Recentemente, o meu PS3 passou um tempo quebrado. Foram tempos difíceis e sombrios da minha vida e, por muitos momentos, pensei em desistir. Mas eu sobrevivi ao sofrimento com (quase) nenhuma cicatriz emocional muito profunda.

 

Para sobreviver a esse período, eu acabei desenterrando o meu Wii, que estava juntando poeira em cima do móvel de tanto que ele não era usado. Mas, o mais surpreendente, foi que eu não fiz isso por causa dos jogos de Wii e, sim, por causa de alguns jogos de Gamecube que eu tinha e que não jogava há alguns anos.

 

Então. Eu não sei se algum leitor aqui ainda tem Gamecube e está a procura de jogos legais para jogar. Mas, esses jogos pegam no Wii, que é relativamente novo. Enfim, coloco aqui uma lista com 3 jogos de RPG para o Gamecube que são tão bons (se não melhores do que) muitos dos RPGs que nós vemos hoje em dia.

 

Tales

 

Esse é o meu xodó. Tales of Symphonia é meu segundo jogo de RPG favorito de todos os tempos (perde para Persona 3). Eu amo esse jogo, de coração. Ele foi lançado pela Namco em 2003. Nele, nós acompanhamos a saga de Colette, enquanto ela viaja o mundo de Silvarant para renegerar o planeta.

 

Há cada geração, o mundo entra em decadência e um jovem (chamado de Escolhido de Mana) é encarregado de fazer uma jornada perigosa até os quatro templos elementais e realizar o ritual de regeneração. Dessa forma, o mundo voltará a prosperar, pelo menos até a próxima geração.

 

O protagonista do jogo, porém, é Llyod Irving, amigo de infância da Colette. Ele é um rapaz de bom coração, mas impulsivo e as vezes inconsequente. Ele é um órfão que foi criado por um anão e luta com duas espadas. Além de Llyod, Colette conta com a ajuda dos irmãos Genis (melhor amigo de Llyod) e Rayne (professora dos três), além de Kratos (não, não é o Deus da Guerra. Nesse jogo ele é só um mercenário). Vale salientar que o primeiro God of War foi lançado em 2005, então o Kratos de Tails of Symphonia é o original. XD

 

Isso que eu contei é só o começo do jogo. A história se desenvolve bastante e vai muito além dessa premissa inicial. Os personagens são cheios de carisma e personalidade e é um verdadeiro prazer acompanhar as conversas acaloradas. Os gráficos são bonitos e charmosos, com muita cor e personalidade, e a jogabilidade é simples e intuitiva, sem ser burra. As fases são bem elaboradas, com puzzles complexos o suficiente para desafiar nossas mentes sem nos deixar parados no mesmo lugar por horas a fio.

 

Depois desse jogo, outros jogos da serie Tales foram lançados, incluindo uma continuação direta chamada Tales of Symphonia: Dawn of the New World, que não é tão bom assim.

 

FireEmblem

 

A série de jogos Fire Emblem já é bem conhecida pelos fãs da Nintendo. Acho que ela tá ai desde o Super Nintendo. A primeira vez que eu joguei um Fire Emblem foi com o Radiant Dawn, do Wii. Depois disso, descobri que ele é a continuação do Path of Radiance, do Gamecube. Então, depois de procurar pela internet, finalmente encontrei o jogo a venda.

 

Em Path of Radiance, nos acompanhamos Ike, um jovem  guerreiro, filho de Greil, um famoso mercenário, líder de um grupo chamado “Greil Mercenaries”. Ike começa o jogo sendo treinado pelo seu pai, para assumir missões e, algum dia, tomar a liderança do grupo de mercenários.

 

A história se desenrola e Ike e seus amigos acabam de metendo no meio de uma guerra entre dois raças, os Laguz, que são homens com capacidade de assumir formas animais e os Beorc, que são os humanos normais. Ike torna-se amigo dos Laguz e é um dos únicos humanos capazes de ter contato e formar uma aliança com ambas as raças.

 

Esse jogo é o mais tático dos que constam nessa lista e também é o que tem mais personagens. Porém, em vez de ter um bando de personagens chatos e superficiais, o jogo é extremamente profundo: cada personagem do jogo tem uma história interessante e uma motivação clara e explicada. Tudo é muito bem trabalhado e bem desenvolvido. Isso sem contar os gráficos e a trilha sonora, que são incríveis. Eu recomendo todo e qualquer jogo de coleção Fire Emblem. Eu tenho catado emuladores de Gameboy Advance e Nintendo DS para jogar os outros jogos da série e nenhum deles me decepcionou até então.

 

BatenKaitos

 

Dos jogos da lista, Baten Kaitos talvez seja o menos conhecido de todos. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar dele até que o encontrei por acaso. Também lançado em 2003, pela Tri-Crescendo, esse jogo foi uma bela surpresa, pois comecei a jogá-lo sem muitas expectativas.

 

Nele nós acompanhamos Kalas, um rapaz de uma asa só em um mundo em que quase todo mundo tem asas. Na verdade, existem dois tipo de pessoas, os Imperiais, que meio que querem dominar tudo, e o resto do pessoal. Os imperiais não tem asas, mas eles são numerosos e poderosos e oprimem o pessoal de asa. Kalas só tem uma asa, e logo cedo, seu avô criou uma asa mecânica para substituí-la. Seu avô e seu irmão agora estão mortos e o desejo de vingança é um dos grandes motivadores de Kalas.

 

Como todo bom RPG, sua história se estende por horas a fio e tem momentos em que ficamos realmente surpreendidos com alguns desenvolvimentos. Os personagens são cheios de personalidade e bem desenvolvidos (isso já está ficando repetido nesse post). Porém, o que merece mais destaque nesse jogo é a jogabilidade.

 

O jogo se parece um card game. Para mandar os personagens atacarem, o jogador deve selecionar cartas que tem tipos diferentes de ataque. Existe um limite de cartas que cada personagem tem a disposição e, se elas acabarem, ele não pode mais agir na rodada. Há cartas de ataque, de defesa e de itens, para serem usadas de acordo. E cada carta tem um ou mais números que podem ser escolhidos. O jogador pode colocar mais de uma carta e, se eles forem de números repetidos ou seguirem ordem crescente ou decrescente, formam-se combos e ganha-se bônus. Falando assim, parece complicado, mas logo o jogador se acostuma e o jogo torna-se bem divertido.

 

Perfil Bruno

Bruno Machado

Se você ainda tem um Gamecube, vale a pena conferir!
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