Sobre o Oscar: Blue Jasmine!

-por , em 07/03 -
Sobre o Oscar: Blue Jasmine!

Woody Allen. Pronto, terminou o post. 😉 Sou apaixonada pelos tons pastéis, pela música, pela sutileza e pelos dramas de Woody Allen e suas ideias mirabolantes.  Claro que seu filme não ganharia o Oscar, claro que ele não ganharia nada, mas é claro que ele sabe muito bem escolher suas musas e destacá-las da melhor forma possível, como foi com Cate Blanchett. Uma verdadeira diva.

Sempre me emociono ao começar a assistir um filme de Woody Allen, independente de qual seja o novo drama que ele nos apresenta. Este filme, particularmente, tratou de um tema bem complicado no círculo feminino, a ambição de ter ao seu lado um homem importante, com muito dinheiro e quase nenhuma índole. Jasmine (Cate) é uma mulher fina, determinada e cega por natureza – não fisicamente.

jasmine

Uma mulher que, quando criança, foi adotada e criada por uma família que, aparentemente não tinha muito mais além de amor e valor social. Seus pais adotivos também adotaram sua irmã mais nova, que tinha uma genética bem diferente de Jasmine. A irmã, Ginger (Sally Hawkins), sempre considerada uma mulher de péssimas escolhas e pouquíssimas ambições, ama Jasmine incondicionalmente, e raramente a enxerga como a mulher que ela é de verdade.

Jasmine, casada com o poderoso e rico Hal (Alec Baldwin), mantém uma vida social bem estilosa em NY, sua casa é linda, sua família é perfeita, seu filho (enteado) estuda em Harvard e é motivo de orgulho, enfim, tudo aquilo que os americanos consideram como top de linha. Com o tempo, Jasmine nos demonstra viver uma vida falsificada pelo sorriso. Seu marido a trai constantemente, suas amigas não agregam em nada e sua irmã está cada vez mais afastada por conta de um preconceito criado pela distância.

jasmine e amigos

Hal morre. E é apenas isso que sabemos no começo do filme, quando Jasmine vai para São Francisco morar com sua irmã (separada, com dois filhos e um namorado super-sincero). Afastada de toda sua vida boa em NY, sem dinheiro, sem casa e sem seu enteado, Jasmine desenvolve uma mania de ficar reproduzindo diálogos que a traumatizaram de alguma forma. Plea rua, ao lado de desconhecidos, da família recém aproximada, de todo mundo, ela simplesmente começa a viajar em um mundo de fantasia que existe apenas em seu cérebro.

Assim que chega, Jasmine consegue confundir até mesmo sua irmã que, por mais que tenha feito escolhas diferentes, sempre teve o pé no chão. Descontrolada, viciada em remédios e alcoólatra, Jasmine enfrenta situações bem complicadas, até que conhece um novo homem, bem sucedido como ela gosta, rico, como ela gosta e solteiro. E então ela decide se reinventar.

jasmine e marido

O problema: Ela se reinventa dentro da própria fantasia. Mente, esconde, oculta fatos que mulher nenhuma deveria esconder de seu novo amor, não tendo um passado como o dela, principalmente. Como toda mentira tem pernas curtas e agressivas, Jasmine é desmascarada por seu ex-cunhado, no meio da rua, na frente de seu noivo, bem no dia que estavam indo comprar alianças. Destruída pela verdade e por seu passado doentio e complicado, Jasmine vê seu novo relacionamento indo pelo ralo e se vê sozinha e deprimida novamente.

blue jasmine

Uma história de pessoas de verdade, com problemas de verdade, com dramas complexos e verdadeiros. Uma história de Woody Allen para quem ama Woody Allen. Não é necessário Oscar, não é necessário aplausos de pé. Só é necessário assistir e meditar. Blue Jasmine nos leva a um estado de espírito instintivo e simples. Jasmine nos leva a repensar nos dramas que vivemos diariamente, a abrir mais os olhos, a enxergar mais o que temos em nossos corações. Assista, vale a pena, hoje e sempre.

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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