O poder de influência dos games e de outras coisas que ninguém lembra nessas horas!

-por , em 13/08 -
O poder de influência dos games e de outras coisas que ninguém lembra nessas horas!

Hello! It’s me, Greg! Aqui vai mais um artigo após dar várias cabeçadas em alguns tijolos e enriquecer ilicitamente, mas isso não vem ao caso. Irei falar um pouco sobre a influência dos games em nossas vidas, assunto que novamente veio à tona devido ao caso de um garoto jogador de Assassin’s Creed estar sendo acusado de ter matado os pais e em seguida se matado. Mas antes deixa terminar de tomar meus suplementos à base de cogumelos pra ficar bombadão.

Falando sério agora, e primeiramente deixando claro que a opinião a seguir é totalmente pessoal e talvez não expresse a maneira de pensar do restante da equipe deste blog:  ao entrar neste assunto do  “poder de influência dos games”, temos os que provavelmente nunca se deram a oportunidade de salvar uma princesa na vida (seja a Peach ou a Zelda) e atiram todas as pedras sobre os games, e lógico, temos os jogadores, que defendem com unhas e garras a livre circulação de games alegando que os mesmos não são responsáveis por atitudes tomadas por certas pessoas. Eu tenho apenas uma coisa a dizer (e argumentarei sobre ela a seguir). SIM, OS GAMES INFLUENCIAM, e isso é proposital. Caso contrário, franquias como Assassin’s Creed não fariam o sucesso estrondoso que fazem.

Games são feitos para divertir, relaxar, e até aumentar a cultura, mas não devemos esquecer que são produtos e foram feitos para gerar lucros. Um jogo muito bom irá fazer com que o jogador invista mais nele, seja em continuações, em dlc’s, em acessórios, e por aí vai. Sim, isso é influência. Para cada compra que você faz há motivos que te influenciaram à comprar aquilo e não outra coisa. Quem nunca ouviu falar de gente que deixa de comprar algo mais importante no momento para adquirir um lançamento de uma franquia famosa? Se não fosse a influência, a compra poderia ser adiada para quando fosse possível. Falo isso por experiência própria hem! Mas esse caso ainda não é nada grave.

O poder de influência sobre uma pessoa não vem daquilo que está agindo sobre ela (no caso os games), e sim da própria pessoa. Quem se deixa influenciar por um game pode ser influenciado por qualquer outra coisa, seja um programa de tv, um filme etc e certamente há uma infinidade de coisas por aí capazes de nos influenciar sem ao menos percebermos, através do nosso subconsciente.

poder de influencia dos games

As proporções que isso pode tomar dependem de uma série de fatores que fica até meio complicado de citar todos, mas os principais deles são a educação familiar, o cotidiano, a convivência com outras pessoas, entre outros. No caso do garoto, com uma família de PM’s da qual ele certamente sabia de histórias que envolvem violência de proporções muito maiores do que as apresentadas no jogo em questão, e que segundo familiares, queria seguir a mesma carreira dos pais estando ciente de tais condições, ouso dizer que um jogo como Assassin’s Creed não teria nada de “anormal” para mostrá-lo

O jogo em questão é taxado para maiores de 18 anos pela PEGI (assunto que prefiro não tratar agora devido à complexidade do mesmo), e apesar disso o garoto usava como foto de perfil no Facebook uma imagem de Ezio Auditore, protagonista da série, e se usava, certamente foi porque adquiriu certa admiração pelo personagem enquanto jogava, a ponto de se passar pelo mesmo “virtualmente” falando. Obviamente eu posso me passar por um personagem fictício numa rede social, mas no mundo real a coisa é outra. [Clique nas imagens abaixo para ampliar].

assassins creed

assasins creed

Sugiro à mídia que ataca os games que analise todos os usuários que usam fotos de personagens fictícios e comparem as vidas dos mesmos com as dos personagens. Nesse caso eu nem seria encontrado, pois ou estaria quebrando câmeras de segurança pela cidade e agredindo qualquer um que passasse com uma lata de refrigerante na minha frente, ou estaria no limbo enfrentando uns demônios por ter usado a foto de Dante no twitter enquanto zerava o último game da franquia Devil May Cry. Exemplos do que várias pessoas estariam fazendo por aí caso os games tivessem tal poder de influência não faltam, e alguns são até divertidos de ler pelas redes sociais afora.

Concluindo, os games influenciam sim, ao meu ver. Mas apenas um game não irá fazer uma pessoa tomar atitudes violentas. Outros fatores que nessas horas são esquecidos pela sociedade fazem isso. E são esses fatores que precisam ser tratados, ou alguém aí acha que apenas tirar o videogame de uma criança com tendência à ser violenta irá deixa-la mais calma?

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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