Pathfinder: encontrando o caminho do bom RPG

-por , em 20/06 -
Pathfinder: encontrando o caminho do bom RPG

 

Sério que ainda tem algum coxinho aí que não tenha percebido que eu adoro Pathfinder? Acho que não, né?! Vou contar o por quê então. Bem, eu iniciei meus jogos há 15 anos com o bom e velho Dragon Quest. Em pouco tempo, migrei para o d&d, a primeira edição. Desde então, venho passando de edição em edição acompanhando e aceitando as mudanças. Mas aí, surgiu uma 4ª edição em meu caminho.

 

Sim, eu detesto a quarta edição. São pouquíssimas boas ideias para uma destruição quase completa da estratégia de batalha, diminuição da importância da interpretação e poderes excessivos desde o 1º nível, os quais, simplesmente, eliminam a necessidade de pensar durante a batalha. Bem, já que a graça da batalha (para mim, pelo menos) e a importância da interpretação foram praticamente eliminadas, só sobrou um jogo que é uma imensa perda de tempo.

 

Deve ter alguns adeptos do sistema aí querendo me queimar vivo agora. Enfim, se fosse no 3.5, vocês precisariam de estratégia para isso, afinal, poderia ter alguém na sala seguinte à espera de vocês. Mas, na 4ª edição, podem ir lançando poderes aí sem dó que eles são ilimitados. Escolham os 3 atributos bons que vocês têm para me destruir e deixe os outros 3 de lado. Afinal, qual a utilidade de inteligência quando se tem destreza, ou qual a utilidade de força quando se tem constituição e, o mais engraçado, qual a utilidade de sabedoria quando se tem carisma? Sim, eu odeio a 4ª edição e eu vou falar (mal) mais dela quando tiver a oportunidade.

 

Por estas e outras, desta vez, migrei para o Pathfinder. E foi, devo confessar, uma bela escolha.
O Pathfinder é um d&d 3.5 bastante melhorado. As manobras de combate ganharam regras mais claras e eficientes. Algumas magias mudaram para melhor. Os talentos foram reorganizados e separados por árvores, algo muito mais eficiente. As classes se tornaram mais equilibradas e mais necessárias, digamos assim.

 

Por exemplo, no d&d, se você deixasse de ser clérigo para continuar a evolução com uma classe de prestígio de conjuração divina, perdia muito pouco. Para ser exato, apenas sua capacidade de expulsão de mortos-vivos sofria diminuição. No Pathfinder, o clérigo evolui nível a nível como as demais classes. Deixar de ser um clérigo tem um custo bem maior. Até o bardo, acreditem, tornou-se uma classe, do ponto de vista prático, útil. Esta classe sempre foi muito interessante para a interpretação e quase nada para a batalha. No pathfinder, tanto o bardo clássico como suas variações apresentam grandes qualidades de batalha.

 

O único grande defeito do Pathfinder é um que todos os outros rpgs que eu conheço também possuem: ele não foi pensado para níveis épicos. Em níveis acima do 15º, o Pathfinder encontra sua fraqueza e tem que ser adaptado pelo mestre. Mas este problema há de ser solucionado, estou certo disso.
O Pathfinder é o caminho para encontrar o bom RPG.

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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