Você sabe o que é DDA?

-por , em 03/07 -
Você sabe o que é DDA?

Olá meu povo! Acho que, quando temos algum tipo de canal com o público, devemos realizar alguns tipos de serviços sociais por questão de comprometimento mesmo com nossos leitores. Ser um site nerd, não necessariamente me limita a falar apenas sobre séries, filmes e games, existem muitas outras coisas na vida dos nerds que precisam ser comunicadas, mencionadas, apresentadas à todos – como por exemplo, o DDA. Você sabe o que é?

 

Imagine alguém assim: Renata sempre foi uma criança inteligente, mas pra lá de desconcentrada. Aos 8 anos, perdia tudo na escola: livros, lancheira, a sapatilha do balé… E essas perdas – quase diárias – eram insistentemente narradas todas as noites (três, quatro vezes) à sua mãe, quando esta chegava do trabalho. Aos 11 anos, a menina vivia perdendo a condução escolar e, na hora de ir para o curso de Inglês – que era bem perto de sua casa – também se perdia pelo caminho. Em passos lentos pela calçada, ficava olhando as vitrines e, em vez de levar dez minutos para chegar, costumava aparecer por lá uns 40 minutos depois, quando a aula já estava quase terminando. Por outro lado, a menina era dona de um aceleramento sem igual: quando resolvia estudar, aprendia conteúdos extensos em pouquíssimo tempo, às vezes simultaneamente aos avanços nos games em seu computador. Na pré-adolescência, um evento memorável (ou seria “sem memória”?): Renata perdeu o avião que a levaria, junto com os colegas, para uma viagem inesquecível.

 

Hoje, no entanto, Renata é uma socióloga respeitada no meio acadêmico. Foi feito um tratamento adequado – e a psicoterapia ainda faz parte de sua rotina. Quando a filha tinha 12 anos, Dona Marta procurou bons especialistas, que detectaram o problema: TDAH (DDA). Você já sacou do que se trata? É muito mais comum do que você imagina…

 

tdah

 

De acordo com o IPDA – Instituto Paulista de Déficit de Atenção, o TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – é um conjunto de sintomas caracterizado por distração, hiperatividade e impulsividade, além de tendência à desorganização e ao esquecimento. Pessoas que apresentam esse quadro costumam perder a concentração nas atividades, mostrando-se agitadas e, muitas vezes, com problemas para fazerem uma coisa até o fim. Assim, é comum deixarem suas tarefas pela metade, já que se desconcentram muito e vão fazendo uma espécie de “adiamento crônico” das situações de rotina.

 

A psicóloga Cláudia Puntel ressalta que uma criança com DDA, geralmente, tem experiências de frustração, alheamento e até mesmo tristeza. Segundo ela, é muito comum que essas crianças percam seus casacos ou brinquedos na rotina da escola, por exemplo. Outro aspecto recorrente é a dificuldade de aprendizagem várias vezes demonstrada, mesmo diante de bom potencial intelectual. A questão é que – apesar da consciência de poder realizar uma tarefa – a criança não consegue mesmo completá-la ou se concentrar suficientemente para as avaliações. E é a partir daí que estudar pode se tornar algo traumático, já que (não raramente) acontecem situações de revolta.

 

dda criança

 

é possível detectar DDA / TDAH em crianças que apresentam não só desconcentração como também dificuldade de socialização. Em geral, são ciclotímicas, ou seja, podem ser tímidas ou muito expansivas. A falta de limite também é outra característica marcante. Cláudia Puntel fala da dúvida que às vezes toma conta dos familiares, que ficam sem saber se a criança tem, apenas, um problema com relação a limites ou se existe, de fato, uma questão emocional mais grave, a qual caracterizaria a doença. “Paralelamente a isso, às vezes o DDA é potencializado por situações de conflitos familiares”, completa a psicóloga, diante de sua experiência como terapeuta de família.

 

O psicanalista Carlos Leal por sua vez, manifesta que a família não costuma estar preparada para as dificuldades ou os sintomas de uma criança com certas características: “Querer filhos absolutamente perfeitos é o esperado”, destaca. O especialista refere-se a um conceito equivocado do mundo de hoje: a ideia de que qualquer problema possa ser considerado um fracasso, como se todos tivessem que ter sucesso sempre, em tudo, até mesmo em questões de saúde e comportamento.

 

Para ler mais sobre o assunto, clique neste link e entenda mais sobre tratamento, as reações familiares, o impacto social, escolar, profissional e muitas outras coisas. Esta síndrome não é uma doença mental, não seja preconceituoso e não abafe caso conheça alguém com esta definição. Tudo é uma questão de acompanhamento e tratamento adequado, fica a dica. 😉

 

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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