Se me perguntassem hoje, qual foi o pior filme que assisti em 2020, com ênfase eu responderia “O Silêncio do Pântano“, a decepção foi tamanha, que nem Pedro Alonso salvou.

O filme que chegou recentemente na Netflix conta a história de Q, um escritor misterioso que para escrever seu mais novo romance acaba se metendo em um esquema de corrupção que envolve o alto escalão da sociedade.

Com um plot superestimado e precoce, toda a trama se desenrola de maneira arrastada e sem nenhum mistério que faça com que o espectador se apegue a história.

Mesmo o roteiro, brincando de intercalar ficção e realidade, não há estímulo, não há conexão, não há justificativa; fazendo jus a fala do personagem quando questionado sobre a motivação do assassino de seus livros: “Porque ele pode“.

O filme falha como suspense, como drama, ou com qualquer outro gênero que se encaixe. Nem mesmo o esquema de corrupção que serviria de pano de fundo faz sentido, ou sequer é aprofundado.

O ápice é perceber que tudo não passou de um ‘looping’ infinito de metáforas sobre o pântano e a vida, culminando no desfecho mais previsível possível, onde decidimos o final: “Tudo isso realmente aconteceu?”

No entanto, vale ressaltar as críticas sociais, mesmo que abordadas superficialmente, diretamente relacionadas a desigualdade social, descaso dos governantes e a corrupção entre políticos e polícia.

Marc Vigil, definitivamente não acertou com o silêncio do Pântano, mas assisti-lo é sempre uma opção.

O Silêncio do Pântano já está disponível na Netflix.

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