Supernatural: A vida que poderia ter sido e não foi

Supernatural: A vida que poderia ter sido e não foi

Pois é… Parece até poema de Manuel Bandeira, mas o episódio dessa semana de Supernatural, se trata da vida que poderia ter sido e não foi… E crio que posso me atrever a falar que isso se apresentou sob mais de um aspecto. Na verdade, é sobre as vidas que não foram… A vida da mãe com o filho, do filho com a mãe e a vida diferente que Dean poderia ter tido, mas não teve… Isto tudo está tão complexo quanto um poema?! Vem comigo que eu explico…

Admito que senti um pouco de medo, pois eu vi que iria se tratar de fantasmas, e adivinhem… Eu tenho medo de fantasmas!!! (Mas como? Medo de fantasmas? Como sobreviveu às temporadas mais assustadoras de Supernatural? Resposta: Assistia de dia!), ainda mais fácil de perceber isso quando, À noite, meninos brincando em uma fazenda, se escondendo do encarregado deles, de repente, ele entra no celeiro, fica super frio.. E pronto… Um trator enferrujado volta a funcionar e esmaga o pobre coitado!

Este moço trabalhava na fazenda de Sonny, e esta fazenda funciona como um “reformatório alternativo”, onde meninos, que não poderiam ficar presos na cadeia, passavam um tempo prestando serviços vão… E adivinhem quem já foi pra lá? Nosso querido Dee-dawg, ou se você preferirem, o Batman… O se preferirem ainda, o Dean… E Sonny, sabendo com o que Dean trabalha, liga para que ele cheque o que acontece em sua fazenda…

Aí sim, começamos a entrar em contato com a vida de Dean que poderia ter sido e não foi… Meio que a la Once Upon a Time, Dean começa a ter flashes de quando ele ficou “internado”, na fazenda de Sonny, por ter roubado pão e um vidro de manteiga de amendoim (e sério, morro de vontade de provar isso!), no primeiro momento, ele lembra de quando o policial, a mando de seu próprio pai, o leva para ficar na fazenda, ele todo Bad Boy, não admitindo precisar de ajuda ou qualquer traço de arrependimento pelo o que ele fez… Ele fala, superficialmente para Sam, que ele ficou lá por dois meses, quando ele tinha 16 anos e que John não teria deixado ele contar isso para ninguém…

Sonny conta do ocorrido e Dean vai para o celeiro, onde tudo ocorreu… Lá, ele encontra Timmy, um pequeno garoto, e seu boneco Bruce que ele ganhara da mãe, que nada parece com os valentões que precisavam de alguma correção… Dean o ensina a aperto de mão Kung Fu, pois ele apertava muito fraco e manda o menino embora… Enquanto isso, Sam, estava no quarto dos meninos, observando a cama em que Dean dormia, e de repente começa a ouvir uma voz (que parecia um fantasma), mas era Ruth, trabalhava na fazenda também… E conta sobre um antigo casal que morava lá, a mulher que traiu o marido com o moço que morreu com o trator, e lá vão eles queimar os ossos deste homem… Depois disso, eles param em um restaurante, cuja dona, Robin, também participou desse passado de Dean, mas fala com ele como se não o reconhecesse…

Timmy e Bruce

Mas, nem passa muito tempo, Ruth morre, sufocada com a cortina do banheiro, escutando Ave Maria de Schubert (o que achei irônico e sombrio), e mesmo sem tranca na porta, Sonny não conseguiu abri-la, como se estivesse trancada, e ainda por cima, não conseguia achar o terço de Ruth… Quando Dean ficou sabendo disso, sai a procura de evidências e encontra dois valentões abusando de Timmy, ele os afasta e conversa com o garotinho sobre Ruth e como se livrar de valentões…

Não passa nem cinco minutos, e os valentões, que estavam cortando grama, veem que o cortador está emperrado, eles tentam tirar o que os atrapalha e… Veem o terço lá, mas o cortador liga sozinho e… Já viu… Mais uma morte… Neste meio tempo, Robin foi à fazenda para as aulas de violão que ela dá aos meninos, assim como a sua mãe fazia, e temos mais um remember de Dean… Ao som de Journey, Stone in love (uma das minhas bandas favoritas), vemos o primeiro beijo de Dean… E como ele realmente mudou com isso…

Mas Sam encontrou um tipo de sótão que tinha no celeiro, e descobriu a verdadeira história de Timmy… A mãe morrera em um acidente de carro e, ao chamá-la novamente, por medo, a mãe o atendeu, como ele mesmo confirmou mais tarde, e ela tinha voltado diferente… Mas voltou… Eles até pensaram que, o que a segurava aqui na Terra, era Bruce, o boneco que ela dera para o filho… Mas, o que a segurava mesmo, era o pedido desesperado do filho… Era um jeito diferente, mas ela fez tudo isso para protegê-lo, mas ela ficou louca, por ter que ir e não poder ir, porque o filho o prendia aqui…

Mãe fantasma

Dean disse para Timmy pedir para a mãe ir embora, pedir firme como o aperto de mão Kung Fu… O menino pede, a mãe, que antes era um fantasma feio, volta a ser normal, claro, depois de uma briga épica com os Winchesters, e vai embora, emocionada e em paz… Uma cena que achei muito forte e bonita, com a interrupção de uma vida que ambos poderiam ter tido e não tiveram…

Dean e Robin

Robin, lembrava-se sim de Dean, mas ela ficara muito chateada por Dean tê-la abandonado depois do namorinho que eles tiveram e no dia do baile da escola… O garoto realmente ia, mas no dia John veio buscá-lo, no dia do baile… Sonny até iria tomar partido de Dean, se necessário, se arriscar a voltar para a cadeia de novo, para Dean não ir… Mas ele viu Sam, e ele abriu a mão da vida, que talvez tenha sido e seja vida dos sonhos deles, para continuar no “negócio da família”!

Natalia Cordeiro
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Natalia Cordeiro

Sou Whovian por opção, tenho Letras por formação e escrevo por paixão. Apaixonada pelo o azul e o non-sense (entende-se então TARDIS e Alice no país das maravilhas) e por corujas em geral. Quero mostrar um pouco do meu país das maravilhas através de seriados, filmes, livros e músicas, e por vezes, tento me aventurar e tenho grande paixão por poesia!

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