Sabres de Luz, um sonho que pode se tornar possível!

-por , em 03/10 -
Sabres de Luz, um sonho que pode se tornar possível!

Há pouco tempo, cientistas da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, iniciaram um estudo com fótons. Sua intenção é desenvolver uma tecnologia de ponta, para a criação de um computador quântico, mais rápido e eficiente. Para isso ser possível, eles precisam fazer com que os fótons se comportem como os elétrons, hoje utilizados nos computadores convencionais.

Mas, os fótons, as partículas que constituem a luz, não se comportam como partículas de matéria. Eles podem atravessar um ao outro e não se combinam em estruturas maiores. Essa lei fundamental é ensinada no primeiro ano do curso de física.

O que acontece é que, ao conseguirem unir os fótons e formar algo parecido com uma molécula, o grupo liderado por Mikhail Lukin (Lukin – Luke… hum… nome promissor! kkkkkk) e Vladan Vuletic, acabaram se deparando com um estado de matéria que antes era completamente teórico: a “LUZ SOLIDA”!

Entenda, a “luz solida” é comum na ficção científica. Mas, de longe, o exemplo mais conhecido está em Guerra nas Estrelas: o famoso e desejado SABRE DE LUZ.

A explicação para como fizeram isso, mais simples de se compreender, foi divulgada pelo Discovery Noticias:

Para criar a “luz sólida”, os pesquisadores usaram uma nuvem de átomos de rubídio em uma câmara de vácuo. Feixes de laser foram disparados para resfriar o rubídio quase ao zero absoluto, cerca de -237°C. Em seguida, um segundo laser mais fraco foi disparado, de modo que apenas um fóton de cada vez entrava na câmara.

Os fótons individuais desaceleram à medida que atravessam a nuvem, o que é perfeitamente normal, já que a luz sempre desacelera ao entrar em um meio físico. É por isso que ela se curva ao atravessar vidro ou água. À medida que o fóton atravessa a nuvem, parte de sua energia é transferida na saída, quando ele se movia relativamente devagar.

Ao disparar dois fótons, os cientistas perceberam que estes agiam como uma única estrutura ao saírem da nuvem.

Isso aconteceu porque os fótons não podem excitar átomos próximos com a mesma intensidade. Quando um fóton atinge um átomo de rubídio, ele o excita, transferindo um pouco de energia. O segundo fóton não pode excitar átomos próximos até que o primeiro saia. Assim, ao atravessar a nuvem, os fótons são obrigados a permanecer juntos.”

Já o Dr. Andrew Greentree nos diz:

“Normalmente os fótons fluem livremente mas, nas condições corretas, eles se repelem, e formam um cristal.”

A “luz sólida” ainda NÃO é o sabre-de-luz que conhecemos, e os cientistas provavelmente não tinham essa intenção em mente, mas acabaram abrindo uma porta que segue no caminho dessa possibilidade!

Luciana Fogo
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Luciana Fogo

Chocólatra assumida, sou também uma viciada em livros e totalmente capaz de virar a noite com uma boa história! Mas o meu maior amor é ter INFORMAÇÃO! Pergunte que eu descubro!

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