Pensei em criar uma série de postagens sobre tudo aquilo que me tornou nerd e moldou meu caráter. Mas antes de pesquisar se será viável ou não, resolvi relembrar talvez o primeiro ícone pop nerd que me cativou e influenciou em diversos aspectos. Dá o play nesse curto vídeo e certamente um sentimento de alegria, agitação infantil e doces lembranças te invadirão novamente:

Acho que O Mundo de Beakman dispensa qualquer tipo de apresentação porque creio que a maioria das pessoas que leem o blog assistiam. Mas vamos a um breve resumo:

Produzido no início da década de 90 pela Columbia Pictures, o Mundo de Beakman foi exibido em mais de 90 países. No Brasil era transmitido pela TV Cultura (antes do Doug, me lembro bem… bons tempos aqueles!). Consistia basicamente em responder as perguntas de telespectadores sobre ciência, tecnologia, física e diversos temas com ilustrações, experiências e encenações das mais divertidas e didáticas possíveis. O programa era voltado principalmente para as crianças e isso explica seu formato e comunicação leve e de fácil entendimento.

Algumas curiosidades:

– Originalmente, as perguntas respondidas no programa eram enviadas por telespectadores de verdade. Na dublagem em português os telespectadores eram fictícios.

– Na época da produção do programa, chegaram a ser recebidas cerca de 1000 cartas por semana, a maioria de crianças.

– Beakman teve três mocinhas diferentes como assistentes que foram substituídas ao longo do programa: Rosie, Liza (a minha preferida) e Phoebe.

– Mark Ritts, o Lester, faleceu em 2009 vítima de câncer 🙁

– Paul Zaloom, o ator que interpretou o Beakman, esteve no Brasil no ano passado participando de algumas palestras e contou sobre a época do programa. Aliás, Zaloom não é cientista de verdade. Eu podia jurar que era.

o mundo de beakman

Eu lembro que eu assistia O Mundo de Beakman lá pelos meus nove, dez anos de idade e meu irmão que é mais novo assistia comigo e também adorava. Posso dizer baseada em experiência própria que a temática para crianças funcionava mesmo. Eu adorava os “Desafios do Beakman” e as experiências (fiz dentre outras, aquela de atravessar um espeto num balão sem estourar. Acho que todo mundo tentou essa). Ficava encantada quando ele encarnava Newton, Galileu, entre outros cientistas famosos e não posso me esquecer do sensacional Vlavaav, o cara que tem o nome baseado nas cores do arco-íris. Eu quando era criança queria ser cientista e muito teve a ver com o Beakman porque eu queria ser inteligente igual a ele. E conheço um monte de gente que hoje faz química, biologia, engenharia e afins porque quando criança começou a ser estimulado nesse universo pelo nosso Beakman.

Aí a gente dá uma olhadinha na programação de hoje e o sentimento de saudosismo do Beakman e de diversos outros programas didáticos da época bate mais forte. Estou meio desatualizada dos programas infantis de hoje, então confesso que não sei se há algo parecido hoje em dia. Tudo bem que as crianças de hoje dispõem de tecnologias que nós não tínhamos na nossa infância, mas vale pensar um pouco: será que apesar de estarmos em outros tempos, a ideia de ensinar com entretenimento da forma mais simples de um programa na TV de vinte anos atrás ainda não seria eficiente?

Pra quem quiser saber mais: aqui e aqui.

POST ORIGINALMENTE ESCRITO PELA COLABORADORA THAIS CRUVINEL.