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ENTÃO É NATAL

Filmes de natal se tornaram tradição em Hollywood. Ao passo que dezembro se aproxima, pôsteres em verde e vermelho começam a ser divulgados, com títulos quase sempre iguais. Dentro do gênero natalino, comédias, romances e dramas desenvolvem sua trama. Uma Segunda Chance para Amar chegou no final de 2019, trazendo o retorno de Emilia Clarke para os cinemas.

O longa chama atenção, inicialmente, por sua protagonista. A eterna Rainha dos Dragões é o grande chamariz de produção e toda sua história é voltada para a personagem de Clarke. O carisma de Emilia é mais uma vez muito bem aproveitado e a atriz carrega o filme nas costas. Mesmo com todos os defeitos, ver sua performance é sempre divertido e Clarke cumpre muito bem seu papel.

O filme

Kate (Clarke) é uma imigrante iugoslava morando em Londres junto com sua família. Por divergências de pensamentos do passado, ela saiu de casa e dorme diariamente na casa de amigos. Sua irmã também seguiu seus passos, após se assumir gay para a família. A mãe, soviética ferrenha, não aceitou a opção da filha, que optou por seguir sua vida sozinha.

A vida de Kate se resume em migrar de cama em cama, dependendo da boa vontade dos amigos. Ela ganha a vida em uma loja natalina, onde passa o dia fantasiada de elfa. Sem perspectiva de futuro e procurando sempre o caminho mais fácil, Kate não percebe seus atos e acaba afastando-se de todos.

Kate

O egoísmo da menina traz consequências, abordadas no filme de forma divertida e descontraída. As irresponsabilidades da jovem, assim como boa parte da produção, não são levadas a sério e são apresentadas para fazer o público se divertir.

Uma Segunda Chance para Amar é, antes de tudo, uma comédia romântica. E o romance chega com Tom (Henry Golding), um homem misterioso que surge diante dos olhos de Kate. Acostumada a ser tratada de forma descartável pelos homens, ela reluta em aceitar o interesse do rapaz. Enigmático, ele revela o melhor lado da moça, que aos poucos se apaixona pela gentileza de Tom.

Uma Segunda Chance para Amar

Estamos preparados para um time de filme, que acontece até minutos finais. O que não esperávamos, porém, era a guinada que o personagem de Tom traria para a história. E embora boa, a opção feita pelo cineasta Paul Feig não traz um resultado positivo.

O ritmo do filme é o mesmo em boa parte da história. O roteiro nos leva a uma tradicional comédia romântica natalina, onde uma personagem atrapalhada se apaixona pelo rapaz certinho. Tudo se encaminha para o clichê típico do gênero, que sabemos funcionar. Mas a reviravolta aleatória no roteiro, sem a menor introdução ou sentido, faz o público se questionar tudo aquilo que acabou de assistir.

Os relacionamentos

O filme tinha todo o potencial para se tornar uma produção bonita de final de ano, abordando questões familiares e pessoais. O relacionamento de Kate com a família, por exemplo, é bem explorado e o resultado é ótimo. Emma Thompson vive a mãe caxias e conservadora de Kate e Thompson mais uma vez não decepciona.

Seus diálogos com a família são necessários e importantes, lidando com a questão do tradicionalismo e do preconceito.

As melhores cenas da produção são protagonizadas por Clarke e Noel (Michelle Yeoh). A chefe da menina é extremamente divertida e faz um papel de mãe em sua vida. Juntas, criam uma relação bonita e orgânica.

Enfim

Uma Segunda Chance para Amar é uma boa comédia romântica, com um final aleatório, mal introduzido e que não funciona. A premissa é boa e tinha todo o potencial para arrancar lágrimas do público, mas o grande plot twist chega rápido e brevemente acaba.

O elenco entrega um ótimo trabalho, com destaque para as mulheres. Clarke, Yeoh e Thompson trazem relacionamentos engraçados e complexos, e são o alívio cômico para a produção.

Uma Segunda Chance para Amar chegou em novembro nos cinemas.


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