Nos últimos anos, a Netflix vem investindo pesado em seus lançamentos. Além das séries de sucesso, como Stranger Things e Dark, o streaming passou a ganhar destaque com seus filmes. O mais novo lançamento a chegar no próximo dia 10 de julho certamente pode ser incluso nessa lista de sucessos. The Old Guard, baseado na HQ de mesmo nome, contou com o quadrinista da DC, Greg Rucka, no papel do roteirista. Não estamos diante do melhor roteiro que a Netflix já viu, principalmente pelos furos deixados ao final, mas como primeiro passo, Rucka entrega um bom filme.

O filme da Netflix faz referência ao primeiro arco apresentado nas HQs. Nele, conhecemos Andy, Book, Joey e Nico, um quarteto composto pelos guerreiros mais experientes do mundo. E não estamos falando apenas de habilidade e sim de experiência pelo tempo em combate. Os quatro soldados lutaram nas Cruzadas ou ainda nas guerras de Napoleão. Era após era, eles presenciaram as maiores guerras, superaram mortes e observaram a humanidade se matar, enquanto eles permaneceram intactos. Andy, Book, Joey e Nico são imortais e se recuperam de todo e qualquer ferimento que sofrem.

Os imortais

O grupo é liderado por Andy, interpretada por Charlize Theron. Ela é o rosto do filme e o principal chamariz da produção. Os fãs saudosos da Furiosa de Mad Max poderão matar a saudade da atriz, pois se tem uma coisa que Charlize faz em The Old Guard, é lutar. A atriz da um verdadeiro show de combate em cenas corpo a corpo e mesmo sendo a protagonista, rouba completamente a cena sempre que aparece. Que mulherão!

O quarteto seguia sua vida eterna salvando pessoas quando se vê enganado por um de seus melhores amigos. Ao mesmo tempo, uma nova imortal surge no planeta pela primeira vez em 200 anos. Nile (Kiki Layne) é uma fuzileira do exército norte-americano e estava lutando no Afeganistão quando foi assassinada. A surpresa veio quando mesmo após ter a garganta cortada, Nile sobrevive e gera estranheza dentro do pelotão. Após ser “resgatada” por Andy, ela se junta ao grupo dos imortais. Assustada, ela precisa entender o mais rápido possível o que tudo isso significa e o bom humor de Andy não irá ajudar.

The Old Guard

Gina Prince-Bythewood assumiu o desafio de dirigir a produção e faz um ótimo trabalho. The Old Guard segue um mesmo ritmo do início ao fim, mantendo a violência e a crueldade da humanidade em envidência. Harry Melling, o Duda de Harry Potter, vive Merrick, o grande vilão do filme. Buscando apenas o lucro, ele sequestra o grupo e os tortura de todas as formas possíveis, buscando apenas uma fórmula de ficar rico. Embora fictícia, a história evidencia inúmeros problemas reais, como a busca obsessiva pelo lucro usando seres inocentes como cobaias.

Em 2 horas de duração, o filme desenvolve seu roteiro e deixa algumas perguntas abertas. As histórias pessoais de cada personagem ficam jogadas e são apenas mencionadas em uma conversa na fogueira. Entender o que cada um sofreu e passou por consequência da imortalidade daria um quê de emoção a mais ao filme, principalmente com tanta cena de luta em tela. Sentir empatia pela história dos personagens seria fundamental para tornar The Old Guard melhor. O que aconteceu com Andy e Qhuyn? Qual a história de Joey e Nico? Afinal, quem foi a família de Book? Perguntas não respondidas e que prejudicam o roteiro profundamente.

Diante de tamanha complexidade da trama, o desfecho em aberto pode ser o início de uma nova franquia. Caso não tenha continuação, o final escolhido será mais um ponto negativo para o filme. Tudo acaba rápido demais e o público fica ansioso por novas informações. The Old Guard tem potencial para uma sequência e pode responder a todas as perguntas que ficaram sem respostas. Por enquanto, temos um bom sci-fi chegando a Netflix no próximo dia 10.

The Old Guard chegará na Netflix no próximo dia 10.

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