TECNOLOGIA | Resenha Motorola Moto G5: Um bom smart por menos de mil reais?

-por , em 07/06 -
TECNOLOGIA | Resenha Motorola Moto G5: Um bom smart por menos de mil reais?

MAIS UMA NOVIDADE DA TECNOLOGIA AQUI PARA VOCÊ!

Fala pessoal do Coxinha Nerd! Nesse meu primeiro post, trago aqui a resenha do Smartphone Motorola Moto G5, um smartphone por menos de mil reais da famosa empresa. Será que vale a pena? Eu, uma pessoa que está acostumada a usar tops de linha variados, usei um intermediário por dois meses, e o resumo é que esse é um aparelho que poderia usar normalmente, sem muito prejuízo. Não é a melhor câmera que eu gostaria, mas tirei fotos e fiz stories.

Não é a melhor bateria, mas não saio muito de casa e tinha uma tomada por perto. Ou seja, eu poderia usufruir de algo melhor, com certeza, mas um aparelho assim não me trouxe nenhum prejuízo terrível do que já faço por aí.

Design

Mesmo sendo bem parecido, o Moto G5 tem muitas diferenças em relação ao G5 Plus. Pra começar, a traseira tem um pouco menos de metal, e ela pode ser aberta, onde você também pode retirar a bateria. Também por causa disso, não há berços para chips nas laterais, é tudo embaixo do capô.

A câmera não é protuberante, e isso se dá por causa dessa tampa que sai e também pelo fato de o G5 ser um pouco mais grosso que o Plus. São 9,5 milímetros, quase um centímetro, perto dos 7.7 milímetros do Plus.

Mas, assim como o Plus, ele tem uma cara normalzona. Ele até segue a pegada da recente linha Moto Z, dá pra ver por essa boquinha aqui na saída de som e na câmera atrás, mas de resto é um aparelho que eu achei bem comum.

Tem aqui a parte superior e inferior um pouquinho arredondadas, um detalhe Motorola também, mas o sensor aqui na frente não é mais quadrado como os outros, e sim em formato de pílula em baixo relevo. Em cima da tela temos a palavra Moto, sensor e câmera, além da saída de som em que entra alguma sujeira. 

Abaixo também fica o microfone. Chama mais atenção do que no Plus, mas é mais prático aí. Nas laterais temos uma pequena faixa de plástico brilhante junto a uma grande faixa fosca. Do lado direito temos os botões de volume e energia, que inverteram de posição em relação ao G4. Acima temos a conexão de áudio e abaixo conexão micro USB e conexão de áudio.

Atrás é uma placa de metal fosco que pega toda a traseira, deixando ele mais resistente a riscos e evitando aquecimento. Mas, tenho que dizer, apesar de ser guerreiro e ter enfrentado umas três quedas sem quebrar nada, o acabamento sofreu.

Atrás tem um microfone extra, o conjunto da câmera no nível do aparelho (um círculo preto onde fica a câmera, sensores e o flash). Abaixo, o logo Motorola. Ele pesa os mesmos 145 gramas, 10 a menos que o Plus. Uma capinha aqui é importante, pois dá medo de riscar esse conjunto da câmera ao apoiar sobre qualquer superfície, e nunca fica 100%.

No geral, a pegada é interessante, melhor que a do G5 Plus, inclusive. As laterais são arredondadas, e isso dá um conforto bom. Esse aqui é o cinza escuro, mas ele também vem num bonito dourado. Ele possui nanorrevestimento resistente a respingos d’água.

Tela

Visualmente, podemos ver diferença entre o Plus e o G5 pelo tamanho da tela. Enquanto o mais caro tem 5.2 polegadas, esse tem 5. Pode parecer pouca coisa, mas colocando um do lado do outro você vê.

O legal é que, do mesmo jeito, ela tem definição é Full HD, com 1080 x 1920 pixels e 441 ppi de densidade, mais que o Plus. Ocupa pouco mais de 65% do aparelho.

É muito boa com sua proteção oleofóbica e é difícil acumular marcas de dedo, e o brilho ficou na média como uma IPS, o que também proporcionou ângulos abertos de ótima leitura. Tem bom contraste e nitidez, com cores equilibradas, mas não intensas.

Com o teclado, depois de mais de um mês de uso, acabei me acertando. O Gboard e ainda é novo, talvez baste um tempo de correções e adaptações, e ele foi aprendendo com a minha escrita. Erro bem menos do que no começo agora. É bem complicado escrever com apenas uma mão só, mas tem um modo especial para isso.

As molduras ao redor são grandes e os frisos da lateral sobem por sobre a tela e devem proteger minimamente de riscos, o que é bom sendo que aqui não temos Gorilla Glass, apenas um vidro anti risco. Película é sempre indicado.

Hardware e processamento

Sem tanta empolgação ao seu redor, há menos expectativa para o processamento do G5. Ele parece ser o substituto do G4 Play, ainda mais com seu conjunto de processamento sendo uma evolução desse anterior.

Temos chipset Qualcomm MSM8937 Snapdragon 430, CPU Octa-core 1.4 GHz Cortex-A53, GPU Adreno 505 e 2GB de RAM. Você já engole em seco quando ouve esse último número? Sem neuras, é só saber que esse é um telefone intermediário básico.

E, se quer saber, tive um uso muito mais liso com ele do que com o Moto G5 Plus. Provavelmente o processador e o resto do conjunto se dá melhor com esse número de RAM, e tudo foi mais pacífico. Ele reiniciou apps em segundo plano raras vezes.

Mas lidei com alguns travamentos de apps, e um ou outro desligamento deles, mas nenhum reinício do aparelho. Um outro problema, já relatado ser coisa do sistema Android Nougat e que o Bluetooth se liga sozinho algumas vezes, e eu passei por isso diversas vezes. É provável que atualizações melhorem isso, resta saber se a Motorola fará

No geral, então é um processamento legal para redes sociais, pra WhatsApp, pra Telegram, pra tirar fotos, pra Facebook e pra alguns jogos até pesadinhos. Levou bem a multitarefa, não ficou reiniciando os apps. Então é bem decente, só não espere que seja super veloz. 

Nas conexões, traz Wi-Fi 802.11 a/b/g/n dual band, WiFi Direct e Hotspot, Bluetooth 4.2 LE A2DP, LE e EDR, GPS com A-GPS, GLONASS e BDS e micro USB com host. Não tem NFC.

Já nos sensores, são demais: acelerômetro, proximidade, giroscópio, bússola, vetor de rotação de jogo, gravidade, aceleração linear, luminosidade, detector e contador de passos, detector de movimento e muitos outros.

Ele é dual nano SIM e seu slot não é híbrido, conseguindo acomodar os dois chips SIM e o microSD ao mesmo tempo. Traz software especial de gerenciamento, escolhendo qual ligação vai para qual operadora baseado em dados e no seu uso.

O sensor biométrico fica na frente e traz novidades das quais eu falo já já. Funcionou rápida e perfeitamente em quase a totalidade dos casos, uns 97%, em qualquer direção e de qualquer jeito que você coloca o dedo. Dedos úmidos não rolam, mas a vantagem é que ele está maior e mais ergonômico. 

Você pode registrar até 5 digitais. Encostou, ele destrava a tela, lindo. E mais, qualquer dedo, registrado ou não, pode tocar de novo no sensor e travar a tela, só destravando com suas digitais já marcadas depois. Isso praticamente inutiliza o botão de energia.

Sistema operacional

A vantagem da Motorola e seu sistema quase puro é a de ter sistema quase sempre bem atualizado. Aqui é praticamente o caso, já que temos o Android Nougat de fábrica, mas a versão 7.0, que não é a última do Nougat. Mas ainda é bom, e uma atualização para o O é quase certa. Pena que as atualizações de segurança não chegam mais como chegavam antes.

A interface geral teve uma pequena mudança, ficou com ainda menos detalhes, e lembra mais a cara daquela presente na linha Pixel da Google. Principalmente para trazer a gaveta de apps, que agora aparece puxando de baixo para cima na home, sem botão dedicado.

Nela já é mais parecido com outros. Não tem mais o fundo branco, mas ainda temos os 4 apps mais usados. Não há opções de personalização de ordem ou número de ícones, mas ela funciona por rolagem, o que acho muito mais prático para quem tem muitos apps.

A multitarefa é no esquema de abas sobrepostas: você desliga os apps arrastando para os lados ou apertando o botãozinho de fechar tudo aqui em cima. Na mesma janela também fica a multijanela, uma novidade do Nougat, mas ainda não funciona com um número muito decente de apps. A barra de volume que aparece quando apertamos o botão permite ajustar cada tipo de som do sistema.

A barra de notificações funciona assim: uma primeira puxada de cima para baixo mostra informações de data, hora, rede, bateria, perfil e algumas conexões, que podem ser ligadas e desligadas, além das notificações.

Puxando mais uma vez (ou puxando a primeira vez com dois dedos) chegamos aos chamados toggles, os atalhos, mais completos. Entre eles, controle de brilho, WiFi, Bluetooth, dados, não perturbe, chips SIM, modo avião e outros, em duas janelas. E agora podem ser editados. Uma engrenagem lá em cima leva às configurações.

Um menu extra mantendo o dedo na home configura widgets, plano de fundo e rotação, além das janelas. Mantenha o dedo no botão de início em um app ou na home que o Google ativa o Now a um Toque, escaneando os dados da tela e fornecendo informações úteis. A janela mais á esquerda na home traz o Now, também cheio de informações retiradas do seu email, mapas e outros serviços.

Funções especiais da linha Moto

Com o sistema puro, a Motorola deixou as funções especiais no app Moto, já conhecido desde a linha Moto X. Aqui não temos todas, pois o G5 é mais simples, mas ainda são legais.

Em Ações, se você agitar o smartphone duas vezes, liga ou desliga o LED do flash. E se girar o braço, como tchauzinho de miss, a câmera se liga automaticamente. Nos testes, ele continua ativando rápido, mas a câmera demora para aparecer totalmente, e isso incomodou. 

Deslizar o dedo de baixo para cima na tela reduz a área para melhor manuseio com uma mão. Pegar o aparelho silencia a chamada, e virar com a tela para baixo, também, deixando o aparelho em modo Não perturbe.

E há a Moto Tela. Quando você pega o aparelho na mão ele mostra em tela preta indicação de horas, data e bateria, além de círculos especiais. Não é só passar a mão em cima como nos mais caros Moto Z.

E quando você clica nesses círculos, consegue ter um preview ótimo do que está chamando sua atenção. Levando o dedo até esse preview, o app se abre já no que precisa ser feito. Dá também pra controlar a música. Você escolhe quais apps e quais notificações usarão essa função, que acaba sendo viciante.

Mas cadê os botões do sistema? Nem dentro da tela e nem fora dela. Fica tudo no sensor biométrico. Encostar nele com digital cadastrada destrava a tela, encostar demoradamente com qualquer dedo trava ela de novo. 

Com a tela destravada, um toque breve leva até a home, deslizar sobre o sensor para a esquerda é o voltar e para a direita é a multitarefa. Não funcionou 100% das vezes, é verdade, mas é uma função muito interessante, super útil e altamente viciante, fiquei fazendo isso em outros smartphones por um bom tempo.

É uma inovação que deve ir chegando em outros aparelhos e marcas em breve. Ah, e dá pra desligar isso e voltar com os botões dentro da tela, se quiser.

Aplicativos

Ufa, até que temos poucos apps aqui. A Motorola só trouxe 24 deles embarcados, mas o problema é que nenhunzinho deles pode ser desinstalado, apenas alguns podem ser desativados. Somem da gaveta de apps, mas uma parte continua ocupando espaço.

É um pacote bem básico da Google, sem apps como Banca e Games, ou o pacote Docs. Você instala isso se quiser, depois. De diferente mesmo temos o Duo, app de chamadas de vídeo da Google, um app de ajuda da Motorola, um outro que sugere novos apps e o Moto, do qual já falei.

Câmera

A câmera do G5 tem 1 megapixel a mais que o Plus, totalizando 13. Entretanto, possui menos abertura, tendo f/2.0, e mesmo tendo foco automático com detecção de fase, não tem a tecnologia Dual Autofocus Pixel do Plus. No total, isso significa menos luz e rapidez no foco.

Fez fotos de paisagens com cores mais equilibradas que a do Plus, que caem um pouquinho para o amarelo. Mas empastelou e esbranquiçou um pouco mais a imagem. Ainda assim, gostei muito dos retratos, que ficaram com bons detalhes e com cor equilibrada.

O HDR traz mais vida às fotos e melhorou muitas capturas. Mas mesmo com a detecção de fase muitas vezes as fotos saíram tremidas, então tem que prestar atenção e ficar mais parado pra tirar as fotos. Em baixa luz fez capturas com até bastante luz, mas granulou com certa facilidade. 

Para vídeos ela é mais simples, mas quebra um galho também. Tem uma captação de áudio razoável e faz vídeos em até Full HD e também em câmera lenta, fazendo 120fps a 540p. A câmera frontal traz 5 megapixel, 22mm, HDR auto e tem um menos cores do que a traseira. Foi legal nas selfies e fez um bom trabalho no Snapchat e Insta Stories. Mais uma vez, não é um destaque, mas fez o serviço.

O app é o mesmo de outros, simples, feito pra quem não liga pra mil ajustes embora queira se aventurar em um modo manual. A home mostra controles de HDR, flash e temporizador de um lado e virar câmera, obturador e escolha de modo do outro.

Puxar da esquerda para direita abre a configuração, onde você ajusta som de captura, câmera instantânea, tamanho de foto e vídeo e poucas outras coisas. O botão de modo revela as coisas legais: foto, vídeo, panorama, vídeo em câmera lenta e modo profissional.

Esse último é tipo o manual e, embora não seja completo como aparelhos mais potentes como S7, traz coisas boas como controle de foco, balanço de branco, tempo de abertura (de 1/6000 a 1/3 de segundo – poderia ter de 3 segundos, ou até uma abertura B), ISO (100 a 3200) e compensação de branco.  

A interface pode ser simples ou em círculos, mais parecido com uma câmera profissional e um pouco mais didático. O círculo central, como sempre, além de determinar onde está sendo feito o foco, tem ajuste e iluminação também.

Som e mídia

Já faz muito tempo desde que o Moto G perdeu o estéreo, mas vou continuar batendo nessa tecla. Bons tempos. Mas, ainda assim, aqui nessa quinta geração temos som frontal, que eu aprecio, pois incomoda menos em cima de uma mesa e tem menos espaço para entrar sujeira.

Se o G5 Plus consegue ser melhor do que o Moto Z, o G5 é bem mais simples no caso do áudio externo. É um bom áudio, pouco jogado para os agudos, mas ao meso tempo é bem baixo. Tem uns detalhes ok, mas realmente é baixo e isso é uma deficiência. 

Os fones são os mais simples possíveis da Motorola. Como esse não é o aparelho mais barato da marca, esperava-se algo um pouco melhor. Eles não são horríveis, uma pessoa que não é super preocupada com qualidade de áudio e só quer algo pra ouvir música ou TV em paz não vai ter problemas.

Os fones são mesmo bem básicos. Não tem uma amplitude muito boa e reproduzem o tal som de latinha. Também não são muito altos. Espero que em uma próxima geração, venham melhores. E como a Motorola mudou a estratégia dessa vez, o Moto G mais barato não é o que tem TV Digital, e isso ficou com o G5 Plus.

Bateria e armazenamento

São 2800 mAh que se não são os mais potentes, ao menos são removíveis. Seu uso normal chegou a umas 16 horas em média, 8 a menos que o Plus. Isso com mais de uma hora de jogo, mensageiros, música e Instagram, sempre no WiFi. 

No PCMark, que estressa o aparelho em uso pesado, ele marcou 7h18, e de tela ele fez uma média de 4h41, com máximo de 5h43, umas duas horas abaixo do Plus. Ou seja, não é nada horrível, dá pra passar um dia tranquilo com ele, mas não é nenhum destaque.

Ele recarregou 17% em 15 minutos, 32% em meia hora, 64% em uma hora e tudo em 2h10. Ele tem carregador rápido (não turbo) na caixa.

O armazenamento foi suficiente. São 32GB oficiais que viram 23GB depois do que é colocado de fábrica no aparelho. Dá para entupir de apps e arquivos como fotos. E ainda tem um slot para micro SD, não híbrido, exclusivo, que aceita mais 256GB.

Na caixa do Moto G5

Conclusão

A favor:

  • Sensor biométrico com funções extras;
  • Bom processamento para seu conjunto;
  • Custo benefício interessante.

Contra:

  • Fones de ouvido ruins;
  • Sem TV Digital;
  • Som externo baixo.

O Plus eu usei por um mês, e o G5 aqui eu usei por uns 2 meses. Mais uma vez, é um aparelho que eu usaria sem muito prejuízo. Eu curto uma câmera superior e uma tela maior, mas consegui usar esse para o que eu mais faço, Stories, WhatsApp, Telegram e jogos casuais.

Ele é simples em processamento e câmera. Vai servir bem pro usuário comum, pra quem chega na loja e só quer um aparelho que funcione. Estando na faixa de preço dos R$800 em lojas virtuais, é um bom custo benefício.  

O G5 é legal, e o sensor biométrico com mais funções é realmente viciante e vale a pena, mas não há nada muito além disso. É um bom smartphone para compra, mas como novidade, não é impactante, apenas isso.

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Stella Dauer
por

Stella Dauer

Uma nerd amnésica que esquece o nome de personagens, mas nunca dos atores! Curte demais video games dos mais divertidos, ama o Wii e o Mega Drive que têm. Criadora de conteúdo, fala muito sobre tecnologia, mesmo sendo designer por formação. Mãe do Pombo Pi e do Doge.

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