Resident Evil é uma das minhas franquias favoritas, tanto nos filmes quanto nos jogos. Por mais que ambos tenham seguido um caminho completamente diferente do que foi iniciado, as franquias já conseguiram arrecadas, juntas, mais de US$ 1 bilhão pelo globo afora. Mas você sabe quais são as diferenças entre os filmes e os jogos?

A história das duas franquias provavelmente iria convergir em algum momento, já que, nos jogos, somente encontrávamos alguns arquivos falando sobre a criação do Nemesis-T Type (ou somente Nemesis para os mais chegados). E logo no primeiro filme da franquia temos a grata surpresa de quem viria a se transformar no grandão com um lança-foguetes que ficaria em nosso encalço e perturbando nossa vida no terceiro jogo da franquia.

Até aí, O Hóspede Maldito, que era o primeiro com Milla Jovovich, contou uma história não vista até agora nos jogos, onde um completava o outro. A criação e apresentação de personagens como Alice e a Rainha Vermelha (ambas inspiradas em Alice no País das Maravilhas) ia como uma história paralela ao jogo, onde achávamos que iria se encontrar com os games logo.

Mas como nem tudo são flores, o segundo filme, Apocalipse, tratou de mudar logo isso. Utilizando uma versão fraca e mal aproveitada de Jill Valentine (uma das maiores protagonistas da franquia ao lado de Chris e Clarie Redfield e Leon S. Kennedy), Nicholai GinovaefMikhail Victor, além de um Carlos Oliveira bem diferente do que vemos, a história começa a se focar somente em Alice.

A primeira diferença é que, na época e lançado em seu site oficial como um jornal de Raccoon City, Leon S. Kennedy estava morto, o que foi um belo de um erro terem dito isso, mas vamos seguir porque vou explicar esse erro logo a frente. No segundo jogo somos apresentados ao Leon e à Claire, que nem são citados no filme. Mas tudo bem, quem sabe viria logo não é?

Pelo menos a caracterização foi perfeita, Sienna Guillory ficou idêntica à Jill dos jogos, menos em sua personalidade. Bad-girl, fumante e que odeia crianças, justamente o oposto dos jogos. E a participação de Nicholai no filme? Prefiro nem comentar. Principalmente com aquele Nemesis que fomos apresentados…

E somente no terceiro filme que temos algum Redfield aparecendo. E não é o Chris, mas sim Ali Larter interpretando a Claire em UM MUNDO COMPLETAMENTE DESTRUÍDO PELO T-VIRUS! Gente, sério… Acabaram com toda a história dos jogos aí. Uma cidade tudo bem, mas o mundo? Todos os esforços da S.T.A.R.S. e da B.S.A.A. foram jogados no lixo?

Esse filme é tão ruim que, sinceramente, eu prefiro acreditar que ele não existiu. Sem contar que Carlos Oliveira foi sacrificado de uma forma tão feia, mas tão feia que chega a dar vergonha. E cadê o resto dos personagens de importância? Só Albert Wesker que dá as caras no final do filme, uma pena, pois ele é o maior antagonista da série de jogos.

E para piorar ainda mais as coisas para o lado de Extinção, Jill nem dá as caras nesse longa. É nesse filme também que é introduzido o conceito de clones perfeitos de alguém, coisa que não existe de forma alguma no jogo, e sim, projetos que levam o nome de alguém, criando assim alguma arma, citando de exemplo Alex e Albert Wesker, únicos sobreviventes do experimento Wesker Project.

Mas voltando ao assunto sobre a diferença entre as duas franquias, a maior delas é o estado que o mundo se encontra. Como já disse, os esforços de Jill, Chris, Claire e Leon não existem nos filmes.

O quarto filme, intitulado como Recomeço aqui no Brasil, é um dos melhores da franquia, colocando de lado o primeiro, que é o único que realmente tem algo a ver com o jogo. Recomeço teve como seu maior erro, ignorar completamente o quarto jogo da franquia, um dos mais amados dos fãs, e adaptar aquele que todos consideram o pior: Resident Evil 5.

Mesmo com os elementos do jogo, a trama é bem diferente da que vimos. Pelo menos somos apresentados oficialmente na linha do tempo dos filmes a Wesker e Chris que, pelo incrível que pareça, não ficou bem representado por Wentworth Miller, que acabou gerando uma mistura do Chris da linha atual dos jogos com algum sobrevivente de Outbreak, spin-off dos jogos.

Tirando isso, na trama, Alice (sempre ela) vai até a base da Umbrella em Tóquio para tentar acabar com tudo de uma vez, mas é surpreendida pelo uso do Uroboros Virus E do T-Virus (SIM! ELES MISTURARAM OS DOIS!), isso sem nenhuma explicação das novas mutações.

Uma das melhores cenas é que o pavoroso (sim, eu digo pavoroso porque quando eu o via nos jogos a única coisa que eu pensava era em correr) The Executioner, um dos mais icônicos Majinis do quinto jogo, aparece em uma cena onde Claire e Alice o enfrenta. Sim, aquilo ficou muito bem feito e valeu todo o filme (mesmo que a Alice tenha usado MOEDAS como munição para sua espingarda, o que era muito usado em filmes de faroeste).

Munida de diversos clones, Alice dá um “fim” em Wesker com a ajuda de um apático Chris e de Clarie, que parece ter reunido todas as personalidades de todos os personagens dos jogos. Somente um porém nessa cena, Wesker usa o Uroboros como no jogo maaaaasssss, vira um Majini normal (sem comentários para isso). Jill volta a dar as caras no filme assim como no jogo, controlada por uma pedra em seu peito e assim o filme acaba.

Mas como assim do nada Vinny? Sim, do nada e com várias aeronaves da Umbrella sobrevoando o ponto onde Alice e seus companheiros estavam. Tem explicação isso? Claro que sim! E é visto no quinto filme, Retribuição que, vamos falar assim, ficou um pouco confuso.

Nesse ponto, você pode esquecer por completo toda aquela trama que é vista na franquia da Capcom. Alice foi capturada depois de uma imensa batalha e os sobreviventes, mortos. Levada até uma base subterrânea da Umbrella que possui níveis como cidades, vemos o exagero de zumbis pilotando motos e um licker gigante correndo atrás da protagonista.

Além do mais, Leon, que pelo que foi dito no marketing do segundo filme, estava morto, volta como um mercenário ao lado de Barry Burton (WTF?) e acaba sendo nada mais que um fanservice para o público, já que ele de nada é e de nada faz no filme.

Ada Wong (the bitch in the red dress) aparece majestosamente interpretada por Li Bingbing. Faltou só sua sensualidade em tela como vimos nos jogos em que ela aparece. A grande diferença entre os jogos é que, nesse filme, Wesker (não, ele não morreu) deixa de ser um vilão (WTF?²) mas continua com seus planos escusos. E quem acaba virando o grande antagonista da série? Ela mesma, a Red Queen, personagem que apareceu só no primeiro filme da franquia.

Usando mais uma vez o artifício de clones, Retribuição traz de volta vários personagens que marcaram no primeiro filme, como Rain O’Campo, personagem vivido por Michelle Rodriguez, que somente voltou por arrependimento de Paul W.S. Anderson, diretor dos filmes, de te-la matado no primeiro filme.

Uma grande curiosidade é que Sienna Guillory não iria retornar para a franquia, mas graças a um grande movimento dos fãs nas redes sociais, Jill Valentine acabou sendo utilizada no filme.

Como consideração final, podemos dizer assim: a diferença entre os filmes e os jogos é que somente alguns personagens criados por Shinji Mikami foram aproveitados nos longas da Constantin Film, que criou um ótimo e lindo universo para os fãs de ficção-científica, mas que usa, em vão, o nome de Resident Evil.

Só esperamos que o encerramento da franquia em O Ultimo Capítulo seja digna dos jogos e que deixe de tentar separar (muito) as duas franquias!

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