Somos tão jovens!

-por , em 06/05 -
Somos tão jovens!

Eu sou de uma geração que conheceu seu herói, seu ídolo, mas que não teve e oportunidade de assisti-lo brilhando em um palco. Eu sou de uma geração que acompanhou a mudança do mundo a distância. Sou de uma geração que só estudou os grandes movimentos, mas que não participou de nenhum. Sou de uma geração que preparou o mundo para as mudanças, mas estando nos bastidores. Mas sou de uma geração que pode falar, ouvir, compartilhar, pode ser jovem para sempre, assim como Renato Russo e seus verdadeiros ideais.

 

Mais do que um filme sobre Renato Russo, Somos Tão Jovens conta a história do nascimento do movimento punk-rock aqui no Brasil que resultou no nascimento da Legião Urbana e do Capital Inicial. A década de 80, em Brasília, foi primordial para a caracterização da cultura rock em todo o país. De lá surgiram grandes músicos, grandes artistas, grandes pessoas que ficaram eternizadas na história e nos corações de quem entende e lembra do assunto.

 

somos tão jovens renato russo

 

Um filme que toca nos corações daqueles que, desde pequenos, cantavam as músicas juvenis populares brasileiras. Eu nunca tive a oportunidade de assistir a um show de Renato, mas cantava todas as suas músicas, ainda quando ele era vivo, o amava incondicionalmente, colecionava discos e o reverenciava sempre que aparecia na TV. Uma perda impressionante para a música brasileira, impressionante do ponto de vista de que, ele, mesmo 17 anos após seu falecimento, ele ainda influencia e muito a música do nosso país.

 

Para quem não sabe, um documentário estava sendo feito sobre a vida de Renato, um documentário que contaria sobre como era a sua vida antes de se tornar um filósofo/cantor e como foi o momento pós Legião Urbana, a fama e tudo mais. Mas, ao levar para aprovação da família Manfredine, o autor descobriu que este filme, mais abrangente, mais focado na história do rock, estava sendo montado e, portanto, a ideia do documentário, morreu. Uma pena, eu adoraria assistir um documentário mais abrangente assim.

 

 

Tem muita gente dizendo que o filme não vale o ingresso do cinema, e eu tenho apenas uma coisa para dizer para estas pessoas: se você assiste a um filme, sobre um ídolo da música brasileira, um filósofo cheio de dores e desamores, acima de tudo, se emociona, se arrepia, se surpreende e torce do início ao fim, então, o filme valeu muito mais até do que o ingresso do cinema. Somos Tão Jovens é simplesmente encantador. Sem mais.

 

E parece que este é mesmo o ano do nosso herói depressivo. E, breve (31 de maio de 2013) estará nos cinemas a história mais bem contada, mais longa e mais amarga, que repreende tudo de ruim que existia nos anos 1980 no Brasil e toda a cultura de uma população acostumada a perder e se perder. Faroeste Caboclo será incrível, mesmo que não acompanhe 100% da história da música, será fenomenal por ter chegado aos cinemas. Como Renato Russo mesmo dizia, suas músicas eram roteiros de vida, tinham começo, meio e fim. Ele ficaria orgulhoso, com certeza!

 

faroeste caboclo

 

Mais sobre Renato Russo: Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado dos irmãos Felipe Lemos (Fê) (bateria) e Flávio Lemos (baixo elétrico), e do sul-africano André Pretorius (guitarra). O grupo durou quatro anos, de 1978 a 1982, terminando por brigas entre Fê e Renato. O Aborto Elétrico foi a semente que deu origem à Legião Urbana e ao Capital Inicial (formado por Fê e Flávio, junto ao guitarrista Loro Jones e ao vocalista Dinho Ouro-Preto). Após o fim do Aborto Elétrico, Renato começa a compor e se apresentar sozinho, tornando-se o Trovador Solitário. A fase solo durou poucos meses, até que o cantor se juntou a Marcelo Bonfá (baterista do grupo Dado e o Reino Animal), Eduardo Paraná (guitarrista, conhecido como Kadu Lambach) e Paulo Guimarães (tecladista, conhecido como Paulo Paulista), formando a Legião Urbana, tendo Renato como vocalista e baixista.

 

Suas principais influências eram as bandas de post punk que surgiram na época, especificamente, Renato Russo se espelhava no trabalho de Robert Smith, vocalista do The Cure e especialmente Morrissey que era vocalista da banda The Smiths Após os primeiros shows, Eduardo Paraná e Paulo Paulista saem da Legião. A vaga de guitarrista é assumida por Ico-Ouro Preto, irmão de Dinho Ouro-Preto, que fica até o início de 1983. Seu lugar é assumido definitivamente por Dado Villa-Lobos (que criou a banda Dado e o Reino Animal com Marcelo Bonfá, Dinho Ouro Preto, Loro Jones e o tecladista Pedro Thompson). A entrada de Dado consagrou a formação clássica da banda. À frente da Legião, que contou com o baixista Renato Rocha entre 1984 e 1989, Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico, criando uma relação com os fãs que chegava a ser messiânica (alguns adoravam o cantor como se fosse um deus). Os mesmos fãs chegavam a fazer um trocadilho com o nome da banda: Religião Urbana/Legião Urbana. Renato desconsiderava este trocadilho e sempre negou ser messiânico.Renato teve como seus principais sucessos as musicas: Faroeste Caboclo; Pais e filhos; Que país é esse; Eduardo e Mônica; Geração Coca-Cola, entre outros.

 

 

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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