“O AMOR É QUANDO VOCÊ DÁ SEU CORAÇÃO E ALMA PARA OUTRA PESSOA, E ELA DÁ O DELA EM TROCA. “- JAMIE FRASER

Outlander nos brindou com um episódio escrito de forma maravilhosa, com atuação incrível, uma cena de sexo como Outlander sabe fazer, um beijo, perdas, desesperança e a linda música de Bob Dylan como trilha sonora para as muitas lágrimas que eu deixava cair.

Na Escócia de 1968, Claire (Caitriona Balfe), Brianna (Sophie Skelton) e Roger (Richard Rankin) estão em busca de Jamie depois de descobrirem que ele não morreu em Culloden. Brianna e Roger cada vez estão mais entrosados e Brianna demonstra o seu talento como engenheira ao consertar o carro de Roger.

Claire descobre que Jamie foi para a prisão de Ardsmuir, mas também percebe que não é tão fácil assim achar um homem que está há duzentos anos no passado. Jamie Fraser (Sam Heughan) está em Helwater trazido por Lorde John Grey (David Berry) e apesar de ainda ser um prisioneiro parece levar uma vida até tranquila trabalhando junto aos cavalos como cavalariço, recebendo as visitas regulares do seu amigo John e jogando suas partidas de xadrez.

Quando os Dunsany chegam à propriedade, Lorde Dunsany chama Jamie para conversar e diz que sabe que ele é um prisioneiro jacobita, revela que o filho dele morreu durante a guerra e por isso é melhor que a sua esposa não saiba sobre isso porque ela ainda não superou essa dor, e Jamie afirma que é impossível esquecer a dor da perda de um filho e que ele havia perdido dois. Ah, Jamie…

Em Helwater somos apresentados as filhas de Lorde Dunsay, a doce Isobel (Tanya Richards) que pobrezinha parece nutrir uma paixão por John e a mimada, egocêntrica, de gênio difícil, mas também corajosa Gevena muito bem interpretada por Hannah James. Que ao ser dada em casamento a um homem que poderia ser o seu avô, tem a sua atenção despertada por ninguém menos que o nosso Jamie.

Ela exige que Jamie a acompanhe em seu passeio de cavalo, tenta chamar a atenção e Jamie mostra para a sua senhora que ele não está para brincadeiras. Eu adorei quando Jamie a jogou na lama. Mas Geneva não se intimida e confronta Jamie fazendo uma chantagem para que ele vá ao seu quarto e durma com ela. Se ele se negasse ou fugisse ela contaria que na verdade ele era Jamie o Vermelho, o famoso traidor jacobita. Contaria também onde a sua família vivia, o que os poria em perigo.

Ele vai até o quarto dela e eles têm uma noite de sexo. Ele pergunta se a machucou, ela diz que doeu no começo, mas que depois foi bom. Fala que o ama. Jamie diz que isso não é amor, isso o que eles tiveram ela pode encontrar com outros, mas amor é quando você entrega o seu coração e a sua alma a uma pessoa e essa pessoa a entrega de volta. Depois Geneva aparece grávida e dá um olhar para Jamie o que induz que aquela criança seja provavelmente dele. Isobel pede para que Jamie leve ela e seus pais até a propriedade de Ellesmere porque a sua irmã está em trabalho de parto. Geneva morre logo após dar a luz a um menino.

Isobel descarrega a sua raiva e dor em cima de Jamie pela perda da irmã, confessa que sabe que ele é o pai do filho de Geneva. Jamie é chamado por seu patrão porque está tendo problemas com o seu genro o Conde de Ellesmere. Ele chega a tempo de ver o conde segurando o bebê nos braços apontando uma faca para ele, falando que Geneva era uma prostituta porque aquela criança não era filho dele, ou seja, um bastardo. Lorde Dunsany está com uma arma apontada para o conde e Jamie faz com que Dunsany entregue a arma a ele.

Pede então para que o Conde Ellesmere abaixe a faca, mas como o conde insiste em matar a criança, Jamie dá um tiro fatal matando o conde e salvando o bebê. Em Helwater, a sra. Dunsany está agradecida pelo ato de Jamie que salvou o neto dela, fala que eles conseguiram encobrir o assassinato do conde fazendo com que parecesse um suicídio cometido por um homem desesperado com a perda da sua jovem esposa.

Ela sabe sobre o passado de Jamie, diz que têm influência e conseguiu o perdão para que ele possa voltar para a Escócia. Jamie olha para o seu filho e decide ficar com ele, mas diz que prefere ficar porque as coisas estão difíceis lá na sua terra e assim pode enviar dinheiro para eles. Geneva, é uma garota mimada que muitos odeiam por ter chantageado e também por ciúmes por ter desfrutado e tido um filho de Jamie.

Sim, Geneva é uma pessoa mimada e egocêntrica que chantageou Jamie. Mas como Jamie, eu também consigo ver que Geneva era uma garota que queria ter o poder de escolher com quem teria a sua primeira noite. Ela foi oprimida com um casamento que não desejou e que traria infelicidade para ela, e quando se viu nesta posição agiu da mesma forma com Jamie, sendo a opressora e exigindo que ele fosse o seu amante.

Não estou de forma alguma santificando Geneva, acho o comportamento dela totalmente reprovável, mas reconheço a coragem e a fragilidade de uma garota que queria ter o poder sobre o seu corpo.

Agradeço muito à Toni Graphia que mudou o tom do encontro sexual entre Jamie e Geneva daquele que houve no livro, na série ele foi consensual. Nele Jamie pergunta se ela quer continuar, ela responde que sim e então acontece. Foi uma cena de sexo ao estilo de Outlander e confesso que fiquei chocada com alguns comentários sobre terem demorado muito, que Jamie só deveria ter relações sexuais com Claire.

Minha gente que série vocês têm assistido desde 2014? Isso é Outlander que usa das cenas em que aparece o sexo para mostrar a intimidade entre os personagens. Já vimos cenas de total paixão e entrega entre Jamie e Claire, cenas de conforto e solidão entre Claire/Frank e Sam/Mary McNab, e agora de prazer sexual entre Jamie e Geneva. Durante 06 anos passados preso em uma caverna e mais tantos depois em uma prisão e trabalhando em uma propriedade, Jamie teve apenas duas noites de sexo, sexo e não amor, que como ele mesmo disse, amor só com Claire, então deixem o ciúmes de lado e deixem o homem porque o coitado só tem sofrido.

Foi errado a forma como tudo aconteceu, mas Jamie estava sozinho há muito tempo, ele gosta muito de sexo e jamais deixou de amar Claire, mas não foi difícil imaginar que ele tomaria aquilo que estava sendo oferecido a ele. Tanto com Mary MacNab como com Geneva o sexo foi para ele como uma conexão para que ele se sentisse vivo.

Os anos passam e William tem seis anos. Jamie está feliz convivendo com o seu filho, Willie passa muito tempo com ele e o ama. Jamie percebe que as pessoas começam a falar da semelhança que existe entre eles, então ele aceita que é o momento de partir antes que fique claro que eles são pai e filho. Jamie se despede do seu amigo John e pede para que ele cuide de seu filho, oferece seu corpo como pagamento, mas John mesmo tentado não aceita isso de forma alguma.

Ele conta que irá se casar com Isobel, mesmo sendo homossexual, e será o padrasto de Willie. Antes de ir embora Jamie está acendendo uma vela e rezando para uma imagem de um santo quando Willie chega e pede para que ele o torne um maldito papista. Jamie o batiza com o nome de William James, pede que jamais conte que ele se tornou um maldito papista e dá para o seu filho uma cobra parecida com a que o seu irmão falecido Willie um dia fez e deu para ele. No século XX, Roger e Bree estão cada vez mais se aproximando, acontece um beijo.

Gosto dos atores, mas sinto que falta química entre eles e espero que essa relação seja mais desenvolvida. Bree confessa para Roger que agora depois de descobrir sobre o passado de sua mãe e sobre a sua origem, a relação delas ficou mais próxima e ela teme perdê-la. Claire recebe uma ligação do seu amigo Joe Abernathy que tenta atraí-la para retornar para o hospital em Boston, falando que um dos seus pacientes preferidos precisa dela.

Fiona entrega as perolas que estavam com a sua avó que eram da mãe de Jamie e que ele deu para ela no dia do seu casamento, Claire se emociona ao vê-las e mais ainda quando Bree a chama de mamãe. E ao som de Bob Dylan, vemos Claire voltando com Bree para Boston percebendo que viver no passado está sendo uma tortura e desistindo de sua busca por Jamie. E no passado vemos Jamie partindo de Helwater e deixando William.

Foi uma cena de cortar o coração ao ver a desesperança nos olhos de Claire e o sofrimento de Jamie. Foi um episódio quase todo de Jamie, muito bem escrito e bonito. Nos episódios passados vimos como Jamie sobreviveu sem Claire e como Claire tentou sobreviver com Frank. Neste, o mundo de Claire girou em encontrar Jamie, ela não parecia se importar com os seus pacientes e o interessante é que tudo o que sabemos sobre a vida de Claire sem Jamie era o amor que ela devotava ao seu trabalho.

Não aguento mais essa separação e tanto sofrimento. Prevejo que na próxima semana teremos que pegar muitos lencinhos porque verei mais uma separação, agora entre mãe e filha, mas o reencontro está chegando enfim e graças a Santa Brígida. Encerro essa review com um trecho da música de Bob Dylan tocada no final do episódio: “Oh, o que você viu, meu filho de olhos azuis? Oh, o que você viu, meu jovem querido? Eu vi um bebê recém nascido com lobos selvagens lhe rondando…”, lindo, triste e de cortar o coração.

Out¹: Já vai tarde Conde Ellesmere nobre, mas totalmente grosseiro. O que foi ele olhar para Jamie e falar: Você não afogaria uma criança por ter cabelo vermelho? Ninguém sentirá a sua falta.

Out²: Sempre disse que tínhamos muita sorte com o elenco de Outlander. Caitriona, Tobias e Sam. Mas Sam Heughan você está se superando cada vez mais a cada episódio. Quero todas as indicações e prêmios já!

Out³: Adoro quando Claire está irritada e mostra o seu lado feminista exigindo respeito como na cena do bar. Aliás, estou com saudades da nossa Claire teimosa, corajosa e cheia de vida. Essa Claire desistiu rápido demais, volta à vida Claire que o seu amor está vivo e precisando urgente de você, assim como você dele.

Out4: As cenas entre Jamie e William foram lindas demais, o ator que interpretou William é um fofo e fez uma boa participação, mas eu não o achei nada parecido com Sam.

Texto: Mari Barros

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