O título é proposital e, a grosso modo, surreal. Os meios de comunicação, a própria profissão de muitos de nós, nerds, acabam por colocar no nosso senso diário uma meio – verdade: entramos em uma Nova Era, uma Nova Idade, assim como já vivemos o paleolítico, o neolítico e etc. Entramos, desde as profundas renovações tecnológicas, na Era da Informação.

 

Atualmente tudo está na ponta da seta do nosso mouse. Não há absolutamente nenhum assunto, nenhum tópico, nenhuma informação oculta. O Anonymos colabora para essa visão, o Wikileaks e o próprio Google! Porém, estamos de fato entrando em nova era que prioriza o conhecimento tecnológico em detrimento do conhecimento tradicional? Chamo tradicional aquele que é feito fora do ambiente tecnológico: o conhecimento escrito, as bibliotecas, a edição de livros de papel… Será que estamos mesmo em um mundo cada vez mais conectado?

 

Apesar de não termos espaço para tratarmos de todas essas questões (porque a editora não permitirá um post enorme, e ela tem razão), quero mostrar para os leitores alguns fatos. Os fatos apresentados servem para dois motivos: (a) mostrar o quão oriunda de um senso comum está essa informação e (b) é importante prestarmos atenção nas informações que selecionamentos como corretas sem analisarmos, estudarmos, apreendermos de fato. Vamos aos fatos?

 

livros

 

1. O livro editado não morreu. Em tese, o mundo possui cerca de 129.864.880 livros (dado de 15 de Março de 2012). Para quem acha que o mercado dará lugar a e-books, os dois mercados crescem juntos. A Google digitalizou apenas 12% deles;

 

2. Por mais que você não use, as Bibliotecas estão funcionando a todo o vapor. A maioria dos documentos que estão em arquivos nunca foram digitalizados e, possivelmente, nunca serão;

 

3. Apesar de estarmos desenhando um futuro cada vez mais digital, precisamos ter em mente que novos meios de comunicação não substituem antigos. Por exemplo, televisão não substituiu o rádio.

 

É importante termos em mente que toda a Era – seja a Medieval ou a nossa – é uma Era da Informação. Todas possuíam e possuem seus modos de produzir informação, portanto não podemos ver essa revolução da Internet como uma Revolução de verdade ou como um fato inédito! Precisamos, isso sim, pensar cada vez mais sobre o nosso mundo para produzir um ambiente mais plural.

 

Esse artigo baseia-se nas ponderações de Robert Darton e Carlo Ginzburg.

 

Perfil Raphael Pires

Raphael Pires

Raphael Pires, além de amigo, é estudante de História no Cederj – UniRio e principalmente, jogador e mestre de RPG há mais ou menos 13 anos
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