Depois do fim de Harry Potter, fiquei muito pensativa sobre a real representação de Lord Voldemort, sobre o que ele significou na história e qual era realmente seu objetivo. Aparentemente não fui a única, em entrevista cedida à Newsweek, o ator Ralph Fiennes, intérprete de Lord Voldemort falou um pouco sobre como vê o personagem com quem conviveu ao longo desses anos.
Ao receber o convite para interpretar Lord Voldemort, Fiennes não tinha certeza se aceitaria essa jornada devido ao ‘ar demoníaco’ e a ‘força malígna’ que o personagem representava no mundo de J.K. Rowling. Sua estratégia foi encontrar o lado positivo do Lord das Trevas. De acordo com Fiennes “Lord Voldemort era órfão e negou qualquer tipo de afeto dos pais ou o amor, então ele era isolado desde muito cedo”.
“Mas eu sempre acho que tem que haver a possibilidade do lado bom em alguém também. Poderia ter sido reprimida, suprimida ou de alguma forma distorcida depois que ele foi realmente danificado”, completou. Dessa forma, Fiennes afirma que passou a entender a solidão de Voldemort por ele nunca ter tido uma vida amorosa ou pessoas que realmente gostassem dele, não sabendo portanto, o significado da palavra amor.
Fiennes estudou por muito tempo o personagem e procurou nas páginas dos livros da J.K. palavras que descrevessem os traços da personalidade de Voldemort. Como Fiennes precisou alterar seus próprios traços físicos para interpretar o Lord das Trevas, a “entrada” na vida do personagem ficou mais tranquila, não era ele, e ele tinha noção do ‘portal’ que dividia a vida e a personalidade de Ralph Fiennes da vida e personalidade de Você-Sabe-Quem.
Era necessário que Finnes mantivesse seus cabelos raspados, as unhas exageradamente grandes e suas maquiagens eram as mais demoradas, mais de duas horas para trazer Lord Voldemort à vida.
Apesar de todo o esforço e reconhecimento na interpretação de Lord Voldemort, Fiennes afirma que não sente falta do personagem. “Eu tenho a sensação de conclusão. Todos queriam ver o grand finale. Alguns atores gostam de evidenciar os chamados ‘bad guys’, mas você quer ser um ser humano antes de tudo. Todos têm potencial para serem corrompidos. Todos”, finalizou.
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