De uns tempos para cá só se fala em filmes 3D nos cinemas, aliás, chega a ser enjoativo de tanta propaganda! Quem começou com essa historinha e despertou o interesse de todos os estúdios foi nosso querido James Cameron com Avatar. O sucesso internacional do filme e o lucro com bilheterias girando em torno de US$ 2,7 milhões fez com que boa parte dos grandes lançamentos decidissem por adotar a nova tecnologia também. O problema não é evoluir para novas tecnologias, o problema é que, na pressa de apresentar resultados em três dimensões, o resultado final que chega ao espectador não é satisfatório.

Podem apontar o dedo e culpar nosso amigo James Cameron, ele que despertou essa “corrida maluca” em busca do lucro compulsivo. Como tudo na vida, não basta querer ser igual a alguém de sucesso, você tem que se fazer uma pessoa de sucesso também. James Cameron desenvolveu uma câmera na qual é possível acompanhar, em tempo real, o resultado obtido por cada uma das lentes já em 3D e essa dedicação para ter um resultado estonteante como o de Avatar, faz com que o diretor não fique satisfeito com os resultados vistos por aí…

Cameron diz que a conversão de projetos de 2D para 3D, sem planejamento algum, está conseguindo matar a qualidade da nova tecnologia e pode chegar, em um longo prazo, a dar tiro no pé da indústria cinematográfica. Quer um exemplo? Piratas do Caribe 4, extremamente esperado pelo público, teve suas críticas voltadas para a péssima qualidade da imagem em 3D apresentada no cinema. Além disso, o resultado não agradou ao público que teve que pagar um preço mais alto do que o normal para assistir um pseudo-3D.

Explicando — Sem planejar, não existe 3D! Um filme criado em três dimensões exige uma linguagem diferenciada da comum. O que isso significa? Posicionamento de câmera e composição de cena, fazendo com que os elementos em primeiro plano sobressaiam nesta nova dimensão, criando uma sensação de profundidade maior e, consequentemente, fazendo com que o espectador assista tudo em 3D. De qualquer forma, até mesmo as filmagens realizadas com a tecnologia 3D disponíveis não são satisfatórias — no sentido de qualidade de imagem — ainda são percebidas imagens com pouca nitidez e leves deformações.

É de comum acordo que os mais beneficiados na era do 3D são as animações e os games por serem desenvolvidas integralmente no computador, com maior parte do processo ocorrendo sem a necessidade de captação de imagens. Por se tratar de imagem tridimensional, ampliar ou reduzir os efeitos de profundidade de campo é um processo mais simples e que necessita de menos correções do que o sistema adotado para conversão de imagens reais.

Infelizmente ainda teremos muitos filmes no cinema, nas televisões e nos celulares anunciados em 3D. As empresas, buscando o lucro com a novidade, já estão desenvolvendo produtos para suprir esta demanda. O que devemos saber é que não existe, de fato, produtos de qualidade em 3D, o que temos no mercado atualmente são “quebra-galhos” tridimensionais. O que você acha da exibição em 3D nos cinemas nacionais? Já assistiu em outro país e acha diferente? Comente tudo aqui embaixo! Beijos!