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Desde que a Netflix anunciou “O Rei” e sua estreia no Festival de Veneza, confesso que minha curiosidade aguçou, afinal um filme onde temos Timothée Chalamet e Robert Pattinson é no mínimo instigante.

Além disso, a trama de “O Rei” é baseada nas clássicas peças teatrais de William Shakespeare sobre Henrique IV, que conta a história de Hal, um jovem príncipe que herda o trono e é ensinado a ser rei por seu amigo Falstaff.

O mais interessante da trama é ver como a história é cíclica, Hal (Timothée Chalamet) nunca se interessou pelo reino, muito menos vislumbrava o trono e ao se ver obrigado a assumir, precisou aprender a lidar com súditos que nunca o quiseram lá exatamente por ter o pensamento oposto de seu pai. Com a promessa de um governo distinto se viu manipulado, e “forçado” a lutar por aquilo que o Rei Henrique IV sempre sonhou, a FRANÇA.

A cruzada de dor, aprendizado e autoconhecimento de Hal é linda. A entrega de Timothée Chalamet é belíssima e visceral digna de -no mínimo- indicações as mais importantes premiações, ele nos encanta e assusta no mesmo patamar e isso por si só já é assombroso; Tornando a atuação de Pattinson igualmente significativa (porém menos relevante), destacando-se quando apresenta o sotaque e a arrogância de verdadeiro herdeiro da coroa francesa.

A fotografia e figurino estão impecáveis, e nos transporta diretamente para 1413 quando o Rei Henrique V assumiu seu trono na Inglaterra.

“O Rei” nos revela o verdadeiro significado do ser quem você na verdade, critica, assim como Shakespeare adora fazer, nada é fácil, nos levando a reflexão sobre o fardo que o personagem carrega e seus atos. Um longa que definitivamente merece sua atenção.

Já está disponível na Netflix