Toda mesa de RPG deveria ter um bardo!

-por , em 28/08 -
Toda mesa de RPG deveria ter um bardo!

Muita gente deve ter lido o título e tomado um belo susto. O bardo não é a classe favorita da maioria dos jogadores de RPG. Eu tenho uma opinião diferente. Acho o bardo uma das mais magníficas classes existentes. Embora eu deva concordar que, em batalha, normalmente, limita-se a auxiliar ou atrapalhar os demais combatentes, fora dela o bardo tem um papel fabuloso. Mas isto é material para outro artigo. Desta vez, a intenção é diferente. Venho falar de trilha sonora de RPG de mesa.

 

Há, aproximadamente, quatro anos, resolvi que seria uma boa ideia aprimorar as mesas das quais sou mestre com música. E, de cara, um problema surgiu: o que poderia ambientar os jogadores em meu cenário?! Inicialmente, obtive várias trilhas sonoras, como as de Diablo, Prince of Persia, Conan, Piratas do Caribe, O Senhor dos Anéis, Gladiador, Robin Hood, enfim, filmes e jogos de aventura ou fantasia medieval basicamente. Indiscutivelmente, são trilhas maravilhosas e é muito bom jogar ao som de cada uma delas. Mas, claro, há sempre um problema. A ambientação.

 

É muito interessante jogar no cenário de O Senhor dos Anéis ouvindo sua trilha, mas é um pouco desanimador quando seu cenário não está ligado a este e, de repente, inicia-se uma música que faz todos os jogadores perguntarem “ah, é de O Senhor dos Anéis, né?!”. O clima que você tanto buscava morre na popularidade da música. O mesmo vale para cada um dos exemplos acima. Seria maravilhoso colocar “tristam” toda vez que os personagens entram em uma vila, mas quem é que não imagina a clássica vila de Diablo quando os primeiros acordes são lançados?!

 

Para resolver este problema, decidi que precisava de algo que não estivesse ligado a nenhum cenário clássico, dando independência a minha narrativa. Saí, então, em uma longa saga, embora nada árdua, devo confessar, em busca de bardos que pudessem cantar as trilhas de minha mesa. Encontrei algumas bandas, como Blackmore’s Night e Blind Guardian (esta última já conhecida por mim de longa data) que me agradaram muito, apesar de que se faz necessário certa garimpagem nas músicas. Além disso, soavam como ótimas músicas, mas não tanto como uma trilha de RPG.

 

A solução de meus problemas veio com uma descoberta fabulosa: Loreena McKennitt. Nunca ouvi em toda minha vida algo que me desse mais a sensação de estar jogando RPG. É como ouvir estórias em uma velha taverna, bebendo um hidromel e comendo um pernil de javali. Sua discografia, composta por oito álbuns de estúdio e um ao vivo, pode ser deixada tocando como som de fundo de uma mesa de RPG por toda uma noite sem o menor problema. Claro que prefiro separar as músicas por tema para colocar o clima certo no momento certo. Mas mesmo para os mais “preguiçosos”, que preferem só deixar rolar, esta cantora é muito útil. Não há, em toda a discografia, uma música sequer que não te dê a sensação mencionada, a qual, convenhamos, é uma das melhores sensações do mundo!

 

E vocês, leitores, têm as suas preferidas?

 

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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