Para os que acham que o amor e a arte da conquista é exclusividade dos seres humanos, fica aqui a prova de que estão muito enganados. Existem espécies que enchem a parceira de presentes e outras que investem nos carinhos. Por outro lado, assim como pode acontecer em alguns relacionamentos, também existem casos em que os animais se aproveitam do parceiro e alguns que saem perdendo… Assim como acontece no mundo dos seres humanos também, sabe? Conheça algumas curiosidades sobre os rituais de acasalamento de sete animais diferentes e acompanhe os vídeos produzidos pela National Geographic para ver como esses bichos se comportam na hora de garantir a continuidade da espécie.

O CARINHOSO

Cada uma das espécies das aves-do-paraíso tem um ritual de acasalamento único e impressionante. Para essa lista, o National Geographic escolheu uma espécie (Seleucidis melanoleucus) cujo macho tem exatamente uma dúzia de finas plumas na extremidade final do corpo. Em um ritual que os especialistas chamam de “exibição de esfregação de raque”, os machos passam essas penas rígidas no rosto da fêmea repetidamente. Para ela, essa espécie de “carinho” traz uma sensação agradável, o que faz com que muitas fêmeas se aproximem dos machos por trás para colocar a cabeça entre essas plumas.

O HABILIDOSO

Os machos da espécie foca-de-crista (Cystophora cristata) têm uma habilidade incrível que eles utilizam para espantar outros machos e atrair as fêmeas. Tal habilidade consiste em inflar suas cavidades e membranas nasais de maneira que elas se expandam e pareçam um grande balão cor-de-rosa. Como isso representa um sinal de virilidade e disponibilidade para cópula, os machos menos capazes se afastam e as fêmeas acabam se apaixonando.

O MICHAEL JACKSON

Já sabemos que as dancinhas costumam fazer sucesso com o sexo oposto no reino animal. O que dizer então de um pássaro que consegue fazer o moonwalk, o famoso passo de dança de Michael Jackson? Para nós, a imagem de um manakin (Pipridae) deslizando no tronco da árvore para impressionar a fêmea é curiosa e engraçada. Mas, para a fêmea, isso é paixão na certa!

A CORRENTE DO AMOR

Entre as lebres-do-mar (Aplysia sp), que são uma espécie de lesmas-do-mar, o que impera é o amor livre. Como são hermafroditas, é comum que esses animais acasalem entre eles em uma corrente, onde aqueles que estão no meio desempenham tanto a função de fêmea como macho.

O APROVEITADOR

O peixe-diabo-negro (Melanocetus johnsonii), como é popularmente conhecido, é uma espécie de peixes carnívoros cujo macho tira proveito da fêmea e vive com ela para sempre. Por viver em profundidades extremas, onde é difícil conseguir alimento, esses machos (que medem cerca de três centímetros) mordem a barriga de uma fêmea (que pode chegar a 18 centímetros) e passam a parasitar seu corpo. A partir de então, ele passa a servir como um banco de esperma pronto para entrar em ação sempre que a fêmea liberar seus ovos.

O PRESENTEADOR

É tradição entre os pássaros-cetim (Ptilonorhynchus violaceus) machos conquistar suas pretendentes com uma série de presentes. Curiosamente, o pássaro – que também é conhecido pelo nome de satin-azul – é simplesmente fascinado pela cor azul. Além de construir uma bela estrutura, o macho que procura por uma fêmea precisa decorar o espaço com objetos que atraiam sua atenção. Para isso, ele escolhe coisas brilhantes e, na maior parte das vezes, de coloração azul. Quando ela finalmente se encanta pelos objetos e se aproxima, é hora de fazer a dança do acasalamento e consumar a relação.

O AMOR E A LUTA

Assim como as lebres-do-mar, uma espécie de platelmintos (Pseudoceros bifurcus) tem como ritual de acasalamento o que os especialistas chamam de “esgrima peniana”. O ritual recebeu esse nome porque os animais são hermafroditas e, no momento da cópula, é como se estivessem lutando. Isso acontece porque os seus pênis (sim, no plural!) são pequenas estruturas brancas projetadas que liberam esperma com facilidade. O animal tenta se esquivar das investidas do outro porque quando um deles é tocado, o esperma é absorvido pelos poros e ele é fertilizado. Aquele que é atingido sai perdendo, pois ser mãe requer que o animal se esforce mais para buscar alimentos e sobreviver. [National Geographic, Megacurioso]