Como já disse algumas vezes nos últimos dias, conheci o autor e especialista em Estrutura da Consciência Humana, Richard Barrett no Sustainable Brands 2014. Uma ótima aquisição para meu mundo de leitura! Já dei uma olhadinha no site dele, em sua página do Facebook e já estou de olho no lançamento de seu livro aqui no Brasil. Você pode ler aqui tudo o que rolou de mais legal lá no Sustainable Brands e aqui neste post, vou lhes dar o prazer de entender o que foi a palestra de Richard e como funciona seu pensamento sobre a estrutura da consciência humana e a evolução de nossos valores ao longo da vida. Uma teoria que vale muito a pena conhecer e estudar profundamente.

OS NÍVEIS MAIS BAIXOS DE CONSCIÊNCIA

São Sete os Níveis da Consciência Humana, os primeiros níveis correspondem à hierarquia das necessidades de Maslow – Segurança, relacionamento, autoestima, e auto-realização. Nossas necessidades físicas são satisfeitas quando nos sentimos seguros. Nossas necessidades emocionais são satisfeitas quando estabelecemos relacionamentos significativos com os outros e nos sentimos bem com relação a nós mesmos. Autoconhecimento e domínio pessoal nos ajudam a satisfazer nossas necessidades mentais.

personal consciousness

Para conferir a apresentação completa do Richard Barrett no Sustainable Brands, clique aqui.

CONSCIÊNCIA DA SOBREVIVÊNCIA

Nossa motivação básica nesse nível é a autopreservação. Na maior parte das situações o medo gerado é um medo saudável. O medo nos força a nos concentrarmos em nosso bem estar físico e econômico. Quando uma pessoa se torna excessivamente temerosa ou tem uma insegurança profunda , a consciência da sobrevivência se torna um meio de vida. São pessoas facilmente irritadas. A fonte de sua raiva éum sentimento impertinente de que ninguems e preocupa com ela, para sentirem-se seguras acham que tem que controlar tudo a sua volta, acham que vivem num ambiente hostil, estão constantemente em guarda. Tem grande dificuldade de confiar.

CONSCIÊNCIA DO RELACIONAMENTO

Por natureza somos criaturas sociais, satisfazemos essa necessidade quando desenvolvemos afeições significativas com aqueles com quem partilhamos uma identidade comum. Quando uma pessoa tem medo de ser amada, ou aceita, a consciência do relacionamento pode tornar-se um meio de vida. Buscam constantemente sinais de aceitação ou afeição, sendo fácil desenvolver relacionamentos co-dependentes anormais. Em alguns casos, estão preparadas para sofrer abuso num relacionamento com os outros.

autoestima

CONSCIÊNCIA DA AUTOESTIMA

Satisfeita quando nos sentimos respeitados por aqueles com quem partilhamos uma identidade comum, sendo uma medida de nosso próprio valor. Quando os temos são enraizados e torna-se um meio de vida, a pessoa tende a abrandar sua necessidade de autoestima por meio de status, riqueza ou beleza. Tornando-se altamente ambiciosas ou competitivas, e extremamente arrogantes. Quando estamos centrados nos tres níveis mais baixos de consciência, vivemos num estado de referencia ao objeto. A noção de quem somos depende, em grande parte, das opiniões que acreditamos, os outros tem de nós. Quanto maiores nossos medos, mais profundamente ficamos presos a essas opiniões. Para romper os grilhões desses medos, precisamos mudar de um estado de referência ao objeto para um estado de auto-referencia.

AUTOREALIZAÇÃO

Neste estado preocupamo-nos com o que nós pensamos de nós mesmos, mais independentes, tornamo-nos responsáveis por nós mesmos. Podemos agora, ao invés de reagir aos nossos medos inconscientes, escolher como responder. Passamos de um estado de capacidade de reação para um estado de capacidade de resposta. Atingimos este estado pela transformação pessoal – autoconhecimento e crescimento pessoal. Maslow descreve “como um estado na qual a pessoa transcende o EGO e se torna mais independente das necessidades inferiores”. Assim temos uma perspectiva de Sistema, podemos perceber e compreender a nós mesmos como parte do padrão dee inter-relação com a vida. Pessoas autorealizadas, estão envolvidas numa causa fora de si mesmas. São devotadas, trabalhando em algo que é muito precioso para elas, são motivados por necessidades espirituais. Maslow identifica os valores que individuos autorealizados integram na vida, incluem confiança, generosidade, unidade, integridade, singularidade, animação, perfeição, justiça, ordem, riqueza, simplicidade, alegria, autosuficiência e significado.

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OS NÍVEIS MAIS ALTOS DA CONSCIÊNCIA

Os quatro níveis mais altos de consciência espiritual, cada um corresponde a um senso crescentemente ampliado da identidade pessoal produzido por um senso maior de conexão com o mundo.

CONSCIÊNCIA DA ALMA

Nesse estado a separação entre EGO e a alma desaparece à medida que nos libertamos dos medos referentes as nossas necessidades físicas e emocionais. Não nos importamos com o modo como devemos ser e nos tornamos quem realmente somos. Jung denominou esse processo de Individuação. Integração de nosso conteúdo inconsciente para uma percepção consciente. Assim aprendemos a dominar nossos medos e aumentar nossa capacidade de resposta. Tornamo-nos mais autênticos em nossos relacionamentos e encontramos clareza em torno de nosso propósito e cumprir esse propósito torna-se uma de nossas mais fortes motivações.

CONSCIÊNCIA CÓSMICA

Nesse estado a personalidade e a alma tornam-se indistinguíveis, os indivíduos são capazes de atingir seu potencial completo. Desejamos trabalhar em nossa missão 24 horas por dia. A vida torna-se repleta de significado. A criatividade e a intuição são abundantes. Começamos a desenvolver um senso de identidade mais amplo e reconhecemos que nosso próprio interesse está envolvido pelo bem comum.

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CONSCIÊNCIA DIVINA

Nesse estado o indivíduo experimenta uma forte conexão com toda a criação. Começamos a nos identificar com toda a humanidade e o planeta., nesse nível desejamos que nosso trabalho faça uma diferença verdadeira no mundo. Buscamos parceria para melhorar nossa efetividade. Buscamos meios para realizar.

CONSCIÊNCIA DA UNIDADE

Nesse estado não separação entre aquele que conhece e o objeto do conhecimento. Tornamo-nos UM com tudo o que existe. Reconhecemos que o que fazemos pelos outros, estamos fazendo por nós mesmos. Os níveis mais elevados de consciência são dominados pelo amor e pelos sentimentos de conexão. Os níveis mais baixos tendem a ser dominados pelo medo. Esse medo é experimentado como um senso de separação e fragmentação.

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