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Com o fim do Hospital Luis Carlos Macedo ao fim da temporada passada, outro cenário passa a ambientar as tramas repletas de ação que compõem a nova leva de episódios da série médica, que tem estreia prevista para 2 de maio. Em busca de um local que atendesse a uma grande movimentação cênica e com recuo para posicionamento de produção e instalação de equipamentos de filmagem, um andar inteiro de uma construção localizada no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, foi adaptado para reproduzir de forma mais realista possível um ambiente semelhante ao de um hospital público do subúrbio carioca.

O set principal da nova temporada tem aproximadamente quatro mil metros quadrados, de onde foram utilizados 2,5 mil metros quadrados entre cenários construídos ou com alguma interferência de cenografia. De acordo com Rafael Targat, cenógrafo e produtor de arte da série, a principal mudança realizada foi a construção de um centro cirúrgico. “Transformamos um cômodo num grande ambiente contendo a sala de cirurgia, sala de pequenos procedimentos, RPA, assepsia e sala de material do centro cirúrgico”, detalha. As paredes foram pintadas numa cor semelhante à do antigo Macedão. Também foram usadas estruturas de alumínio, vidro e madeira para criar ambientes variados e de acordo com cada necessidade, em um trabalho que envolveu 30 pessoas da equipe de cenografia ao longo de dois meses até que o set ficasse pronto para as filmagens. Na ambientação dos cenários são usados ainda cerca de quatro mil objetos desde gaze, esparadrapo, soro, macas, cadeiras de roda e ambulância, até sangue cenográfico e equipamentos cirúrgicos específicos, além de imagens religiosas que foram incluídas no cenário da série.

O trabalho minucioso e com riqueza de detalhes deu origem ao São Tomé Apóstolo, hospital religioso que se torna o novo endereço de trabalho da equipe de heróis de ‘Sob Pressão’, quando Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Julio Andrade) aceitam o desafio de reerguer a emergência e o centro cirúrgico da unidade, situada numa região dominada pela milícia. Diante da violência urbana que rodeia o local, a terceira temporada promete apresentar cenas de tirar o fôlego.

A adrenalina e a tensão tomam conta logo dos primeiros dias de trabalho do casal de médicos. Enquanto cuidam de um paciente baleado por milicianos e tentam mantê-lo em segurança, Aristeu (César Ferrario), o chefe da milícia, acompanhado de seus capangas, entra na unidade em busca do homem ferido. Mas esta não será a única vez que o grupo colocará em risco a vida dos médicos e pacientes. Entre as tramas da temporada em que o conflito com a milícia é evidente, há o episódio em que Aristeu, sem que ninguém perceba, invade a emergência. Com arma em punho, rende Carolina e a obriga a atendê-lo. Quando a polícia, enfim, descobre o paradeiro do miliciano, uma intensa troca de tiros se inicia pelos corredores lotados do São Tomé, colocando a vida de todos em risco.

Tudo começou numa diária de filmagem da segunda temporada cujas cenas em que Julio estava foram canceladas. Em vez de ir para casa, ele resolveu improvisar. “Eu sempre fui muito curioso com todos os setores do cinema. Então, falei com a equipe de fotografia da série e perguntei se não teria um equipamento para eu brincar um pouco. Eles não só me deram uma câmera, como um ‘foquista’ também. Ou seja, toda a parafernália necessária”, conta Julio.

Além de Andrucha e Mini Kerti, dupla que dirige a série desde a primeira temporada, e de Julio Andrade, ‘Sob Pressão’ ganhou ainda outros dois nomes na direção: Rebeca Diniz, que trabalhou como assistente de direção na primeira e segunda temporadas, e Pedro Waddington, filho do Andrucha, que também esteve envolvido com a equipe de direção desde o início. “Eu entrei em ‘Sob Pressão’ como assistente de direção na primeira temporada. No ano seguinte, tive oportunidade de dirigir algumas cenas da segunda unidade de filmagem e conquistei mais confiança”, relembra Pedro, que dirigiu sozinho o episódio cinco e o 12, e dividiu a direção do último episódio com o pai. “Essa foi a minha primeira oportunidade de trabalhar num projeto de ficção, o que é genial pela experiência de atuar na área e poder me aprofundar. Mas, mais do que isso, eu acabei me envolvendo com uma das melhores séries brasileiras de TV. Os atores são excelentes, os roteiros são muito bem montados e o tema da saúde pública é muito relevante. Tenho muito orgulho de participar de um projeto como ‘Sob Pressão’”, declara.

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Além do plano sequência, histórias pontuais ao longo da temporada, como a de um homem que passa mal ao saltar de paraquedas e um deslizamento de terra estão entre as mais trabalhosas e grandiosas em termos de produção. Na primeira, um paraquedista profissional leva a irmã para sua primeira experiência no ar. Apesar do desconforto inicial, ela se entrega à aventura, mas percebe algo estranho quando o voo se inicia. O rapaz desmaia, porém, ainda em queda livre, recobra a consciência e consegue acionar seu paraquedas, o que não evita que fique ferido com a queda.

Para a filmagem dessas cenas, cerca de 30 pessoas da equipe estiveram envolvidas. Ao todo, foram realizados seis voos de helicóptero e quatro saltos, todos praticados por profissionais. “Além dos atores que dão vida aos personagens, um terceiro paraquedista acompanhou o salto para captar imagens. Utilizamos cinco câmeras, sendo três posicionadas nos capacetes dos saltadores e outras duas na aeronave – uma no trem de pouso, enquadrando os saltadores olhando para baixo, e outra na parte superior da porta, captando o início do salto pelas costas dos paraquedistas”, explica o diretor.

Em outro episódio, dezenas de pessoas de um acampamento improvisado lotam os corredores do São Tomé vítimas de um deslizamento. Machucados e sujos de terra, eles estão espalhados pelo hospital, que mobiliza toda a equipe médica para o atendimento aos feridos. O caos toma conta do lugar, e a lama parece se multiplicar a cada paciente que chega à emergência. Nesta filmagem, foram utilizados 120 quilos de argila diluídos em água e espalhados por todo o set. “As “vítimas” da tragédia, um total de 60 figurantes, foram maquiadas com o mesmo material, e todos os figurinos foram molhados constantemente durante as gravações.

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