Reflexão: Em que mundo nós estamos?

-por , em 25/11 -
Reflexão: Em que mundo nós estamos?
Reflexão: Indignação é o único sentimento que conseguimos ter com algumas matérias sobre absurdos no mundo em que vivemos… Uma delas, muito conhecida entre todos os países já desenvolvidos, é a falta de respeito com meninas e adolescentes Afegãs. Elas sofrem com abusos sexuais, emocionais e intelectuais e ainda assim são consideradas culpadas pela justiça local. Acho que está na hora, quer dizer, já passou da hora desse absurdo acabar, não acham? Enquanto muitos se preocupam com besteiras e frescurinhas de seus países, crianças e mulheres morrem diariamente com maus tratos. Veja só: Afegã é condenada a 12 anos de prisão por ter sido estuprada (OPERA MUNDI 24/11/2011 12h45)

A afegã Gulnaz, de 21 anos, enfrentou um duro dilema recentemente. Ela precisou escolher entre permanecer na cadeia cumprindo uma pena de 12 anos por ter sido estuprada por um homem casado ou se unir ao agressor, o que lhe garantiria a liberdade. Pensando na filha de dois anos, que nasceu após o estupro, Gulnaz escolheu a segunda opção.

Conforme contou à rede CNN, a afegã foi violentada pelo cunhado quando tinha 19 anos. “Ele estava com roupas nojentas, porque trabalha na construção civil. Quando minha mãe saiu, ele foi até a minha casa e fechou as portas e as janelas. Eu comecei a gritar, mas ele me calou, tapando minha boca com as mãos”, descreveu Gulnaz.
A garota preferiu não denunciar o agressor, com medo de represálias, mas poucas semanas depois descobriu que estava grávida e o segredo foi revelado à família. Gulnaz foi julgada por adultério e condenada a 12 anos de prisão, assim como o cunhado.
No Afeganistão, uma mulher somente recupera a honra e a liberdade após um estupro ou adultério caso se case com o criminoso. O casamento legitimaria Gulnaz e a filha na sociedade afegã, de acordo com a reportagem da CNN.
Nesta quarta-feira (23/11), porém, um tribunal de Cabul aceitou somente reduzir a pena de Gulnaz, de 12 para três anos, alegando que ela “demorou demais” para prestar queixa contra o cunhado. O porta-voz do procurador geral da capital afegã, Rahmatullah Nazari, disse à CNN que a investigação concluiu que o sexo foi consensual, por isso Gulnaz foi condenada por adultério.
“Gulnaz alega que foi estuprada. Mas devido ao fato de que ela reportou o crime somente quatro meses depois, não conseguimos encontrar nenhuma evidência do ataque”, afirmou Nazari.
Eu sei que não podemos fazer muito por essas meninas, não somos influentes nem nada… Mas podemos conscientizar as pessoas com o que sabemos que acontece na esperança de que algum dia, uma pessoa que possa agir, resolva intervir a favor delas. Só nos resta torcer…
Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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