Sherlock – S03E02 – The Sign of Three

-por , em 08/01 -
Sherlock – S03E02 – The Sign of Three

Pois é, pessoas! Estamos vendo uma veia mais cômica nesta 3ª temporada de Sherlock. E mais humano também. O episódio, The Sign of Three, vimos o casamento de Watson e tudo que girou em torno dele. Desde o convite de John para que Sherlock fosse seu padrinho, até os preparativos, a lista de convidados, um pouco peculiar, diga-se de passagem, e é claro, a resolução de um crime, porque, se não tivesse isso, não seria um episódio de Sherlock, não?! E claro, não podemos deixar de citar o empenho de nosso detetive consultor em ser um ótimo padrinho para Watson! Vem comigo que conto mais.

O episódio já se inicia de maneira engraçadíssima. Lestrade, está tentando resolver um caso, que, como decorrer do tempo que nos é mostrado, muito difícil de se resolver, mas de repente, recebe uma mensagem de Sherlock, ele pede ajuda e urgente em Baker Street. O detetive da Scotland Yard sai da cena do crime em que ele estava envolto, quase resolvendo, e perde os créditos da resolução do crime para ir ajudar Holmes, chega desesperado no local, com várias viaturas, helicóptero e quando chega lá, ele precisa, somente, de uma ajuda com o discurso que o padrinho faz.

Pode-se dizer que o enredo todo manteve-se no humor, mostrando sim, como Sherlock está se sensibilizando, e mesmo assim, não poderia não ser engraçado. Vide o momento em que Watson pergunta a ele se ele queria ser seu padrinho, afinal, em um dia tão importante, ele queria estar sentado entre as duas pessoas que ele mais ama na vida, sua futura esposa (e curiosidade, a atriz que faz a Mary é realmente esposa dele na vida real), e seu melhor amigo… Sherlock simplesmente congela e fica abismado por alguém considerá-lo o melhor amigo. Mas é claro que aceita!

Sherlock casamento Watsons

Durante o tempo que se decorre até a chegada do dia do casamento, vê-se que Holmes se encontra em pânico com o casamento, como foi observado por Mary. Ele planejou lugares, ficou ajudando a noiva, aprendeu centenas de maneiras de se dobrar guardanapos no youtube, só para ajudar no casamento. Mary deduziu que Sherlock fizera tudo isso, pois ele estava com medo de alguma coisa mudar. Sugeriu que Watson estimulasse o nosso detetive a pegar um caso, para mostrar para ele que nada mudaria. Com um pouco de relutância, ele pega, e o descreve, no discurso de padrinho que ele teria que fazer, mas já falaremos nisso.

Acho que a melhor parte foi a despedida de solteiro de John, tendo Sherlock medindo o quanto Watson precisa de cerveja para ficar “alegre” no tempo o certo, o garçom perguntando quantas canecas de cerveja eles precisariam e ele falando e colocando duas provetas na mesa: 443,7 mL! Claro, só poderia ser coisa de Sherlock! Mas, beberam um pouco além da conta, ficaram sim, bêbados (sim, pessoas, Holmes e Watson bêbados), uma moça pediu para que eles resolvessem um caso, de um namorado fantasma que não só a moça que os procuraram teve, mas outras moças também tiveram e que ajudou a desvendar o crime central do episódio.

É aí que chegamos na parte mais séria da história. O casamento propriamente dito. Dentre os convidados que já esperávamos que teria, Watson convidou um amigo seu, na época de exército, Major Sholto, que, depois de voltar do campo de batalha, se manteve recluso, quase não saía, por conta de ter participado de um projeto com recrutas, que não dera certo, todos morreram e só ele sobreviveu, além dos próprios traumas de guerra, que devem ser muitos. A atenção é voltada para ele, e por quê? Lembram-se dos casos que Sherlock descrevera em meio ao discurso dele?

Sherlock target

Um deles, era o assassino invisível que matou um guarda real com uma faca invisível. Conforme ele fora contado o caso, ele mesmo admitira não ter descoberto como ocorrera o assassinato, ainda mais que era uma faca invisível de um homem invisível, mas, conforme ele ia contando o caso e, relacionando ao caso do namorado fantasma, ele foi ligando uma coisa a outra e percebeu que um homem invisível que transitaria por todos, era o fotógrafo e sua arma invisível, uma lâmina que ele colocara, tanto no cinto do soldado quando do major, para que, ao apertá-lo, eles próprios assinassem suas sentenças de morte. O primeiro como experimento e o segundo, como vingança por ter deixado o irmão que era recruta, morrer. Foi um pouco tensa esta parte, mas Sherlock conseguiu disfarçar, já que ele estava fazendo discurso meio estranho de padrinho (mas é claro que teve sua parte bonitinha! . E o major se salvou!

Sherlock discurso

Além do mais, tivemos Sherlock com ciúme de Sholto e Watson, Mary consolando o moço, Sherlock dançando para a madrinha e dando dicas para ela conseguir uma boa companhia. A valsa dos noivos, Mary comendo compulsivamente e Sherlock falando: “agora que vocês terão uma criança de verdade, não precisarão mais de mim”, e o fim, um tanto melancólico, de Holmes indo embora da festa, sozinho, sem espaço para dividir a alegria de ninguém. Meio triste isso, mas aguardemos o 3º episódio para ver se esse quadro não reverte, espero que seja assim!

Espero que, como eu, tenham gostado muito do episódio, que nos sensibilizou mais ainda e rendeu muita risada com as trapalhadas de Sherlock e Watson. Até a próxima!

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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