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06/10

Todas as fotos desta matéria são de Alexandre Durão e Marcelo Brandt /G1.

O último dia de Rock in Rio chegou já deixando saudades. Durante os 7 dias, estivemos no festival do início ao fim, buscando oferecer a melhor cobertura possível. Agora, voltando a rotina, sentimos falta de um dos maiores festivais de música do mundo!

O dia foi regado a um rock alternativo, reunindo um público bem menor do que o dia anterior. Ontem, o Rock in Rio foi dos fãs apaixonados por suas bandas. Fã clubes se reuniram para celebrar as músicas, algumas populares, de seus grupos. Diferente dos dias anteriores, o senso popular dos cantores foi substituído por aqueles que realmente conheciam o repertório. Mas quem passou pela Cidade do Rock no encerramento do festival, não se arrependeu. Imagine Dragons, Muse, Paralamas do Sucesso e Nickelback fecharam com chave de ouro.

No Palco Sunset, King Crimson , Lulu Santos e a banda Melim foram os escolhidos para esse dia 06. Enquanto Crimson e Lulu trouxeram o melhor dos clássicos, como Descobridor dos Sete Mares e Requiem. Melim, entretanto, trouxe um show parado e que não envolveu muito. O estilo da banda não combinou com o festival, e o resultado foi um gramado levemente vazio durante a 1 hora de apresentação.

Paralamas do Sucesso

No Palco Mundo, Paralamas do Sucesso relembrou o porquê de serem uma das maiores bandas de rock nacional. O grupo abriu as atrações do último dia, com clássicos dos anos 80. Herbert Vianna não trouxe sorrisos, mas esbanjou talento com um solo incrível de guitarra. Em meio a diversos protestos a política do país, o grupo trouxe um setlist muito bem estruturado, sem novidades e só com músicas antigas. O público agradeceu e cantou de braços abertos.

Meu Erro, Alagados e Loirinha Bombril foram cantadas uma atrás da outra. Em resposta, Vianna perguntou ao público: “Vocês estão cansados?” A resposta veio através de gritos da plateia, querendo mais. Em sua pouca interação com a plateia, o vocalista se referiu ao Brasil como um país de quinto mundo, mas elogiou o festival.

Um medley de Tim Maia era tudo o que público precisava para encerrar a noite com chave de ouro. Ao som de Selvagem e, enfim, Óculos, a banda se despediu do palco do Rock in Rio, aplaudidos por todos.

Nickelback

Quatro anos depois, a banda canadense Nickelback retornou ao Rock in Rio. Menos barbudo, Chad Kroeger não se conteve e deu tudo de si no palco. Mesmo que sejam taxados por muitos como uma banda ruim, fãs de Nickelback fizeram o trabalho de lembra-los do contrário. Quem nunca cantou Photograph durante a adolescência, ou sofreu com Far Away? Podem falar o que quiserem, mas quando Nickelback começou seus clássicos, não houve uma só voz em silêncio.

Mesmo que a banda tenha tido seu setlist encurtado por um aumento no show do Imagine Dragons, em sua rápida passagem pelo Palco Mundo, o Nickelback deixou claro que voltará em breve. Kroeger revelou ter tomado Jack Daniel’s com os dois grupos que o sucederam na noite.

Trocando piadas e brincadeiras com a plateia, foi muito recebido. Ao som de Rockstar, Someday e How You Remind Me, foram extremamente aplaudidos. Até mesmo quem julgava, cantou e o Nickelback mostrou ter sido muito bem escolhido para encerrar o festival.

Imagine Dragons

Boa parte do público do dia 06, estava lá para ver Imagine Dragons. Ao longo do dia, camisas da banda eram vistas andando pelos gramados, de fãs que esperavam  pela banda. Em sua quarta passagem pelo Brasil, o grupo deixou claro que não será a última. O vocalista Dan Reynolds reforçou diversas vezes seu amor pelo Brasil. Para ele, a paixão do público aqui é única e lhe faz um bem tremendo cantar por aqui. Não vamos reclamar se ele quiser voltar sempre, não é?

O setlist extenso obrigou a banda anterior a encurtar seu repertório. Mas se os fãs do Nickelback reclamaram, os do Imagine Dragons adoraram as 25 canções. Desde o começo, Dan cantou enrolado em uma bandeira do Brasil e durante alguns momentos, também enrolou a bandeira LGBT no corpo. E não foram só as músicas que levaram o público ao delírio. Em mais uma sessão de “ coach in rio “, o vocalista deu forças a plateia e incentivou cada um a ser o melhor de si mesmo.

Quanto as músicas, Imagine Dragons certamente não decepcionou. Além dos clássicos, como Demons, Whatever It Takes, Believer, It’s Time e Radioactive, o grupo trouxe novas músicas, como Birds e Thunder. Com certeza o melhor show da noite.

 

Muse

O Muse sofreu o mesmo problema do Scorpions no dia 04. De forma mal organizada, a produção colocou o grupo após o Imagine Dragons e o resultado foi desastroso. A debandada foi geral e boa parte do gramado ficou vazia. A banda não se importou e quem lá ficou, não reclamou. Através de efeitos tecnológicos, jogos de luzes e muitas batidas, o Muse encerrou o Rock in Rio 2019.

O trio britânico subiu ao palco tarde, às 00:40h. Enquanto boa parte dos headliners entraram meia hora mais cedo, o grupo não se abalou com o esvaziamento e fez o que sabe fazer de melhor. Músicas novas foram incluídas no repertório e cantadas por todas as vozes que ainda estavam na Cidade do Rock. O destaque ficou por conta de Pressure e Propaganda. Mas os clássicos foram os mais cantados, como os sucessos de Supermassive Black Hole, Madness e Starlight.

O vocalista Matthew Bellamy subiu ao palco com óculos de led e uma jaqueta personalizada. O estilo refletiu no show, que trouxe um estilo futurista. Com fumaça, sintetizadores e jogos de luzes, o Muse entregou um espetáculo.

 

O Rock in Rio já acabou, mas estamos morrendo de saudades.