“Veneno – Sexy, sarcástico e de prender a respiração! Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos”. Foi isso que me chamou tanta a atenção (afinal, sou fã confessa de Contos de Fadas e OUAT), ainda mais uma provável releitura, coisa que também muito  me interessa, pois é muito interessante ver recriações modernas de algo tão antigo. Mas, ter uma ideia interessante e conseguir passar para o papel são duas coisas completamente diferentes… Vamos logo ao post e vocês entenderão o que eu quero dizer! Vamos lá…

As expectativas

Não, as expectativas não foram, e nem de perto, atendidas. O primeiro livro da Saga Encantadas de Sarah Pinborough, Veneno, prometia algo que interessaria pessoas que gostam de Contos de Fadas, só que não… Com uma narrativa muito pobre (já já falo disso melhor), a autora tentou “adultizar” os Contos, além de dar esse “quê” de mistura como o OUAT faz, mas, o que ela realmente conseguiu foi fazer um pastiche muito vulgar (não só no sentido de conexões paupérrimas entres os contos, mas vulgar no sentido de “não sei ser sexy, então me torno rude, grosseira), e bom, uma história meio sem fundamentos, com cenas de sexo gratuitas.

O enredo

A autora tento fazer um enredo adulto para um conto de fadas (no caso do livro Veneno, é sobre a Branca de Neve) e para isso, colocou cenas de sexo tão altamente descritivas, que até me pergunto se ela se inspirou em 50 tons de cinza para escrever. Mas nem se anime! Porque não, essas cenas não foram bem feitas. Na tentativa de desenvolver um conteúdo sensual (o que eu não tenho nada contra), o enredo mostra descrições de atos sexuais muito vulgares, inclusive, o livro começa com uma cena dessas entre a Rainha Má e o Rei, pai de Branca, o que já me fez arrastar a leitura até o fim.

Enquanto as misturas de contos (coisa que  entendo que ela tentou tirar de OUAT), uma coisa eu admito: o fato de ter colocado a Bruxa da casa de doce de João e Maria como bisavó da Rainha Má, inclusive ela a ajuda com a maçã e tudo mais, mas tudo ficou muito vazio. O rei vai para a guerra, e o livro termina sem dar um parecer se ele voltou ou não, ela também TENTOU inserir o Aladdin na trama, fazendo um capítulo completamente desconexo com o enredo, em que ele é um menino de 14 anos, que mora na lâmpada, e que fica procurando objetos mágicos para a Rainha.

A Branca de Neve tem uma beleza extraordinária, assim como a Rainha. Mas enquanto a Rainha é toda contida e controlada, Branca de Neve é seu oposto. O caçador se interessa (e fica) pela Rainha, pela Branca (mas não fica), vira um rato (literalmente) e termina o livro assim. A Branca é envenenada pela maçã, mas na verdade a maçã ficou entalada na garganta, fica no caixão de cristal, aparece um ferido, um príncipe (com “valores” tradicionais e machistas), se apaixona por ela, mesmo desmaiada, ainda mais por um anão que fez uma outra imagem de quem é ela, e acaba envenenando Branca novamente, pois ele queria a imagem de expectativa que criou dela e não a de verdade.

Considerações finais

Enfim, o livro não fez jus a nenhum momento ao se comparar ao Once Upon a Time, muito menos com o Grimm, o que elaconseguiu fazer nesse livro, foi simplesmente mostrar uma face mais maledicente das pessoas (neste caso, nem precisava ser personagens de Contos de Fadas), que não condiz nem um pouco com os contos originais (sabe-se que os originais, não eram histórias fofinhas como hoje em dia), cenas desnecessárias e ainda me pergunto em que isso acrescentou na minha vida… Desculpem o desabafo, mas realmente não funcionou! Espero que comentem o post e até a próxima!

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