Agenda 21 é um documento que estabeleceu em 1992 a importância de cada país se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais.

Diferente do que muitos pensam, cada país tem sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 (CPDS). A Agenda 21 acabou se tornando um poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento. As ações prioritárias da Agenda 21 brasileira são os programas de Inclusão Social (com acesso de toda a população à educação, saúde e distribuição de renda), a Sustentabilidade Urbana e Rural, a Preservação dos Recursos Naturais e Minerais e a Ética Política para o Planejamento Rumo ao Desenvolvimento Sustentável
 
“Nunca duvide que um grupo de cidadãos comprometidos e preocupados possa mudar o mundo. Na verdade, esta é a única forma de mudança que pode dar certo.” (Margaret Mead)
O desenvolvimento sustentável envolve muito mais coisas além da proteção ambiental. Ele busca a reconciliação entre as pressões aparentemente conflitantes do desenvolvimento econômico, da proteção ambiental e da justiça social. Viver de forma sustentável é aceitar o dever de buscar a harmonia com as outras pessoas e com a natureza. Devemos compartilhar entre nós o cuidado com a Terra. A humanidade não pode mais tirar da natureza do que a natureza pode repor. Ou seja, precisamos adotar estilos de vida e caminhos de desenvolvimento que respeitam os limites naturais. Isso é possível sem que se rejeitem os benefícios trazidos pela tecnologia moderna, desde que a tecnologia também trabalhe dentro desses limites. Esta é uma estratégia para uma nova visão do futuro – não é um retorno ao passado.
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