“Em time que está ganhando se mexe sim!” Com agradecimentos especiais a Fundição Progresso e a Anna Carolina Braz (Sol Maior Comunicação) eu e Karol (Madame K) estivemos no show do ANGRA! A Fundição Progresso está uma beleza! Local confortável, espaçoso, banheiros à vontade, não passamos calor (nem frio!). Sem dificuldades para entrar e sair do local. Infelizmente, por conta da chuva e suas consequências (Trânsito) perdemos o show a ótima DEVILSIN.

Já tinha ouvido falar bem da banda e fiquei triste de não ter visto a apresentação deles.

Vale a pena a audição:

Depois da DevilSin (e já estávamos no local) veio a REPUBLICA. Já é uma banda consolidada, com ótimas canções. Já tocou no Rock in Rio com críticas muito boas. A banda realmente é ótima, mas tem um perfil mais tranquilo. É um conjunto que funcionaria melhor num outro tipo de evento, um ambiente mais “calmo”. Ficou meio fora de contexto, mas a galera curtiu.

Republica Fundição Progresso

Destaque para ótima “Change my Way” e o cover do Velvet Revolver, “Slither”, em homenagem a Scott Weiland. Ótimo show!

Após a Republica, aguardamos a atração principal. Aproveitei o momento para observar a audiência. Muita gente ali aguardando músicas da época do André Matos e outras ansiosas pela participação de Edu Falaschi e as músicas do aclamado “Temple of Shadows”. Uma pequena parte, querendo ver o talentoso Fabio Lione executar as canções do bom “Secret Garden”.

Eis que finalmente toca “Intermission” nos P.A´S e sabemos que a atração principal vai subir ao palco. Eles emendam com “Newborn me” e o show começa em alto nível. Depois a música de abertura, vem o primeiro clássico: “Nothing to say”. A galera vai ao delírio! E aí começo a perceber que Bruno Valverde, que assumiu as baquetas, caiu como uma luva na banda. O garoto é seguro, talentoso e não leva as músicas antigas “á risca”. Fez a sua leitura das frases e levou confortavelmente.

Republica Show

Seguindo o show, fomos de “Final Light” , que pertence ao “Secret Garden”. A canção funciona muito bem ao vivo. Aí entramos numa parte do show emocionante para quem curte a fase “André Matos”: Executaram “Wings of Reality” e “Time”. Arrepiante. Fábio Lione não tem a menor dificuldade com essas músicas, inclusive em alguns momentos adaptando-as a seus talentos vocais. Muito bom. Depois desse “pico” no show, vieram “Storm of Emotions” e “Waiting Silence”. Ótimas faixas, porém facilmente substituíveis por outros clássicos, como “Angels Cry” (que fez falta!) ou “The Temple of Hate”, para citar como exemplos.

Em seguida, voltamos no tempo com “Make Believe” (com Lione cantando no meio da galera) e de forma emocionante, “Silent Call” é executada por Rafael Bittencourt. Após esse momento, veio o ótimo solo de Bruno Valverde, mostrando a todos que não está de passagem nem de favor na banda.

É aí que a banda chama Euardo Falaschi ao palco. Muita gente estava esperando esse momento e foram ao delírio com “Angels and Demons”. Nesse momento lembrei do auge do ANGRA, com Aquiles Priester na bateria, na turnê do “Temple of Shadows”. Essa nova fase da banda executa com clareza essa época, e aí noto a presença de Marcelo Barbosa. O guitarrista é bem discreto no palco, não interage muito com o público, porém executou as músicas e principalmente os solos, sem dificuldades. “Heroes of Sand” e a aclamada “Spread of Fire” foram executadas com maestria, levantando a Galera.

Fundição Progresso

Sem pompas, um cover o THE POLICE: “Synchronicity 2”, que em boa parte, tem Rafa Bittencourt nos vocais. Ótima homenagem que serve de introdução para “Holy Land”, emocionando os fãs mais inveterados. O bis veio, e “Unfinished Allegro” é solta nos P.A´S e o rapaz que escreve essa resenha se arrepia. “Carry On” é ovacionada e cantada por todos e emendada com “Nova Era” , com Edu Falaschi e Fabio Lione arrebentando nos microfones.

“Rebirth” não deixa a peteca cair e vejo alguns em lágrimas. A galera da zoeira pediu e “Pegasus Fantasy” vem a nós lentamente, com um Edu visivelmente emocionado. E para finalizar, “The Number of the Beast” , clássica do Iron Maiden homenageia a influência de quem estava no palco e e quem estava na audiência. Final épico. O ANGRA mostra que time para continuar ganhando, tem que ser mexido sim. A magia ainda está ali, e mal sentimos falta de Kiko Loureiro.

Até a próxima gente!

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