“Quarto é a mais rara das entidades: uma obra de arte inteiramente original. É com a intenção de fazer o supremo elogio possível que afirmo ser incapaz de compará-lo a qualquer outro livro. Basta dizer que ele é potente, sombriamente belo e revelador”Michael Cunnighan, autor de As horas“Eu nunca li um livro mais intenso […] Quanto ao doce, inteligente e divertido Jack, eu queria arrancá-lo do livro e nunca mais deixa-lo ir embora. Com ele, Donoghue criou a voz mais singular e adorável da ficção do século XXI.”Daily Mail.

Quarto é uma obra sensível e emocionante que ensina como o amor é capaz de vencer qualquer barreira. A íntima relação de cumplicidade entre Jack e sua Mãe é o que move o livro e faz com que ambos os personagens consigam suportar, de forma criativa, o cárcere em um quarto com menos de 10 metros quadrados. Narrado por Jack, um garoto esperto de cinco anos, Emma Donoghue escreve uma obra profunda, inspirada no caso Josef Fritzl. O ponto de vista do menino ameniza os horrores do sequestro e proporciona uma visão original e expansiva do mundo. Durante a história, Jack, que nasceu em cativeiro, precisa assimilar todas as coisas que existem “Lá fora” do Quarto.

Sucesso de público e crítica em todo o mundo, o romance é considerado uma verdadeira obra-prima. Ganhou o título de melhor livro pelo New York Times e pelo Independent. “Quarto” é um romance que choca ao mesmo tempo em que cativa e mostra a complexidade do ser humano. Para ingressar melhor no universo infindável de Jack, Donoghue usou a experiência com seus filhos: “Tudo o que eu posso presumir é que ter filhos preparou o terreno para que eu escrevesse ‘Quarto’ porque eu já havia passado quatro anos pensando em crianças, em como elas são diferentes dos adultos, e em como ser mãe representa uma ruptura e uma mudança de vida”, afirmou.

A autora também se aprofundou em pesquisas sobre sequestros e casos sobre crianças que cresceram longe do contato com a sociedade. “Li coisas que preferiria esquecer. Complementei minhas pesquisas explorando todos os tipos de configurações familiares que pudessem ter alguma relação com o que Jack vivia: a ‘relação mãe e filho’ nas prisões da Escandinávia, adoções internacionais, crianças refugiadas, filhos autistas… Imaginei que tudo isso fosse me ajudar a entender exatamente quais as experiências Jack teria no Quarto, quais os objetos ele teria contato e quais ele só veria pela televisão: tudo o que se passava em sua cabeça. Então foi fácil descobrir como Jack reagiria às novas descobertas. As crianças são assim, elas estão constantemente encontrando coisas e regras na nossa sociedade que elas acham estranhas”, confessou.

Quarto

A adaptação para o cinema, cujo roteiro é de autoria da própria Donoghue, também colhe ótimas conquistas. O filme, cujo título adaptado é “O Quarto de Jack”, chega aos cinemas brasileiros no dia 18 de fevereiro com um Globo de Ouro de melhor atriz para Brie Larson por sua interpretação como a Mãe, além de quatro indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e melhor roteiro adaptado. Dirigido pelo irlandês Lenny Abrahamson, o longa-metragem tem Jacob Tremblay como Jack, Joan Allen como Nancy e Sean Bridgers como Velho Nick.

Emma Donoghue nasceu em Dublin, é escritora de ficção contemporânea e histórica. Seus romances incluem Slammerkin, The Sealed Letter, Landing, Life Mask, Hood e Stir-fry. Emma mora em London, província de Ontário, Canadá.

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