Podem ficar tranquilos que este não é um texto hater e muito menos em defesa do pessoal da Igreja Evangélica (seja ela qual for). Minha religião não vem ao caso, na verdade, a única coisa que vem ao caso nesse momento é: O que estamos fazendo pelas gerações futuras do nosso país? Estamos caminhando para frente e para o desenvolvimento do nosso país ou estamos dando largos passos para o passado, atrasando nossas mentes e, em consequência, nosso povo? Pode parecer exagerado esse meu questionamento, mas, de fato, precisamos começar a pensar nas ‘cagadas’ que estamos deixando de rastro, enquanto pseudo-caminhamos para o Brasil do futuro! Estou começando a ter medo desse nosso sonhado desenvolvimento!

 

Eu lembro que, quando estava na terceira série primária (nem sei como se chama essa série hoje), estudava a pirâmide demográfica do nosso país e éramos todos muito jovens! Não a minha geração, o nosso país mesmo. A pirâmide era mais inchada na parte jovem e as promessas de que mudaríamos o país, desenvolveríamos todas as áreas que eram fracas e ajudaríamos o Brasil a sair do terceiro mundo era massificada em nossas mentes. Não é a toa que a geração que tem hoje entre 30 – 40 anos, está decepcionada e frustrada com suas escolhas e caminhos. Não podemos generalizar, tem muita gente realizada e bem de vida, mas podemos chamar de maioria, essa galera insatisfeita!

E o que isso tem a ver com os gladiadores do altar? A relação é simples: somos ignorantes e estamos ficando, infelizmente, cada vez mais ignorantes. Temos algumas grandes referências mundiais, quando o assunto é desgraça humanitária: no oriente, a guerra de religiões já dura muitos anos para lembrarmos como começou. Uma infelicidade que já matou muitas pessoas, inclusive crianças, em nome de Deus e em nome do desenvolvimento econômico de uma minoria rica, daquela região. Mais um pouquinho para cima, ainda no oriente, temos grandes potências econômicas, como a China e o Japão, lugares que tem, ainda, uma política restritiva, separatista e completamente bitolada em diversos quesitos, por mais que seja rica e desenvolvida – lembrando que esta é uma das maiores e mais antigas culturas existentes.

Caminhando para o ocidente, lá pelas bandas centrais do “mapa mundi”, temos a Europa. Um continente rico em história e em guerras, uma economia que alavanca e despenca a todo momento, uma política de boa vizinhança que precisa ser diariamente reforçada para que não se caia no balaio das mortes massivas por qualquer motivo. Sabemos bem que essa Europa que todos admiram, enfrenta problemas econômicos, políticos, militares, religiosos e sociais. Sabemos bem que eles não são perfeitos, mas, ainda assim, conseguimos invejá-los por terem lojas de grifes e lugares turísticos dos sonhos.

gladiadores do altar igreja universal

Bem aqui, em cima de nós, temos os Estados Unidos, uma super potência mundial que ainda é abarrotada de problemas econômicos, políticos, militares e sociais, como o preconceito. Um país que se desenvolveu em cima de três pilares muito simples: riqueza forçada, intromissão em políticas internacionais e guerras. Além de tudo isso, por mais que pareça, o povo americano é um dos mais desenvolvidos e atrasados, ao mesmo tempo, do mundo, considerando todos os seus grandes problemas que são jogados para o futuro, como se não existissem. Uma hora a roda gigante TRAVA. E não quero estar aqui para ver.

Mas, novamente, o que isso tem a ver com os gladiadores do altar? Simples, estamos crescendo. Enquanto país em crescimento (sim, já se passaram bons anos desde que estive na terceira série primária, já não somos tão jovens quanto antes, mas continuamos em desenvolvimento), nossa economia e política passam por uma transição incrivelmente justificada – mas será que nossas mentes estão acompanhando? É normal que uma religião como a Evangélica (seja qual for o tipo, porque realmente não vem ao caso), cresça e se exponha – já que, em nosso país, tem mais igrejas desta religião do que padarias para comprarmos pão e universidades para desenvolvermos cidadãos.

brasileiros gladiadores do altar

Sabemos que o Brasil ainda cometerá muitos erros em todos os setores, erros esses que, de certa forma, nos ensinarão a acertar um dia. Mas, será que realmente estamos enxergando esses erros de uma forma desenvolvida? Ou continuamos com o mesmo pensamento retrógrado de terceiro mundo? A comunicação globalizada, nesta geração muito bem representada pela internet, precisa receber seu devido valor. Precisamos tratar nossas informações com mais patriotismo, com mais consciência, ou seja, de uma forma menos imatura.

Você não vê americanos, russos, chineses e árabes, divulgando para qualquer um ao redor do mundo, que eles são burros, ignorantes e inconsequentes. Ta, eu sei que temos exceções e que, em muitos locais, existem pessoas insatisfeitas, novamente, não estou falando dessa galera, estou falando da maioria. O fato é que falta amor próprio por aqui. Se a Igreja Evangélica quer criar gladiadores do altar para defender seus interesses religiosos ou qualquer outro tipo de interesse, o que precisamos fazer é aguardar que os órgãos de direito lutem contra, caso seja o caso.

Podemos opinar, incentivar o julgamento, mas, jamais, precisaremos atirar 10 pedras em cima deles. Ser “humano” é um direito e um dever de todos nós, respeitar o próximo, por mais que ele pense diferente, também! Tente ser mais racional em seu posicionamento, não exponha tanto o nosso país e espere que, cada um, faça a sua parte, quando é preciso algum tipo de ação. Se cada um fizer o seu, pensar no seu quadrado e se importar com a consequência para o país, acho que poderemos nos desenvolver de forma correta. Não precisamos seguir os exemplos errados dos outros, mesmo que eles sejam nossa referência para diversos outros temas.

Se quiser ler sobre os Gladiadores do Altar e entender quem são e o que fazem, clique aqui.

Compartilhe: