Olá Coxinhos! Para o segundo dia da minha Semana Animada, resolvi lhes falar sobre o Reino Escondido. O filme (cujo título original é Epic), foi baseado livremente no livro infantil The Leafman and the Brave Good Bugs do escritor americano William Joyce, escrito em 1996.

 

O filme conta a história de Mary Katherine, ou MK, (interpretada por Amanda Seyfried, de Mamma Mia), uma adolescente filha de um cientista que, através da magia da rainha da floresta, acaba encolhendo e sendo levada para um mundo de minúsculas criaturas da floresta chamadas Leafmen.

 

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Esses Leafmen são guerreiros que lutam montados em pássaros e cuja principal função é proteger a rainha da floresta, a Rainha Tara (interpretada pela Beyonce Knowles) e a floresta como um todo dos Boggans, criaturas sujas e vis que moram no pântano e cujo principal propósito é a destruição da floresta. Mas os Leafmen falham eu sua missão e a rainha é morta. Mas não sem antes ter escolhido a flor que, ao desabrochar, se tornaria a nova rainha da floresta.

 

O problema é que é necessária uma série de requisitos para que a flor desabroche da maneira adequada e caberá à MK proteger essa flor dos Boggans e garantir que tudo ocorra de acordo com os rituais. Para tanto, ele contará com a ajuda de Ronin (interpretado por Collin Farrell) o líder dos Leafmen, um homem rígido e com o senso de humor de uma pedra, e Nod (Josh Hutcherson, o Peeta dos Jogos Vorazes), um ex-Leafman de bom coração mas com um problema de atitude em relação à autoridade alheia.

 

O filme é dirigido por Chris Wedge, que, antes de Reino Escondido, dirigiu Robôs (2005) e o primeiro A Era do Gelo (2002). Ambos filmes muito bons, que fizeram enorme sucesso de bilheteria.

 

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Visualmente, Reino Escondido é de tirar o fôlego. Os cenários são muito bem construídos, os movimentos perfeitos e a ambientação é o suficiente para deixar qualquer um de queixo caído. As florestas são lindas e agradáveis, enquanto os pântanos são verdadeiramente opressores e sombrios.

 

Mas, se desconsiderarmos os gráficos, o filme não é nada especial. Ele não é um filme ruim. Muito pelo contrário, ele é uma aventura divertida que fala da batalha entre o bem e o mal. Ele diverte e entretém pelo tempo que nós passamos assistindo mas, de modo geral, não trás nada de novo a mesa.

 

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Nod é um personagem com problema de atitude, que não respeita seus superiores, confiante demais para o seu próprio bem e que nunca acredita que nada possa dar errado com ele. E Ronin é o exato oposto disso. Essa dicotomia já foi explorada inúmeras vezes nos filmes e animações e, no caso do Reino Escondido, acabou se tornando previsível. Além disso, o romance entre Nod e MK é enjoativamente obvio.

 

Ainda assim, o filme é uma obra prima visual e até seu roteiro um tanto previsível não é o suficiente para estragar a experiência de assisti-lo. Ele pode não trazer nada de muito novo para a mesa, mas pega o que já foi feito e cria uma história bonita e cativante, que vale a pena ser vista.

 

Perfil Bruno

Bruno Machado

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A favor dos nerds e contra a tirania dos kibes.
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