Olá, tudo bem? Resolvi começar aqui uma coluna sobre viagem no tempo, sobre conhecer cidades, museus, locais históricos desse nosso país que tem muita cultura linda para nos oferecer. Espero que tenham gostado do primeiro post, espero que gostem do segundo e que nos enviem muitas sugestões para novos posts por aqui! Adoraremos a participação de todos!

Hoje vou falar um pouquinho sobre um passeio que muitos turistas e muitos cariocas não conhecem na cidade do Rio de Janeiro – A Ilha de Paquetá. Uma ilhota bem no meio da Baía de Guanabara que, além de muito romantismo e história, tem a nos oferecer bastante cultura e descontração para todas as idades. Paquetá é um bairro compreendido pela Ilha de Paquetá e por outras pequenas ilhas no interior da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O local é considerado um tradicional e pacato recanto turístico da cidade do Rio de Janeiro, a poucos minutos do grande centro e com segurança e tranquilidade que atraem visitantes nacionais e estrangeiros em busca de divertimento e relaxamento. A Ilha do Brocoió (também faz parte de Paquetá) é unicamente ocupada pela residência oficial de férias do governador do estado do Rio de Janeiro.

O local fica a pouco mais de uma hora de barca do centro do Rio de Janeiro e é um isolamento cultural. Longe da violência, do trânsito, da poluição, o bairro é o destino ideal para um passeio de fim de semana ou alguns dias de suas férias. O passeio por Paquetá é uma viagem no tempo em si, existem muitas chácaras na ilha que preservam o estilo do período colonial, moradores andando em charretes, trenzinhos, barcos e bicicletas. As ruas são de saibro com árvores centenárias em desalinho, o que dá um charme totalmente especial ao ambiente.

A Ilha de Paquetá foi descoberta pelos europeus em 1555, pela expedição francesa fundadora da França Antártida. No entanto, a ilha já era habitada pelos índios tupinambás, que também viriam a ser conhecidos como tamoios. Eles chamavam a ilha de Paketá, que significa muitas pacas. Somente em 18 de dezembro de 1556, o rei francês reconheceu a descoberta de André Thevet, cosmógrafo membro da expedição francesa, sendo esta a data até hoje considerada como aniversário da ilha.

Com a vitória dos portugueses contra os franceses, a ilha passou para o controle dos vencedores, que, em 1565, mesmo ano da fundação da cidade do Rio de Janeiro, a dividiram em duas sesmarias [instituto jurídico português que normatizava a distribuição de terras destinadas à produção]. Em 1697, foi construída a Capela de São Roque, padroeiro da ilha. Durante a Revolta Armada, em 1893, a ilha foi ocupada durante seis meses pelos marinheiros sublevados, o que ocasionou diversos prejuízos para a população local.

Para chegar em Paquetá é muito simples, as barcas saem diariamente da Estação das Barcas na Praça XV, centro do Rio de Janeiro. O percurso leva em média 70 minutos e pode ser muito bem aproveitado com fotos da cidade maravilhosa. O custo é uma pechincha, apenas R$ 4,50 por pessoa, e eu fico pensando como pode ainda existir carioca que não conhece Paquetá. Para informação de horário das barcas, clique aqui e leia um pouquinho mais a respeito. Outro site interessante sobre roteiros de passeios em Paquetá é o Paquetaense, vale a pena dar uma conferida.

Para quem gosta de história, na Praia da Moreninha você pode ver a casa onde foi gravada a minissérie da Globo inspirada no romance A Moreninha de Joaquim Manoel de Macedo, um local para reviver alguns de seus sonhos de infância e adolescência, uma delícia de passeio. Nesta mesma praia, os moradores da ilha costumam comemorar o Réveillon com queima de fogos. Para quem curte, além de cultura e relaxamento, de um bom passeio gastronômico, Paquetá também oferece boas opções. Os pratos mais típicos e encontrados na ilha são: Costela de porco, aipim, jiló, pedaços de frango, linguiça, carne assada e tantas outras iguarias que compõe o cardápio popular. Nos botequins da beira da praia, os turistas podem experimentar pastéis de camarão e siri em meio a uma divertida roda de samba!

Como todo local antigo, Paquetá também possui algumas lendas e uma delas é a Pedra dos Namorados – um grande rochedo arredondado que fica na Praia José Bonifácio. Diz a lenda que o (a) namorado (a) que vai a Paquetá pela primeira vez deve colocar-se de pé na areia da praia, de costas para a pedra e lançar três pedrinhas sobre ela, enquanto pensam na pessoa amada. Se alguma das pedrinhas permanecer sobre a pedra, será sinal de grande sorte no amor. Que tal experimentar essa brincadeira quando for lá?