Dia 11 de novembro comemoramos o dia do Soldado Desconhecido. Mas se ninguém conhece o cara, por que se comemora este dia? Sinceramente, não sei, e nem estou aqui para dissertar sobre isso. Mas como Nerd colecionador de quadrinhos aproveito a ocasião para falar sobre o personagem homônimo da DC Comics.

Criado em 1966 pela dupla Robert Kanigher e Joe Kubert, estreou na revista Our Army At War #168 de junho. Kanigher e Kubert são ícones dos quadrinhos norte-americanos, além de serem referência em quadrinhos de Guerra (para quem hibernou nos últimos 50 e não sabe dessa informação, ambos criaram o personagem Ás Inimigo e Sgt. Rock, entre outros).

Em Star Spangled War Stories conhecemos a possível origem do Soldado Desconhecido: Eddy Ray, um soldado do exercido norte-americano no começo da Guerra do Pacífico, após o ataque em Pearl Harbor. Servindo junto com seu irmão, Harry, acaba se desmotivando por estarem em menor número. Porém, a sabedoria de Harry diz que um homem certo no lugar certo pode fazer a diferença na guerra. Juntos, eles começam a fazer essa diferença, até que um ataque de granada mata Harry e deixa Eddy desfigurado. Decidido a ser o homem certo no lugar certo, Eddy alista-se em uma iniciativa CIA, tem sua identidade apagada e, após intenso treinamento, torna-se o Soldado Desconhecido.

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A série original teve certa regularidade até 1982, quando foi descontinuada. Após um recesso de 6 anos, teve sua segunda série com apenas 12 edições, finda em 1989. Esta segunda série porém transforma o personagem em imortal, e muda mais algumas características em relação à sua origem, e não é considerada parte da cronologia oficial. Em 1997, uma mini-série escrita pelo irlandês Garth Ennis (Preacher, John Constantine: Hellblazer), o descreve como um operativo da Segunda Guerra Mundial, mestre em disfarces e que ainda está na ativa nos dias de hoje. Em 2008 criou-se uma nova série ambientada em Uganda, e com o reboot da DC (novos 52) ele passou a ser um soldado moderno lutando no Afeganistão.

Conhecido principalmente pelos colecionadores veteranos, vale a pena ler as histórias da  dupla Kanigher e Kubert, e a releitura de Garth Ennis, principalmente se você gosta de boas histórias de guerra.

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