A REVOLTA!

Ao longo dos anos, foram desenvolvidas uma série de produções envolvendo animais vingativos. Em 2015, o livro de James Patterson e Michael Ledwige, Zoo, ganhou sua adaptação para uma série televisiva. A premissa não muito difere da de Primal, mais novo lançamento de Nicholas Cage nos cinemas. E embora sempre fictícias, nos perguntamos quanto tempo ainda falta para começarmos a sofrer as consequências de nossos atos.

Zoo trazia um grupo de cientistas das mais diferentes áreas, lidando com animais enlouquecidos e sanguinários, que resolveram pedir vingança. Em Primal, ainda sem data de lançamento no Brasil, o protagonismo está em Cage, um conhecido caçador de espécies raras.

Primal

Logo no começo do filme, fãs brasileiros irão se surpreender com uma música em português, que introduz a trama. Frank Walsh, personagem de Cage, dedica sua vida a proteger animais capturados na Floresta Amazônica. Não demora, porém, para o espanhol surgir em meio a tribos brasileiras. Anos se passaram e ainda temos esse pequeno problema de comunicação, que nada atrapalha no desenvolvimento do longa.

A trama

Walsh está trabalhando em um projeto com alguns zoológicos norte-americanos. Alguns dos animais que está investigando apresentam comportamento violento ao extremo, diferente do que todos já viam. Em uma de suas trajetórias Amazônia – Estados Unidos, Walsh pega carona em um enorme navio cargueiro.

Ele ainda não sabia, mas o mesmo estava sendo usado para fazer a extradição de um notório assassino de volta para os Estados Unidos. Animais violentos e um assassino perigoso dentro do mesmo lugar não são, certamente, o que Walsh imaginava para sua viagem.

Loffer

Richard Loffer, interpretado por Kevin Durand, está disposto a tudo para fugir. Sem escrúpulos e com sangue nos olhos, o assassino usa o cenário em que se contra a seu favor. Todo e qualquer lugar no cargueiro se torna uma bomba relógio, com animais engaiolados e sem um estudo prévio. Era tudo que Loffer precisava para distrair aqueles responsáveis por mantê-lo preso.

Walsh só quer chegar em casa, salvo. Loffer precisa pisar nos Estados Unidos e não pretende fazer isso com algemas nos punhos.

O filme

A premissa de Primal é boa, embora batida e sem grandes novidades. Nicholas Cage não está em seus melhores papéis, mas isso deve ser atribuído ao roteiro fraco. A inserção de Loffer na trama tira o foco do objetivo principal da produção. Logo esquecemos os animais, que surgem apenas em momentos oportunos como feras sanguinárias. A produção logo se perde e vira um filme de perseguição tradicional.

Além de Cage, outros nomes do entretenimento atribuem tramas paralelas a inicial. Um possível relacionamento entre Walsh e a personagem de Famke Janssen é ensaiado, mas a falta de química é tanta, que não deve ser considerado. Michael Imperiolli e LaMonica Garrett ganham seus momentos de destaque, mas sem entregar algo extraordinário.

Ao final, todo o elenco traz o que o filme precisa, com um enfoque especial em Nicholas Cage. Primal não é um filme ruim, apenas clichê e sem surpresas. O longa torna-se mais um e não será lembrado no futuro.

Primal ainda não tem data de lançamento no Brasil.


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