exemplo, os reis de Israel Saul, Davi e Salomão ficaram conhecidos, na história japonesa, como os imperadores Chiuai, Sujin e Suinin. Eles também apontam semelhanças entre os costumes e as cerimônias realizadas pelas religiões judaica e xintoísta.

cogumelos

A evolução de nossos ancestrais foi impulsionada pelo consumo de cogumelos alucinógenos

Já sabemos que os fungos psicodélicos têm sido usados em cerimônias religiosas e em encontros de caráter mais laico, mas poderia o consumo de cogumelos alucinógenos ter sido um importante fator de impulso na evolução de nossos ancestrais? De acordo com a teoria do “macaco chapado”, desenvolvida pelo autor e filósofo americano Terence McKenna, após nossos antepassados descerem das copas das árvores, eles começaram a comer cogumelos com psilocibina (a substância que dá o caráter alucinógeno ao fungo), que existiam em abundância. Esse costume acelerou sua evolução. Acredita-se que a substância psicoativa tenha aprimorado as habilidades cognitivas de nossos antepassados e os ajudado a falar, a pensar e a desenvolver habilidades de lógica.

Segundo a teoria, esse comportamento foi desaparecendo ao longo de milhares de anos. Nossos ancestrais trocaram suas fontes de alimentos, o que resultou em seres humanos modernos, vivendo em um estado relativamente primitivo. McKenna baseia sua teoria principalmente em sua própria experiência – durante sua vida, ele, pessoalmente, experimentou inúmeras substâncias psicodélicas.

ancestrais anfibios

Nossos ancestrais viviam como anfíbios

Outra teoria de nome engraçado, a do “macaco aquático”, afirma que os nossos antepassados viveram uma existência semiaquática e habitaram locais com abundância de água, como as margens de rios e de lagos. Esta teoria contrasta diretamente com a teoria padrão da savana, segundo a qual os nossos ancestrais evoluíram até apresentar traços humanos modernos nas planícies abertas, mais especificamente nas savanas africanas.

Formulada na década de 1960 pelo cientista marinho britânico Alister Hardy, a teoria do “macaco aquático” sustenta que as nossas capacidades humanas modernas são o resultado de uma existência anfíbia por parte dos nossos antepassados. Para procurar alimento, nossos ancestrais desenvolveram uma postura ereta, que lhes permitiu usar as mãos enquanto caminhavam em águas mais profundas. Para combater a temperatura fria, seus corpos eventualmente desenvolveram uma camada de gordura subcutânea. Estas características fisiológicas, além de algumas outras, como um cérebro relativamente grande, cavidades nasais vazias e laringe descendente, constituem provas concretas para os adeptos da teoria.

No entanto, a teoria foi fortemente ridicularizada desde a sua concepção pela comunidade científica dominante. Desde então, foi ressuscitada e se tornou um tema muito debatido entre os acadêmicos. No momento, porém, ainda é considerado um modelo não científico.

ancestrais com cerveja

A cerveja foi a responsável pelo nascimento da agricultura

Todos nós nos lembramos do momento crucial de nossa história em que deixamos de lado nossa vida nômade de caçadores e coletores e passamos a nos estabelecer em locais durante mais tempo. Isso tudo devido ao surgimento da agricultura, entre 5 e 10 mil anos atrás. O fator principal para esta transição? A cerveja.

De acordo com uma teoria desenvolvida pelo arqueólogo Brian Hayden na década de 1950, nossos ancestrais começaram a produzir cerveja e bebê-la como uma maneira de formar relacionamentos dentro de suas comunidades em constante expansão. Eventualmente, este costume levou a relações ainda mais complexas e entrelaçadas. Contudo, outro arqueólogo, Patrick McGovern, propôs algo muito mais radical.

Segundo McGovern, a própria cerveja foi realmente a principal razão para os nossos antepassados terem se estabelecido em primeiro lugar. McGovern acredita que os caçadores-coletores de nossa pré-história acidentalmente se tornaram viciados na intoxicação causada pela ingestão de frutas fermentadas. McGovern acrescenta que os nossos antepassados, apesar de não saberem química, eram perfeitamente capazes de fabricar cerveja por meio da experimentação constante. E, para manter um suprimento regular da bebida, era necessário conhecer técnicas relativamente intensivas de cultivo, incompatíveis com o estilo de vida dos caçadores-coletores nômades.

Além isso, McGovern argumenta que o consumo de álcool foi importante para os nossos ancestrais, principalmente porque o alto teor de açúcar da bebida lhes deu a energia de que precisavam para sobreviverem em locais de escassos recursos naturais. A partir desse ponto de vista, a invenção (ou mais para “descoberta”) da cerveja mostrou ser um grande sucesso evolutivo.

Semana que vem tem mais! 😉

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