Um dos maiores fenômenos da cultura pop mundial, a franquia “Star Wars” faz parte do imaginário de quase todo mundo. É difícil encontrar alguém que, mesmo não tendo visto os filmes – ou não gostado deles – desconheça a existência de figuras como Darth Vader ou Yoda.

Os motivos para o sucesso são vários; para além de uma boa obra de entretenimento, “Star Wars” pode ser observado sob as mais diversas perspectivas, que vão de política a religião, de capitalismo a conflitos familiares.

Em “O mundo segundo Star Wars”, que chega às livrarias em dezembro pela Record, o professor Cass R. Sunstein destrincha estas referências e possíveis leituras para os filmes, de maneira divertida e informativa.

O livro, assim como a saga, é dividido em Episódios. Nos três primeiros, Sunstein trata de detalhes e bastidores da produção dos primeiros filmes, e fala das referências que inspiraram George Lucas – uma das mais conhecidas é o livro “O herói de mil faces”, de Joseph Campbell. Ele avalia ainda como o filme se tornou um sucesso – contra todas as previsões, já que, diz o autor, boa parte dos atores e da equipe tinha certeza de que se tratava de um fracasso.

Na segunda parte, Sunstein começa a mergulhar nos diversos possíveis significados que emergem dos filmes, e em alguns de seus temas mais importantes, como paternidade, redenção e liberdade. A terceira parte expande essa investigação e detalha outros assuntos que geram reflexão a partir da saga: rebeliões, república, direito constitucional, economia e insurgência política. Por fim, o autor relaciona os poderes da Força à psicologia comportamental, e conclui que “Star Wars” é uma história sobre liberdade de escolha e a capacidade de fazer o que é certo mesmo quando a esperança é mínima.

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