Os grandes festivais

-por , em 16/04 -
Os grandes festivais

Olá pessoas… Vamos falar de história!  Tudo bem que eu me propus a falar de música com vocês, mas não tem como não falarmos de música no Brasil sem falarmos de história. Ainda mais porque foi uma aliada da outra em uma época muito difícil no país e acredito que nos dias de hoje, devemos nos lembrar do que foram os festivais dos anos 1960. Então pergunto a vocês: o que os festivais de música popular fez por nós e nos trouxe? Quer saber?! Vamos aos fatos.

Superficialmente falando, esses festivais foi uma série de programas transmitidos pelas emissoras da época (TV Excelsior, TV Record, TV Rio e Rede Globo), entre os anos de 1965 e 1985, e que revelaram e consolidaram vários dos nossos atuais artistas (artistas porque não se trata somente de cantores, mas sim de compositores, interpretes e essa gama toda de artistas) da MPB, como Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Geraldo Vandré, etc.

Mas o interessante é analisar o contexto em que se deram tais festivais. Espero que todos se lembrem (mesmo os que não viveram, mas os que tiveram algum contato com a história em sua vida estudantil) que o Brasil vivia um período da Ditadura Militar, e com isso, uma censura muito forte acontecia na época, o que forçava letras inteligentes, cheias de metáforas e mensagens nas entrelinhas, para mover uma manifestação, para mover uma nação.

E mesma com toda essa grande repressão que acontecia pelos agentes do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), conseguiram desenvolver nas artes, principalmente na música, canções de protestos e, graças aos festivais, chegaram aos ouvidos da população, inclusive, atingindo grande audiência. Claro que isso chamou a atenção dos agentes que passaram a vigiar os festivais de perto, com o tempo.

Só que a questão que gostaria de levantar é: Será que precisamos de uma situação tão adversa para voltarmos a fazer arte dessa maneira? Será que a situação já não está crítica demais para que mudemos de posição?! É preciso fazer arte de qualidade, minha gente, mas o principal, é consumi-la. Para não dizer que isso morreu, deixo um exemplo que os festivais ainda não morreram, que a mensagem ainda ficou, só não vamos deixar ficar muito crítico, e reacender a chama que ainda não apagou.

E para mostrar um pouco mais da força e controvérsia dessas manifestações, seguem mais algumas músicas:

Gilberto Gil e Os Mutantes – Domingo no Parque

Elis Regina – Arrastão

Jair Rodrigues – Disparada

Se eu fosse ficar colocando músicas, não pararia mais. Mas como já disse, fica a reflexão para que serve a música, e porque não dizer, as artes no geral? Divertir, alienar ou também libertar? Pensemos bem do que andamos fazendo. Pensem bem! Até mais!

Cris Siqueira
por

Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

Recomendamos para você